Resumo Semanal

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Em sua quarta queda semanal seguida, o Ibovespa registrou perdas de 2,26% entre 7 e 11 de maio, fechando esta sexta-feira (11) aos 59.445 pontos, seu menor patamar desde 13 de janeiro, quando havia fechado a 59.146 pontos. Este foi o 7º período de queda do índice nas últimas oito semanas, mostrando força no movimento negativo.

As ações da Vanguarda foram o principal destaque de alta semanal entre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 19,44%, cotadas a R$ 0,43 cada. Enquanto isso, os ativos da Rossi Residencial recuaram 13,54% no período, a principal queda dentro do índice, terminando a R$ 7,15 cada.

Petrobras e Vale
Os ativos da Petrobras (PETR3, -4,72%, R$ 20,39; PETR4, -4,64%, R$ 19,53) registraram sua 8ª semana seguida de quedas. A companhia tinha escolhido a sexta-feira (11) para divulgar seus resultados, mas acabou adiando para a próxima terça-feira (15) – o que não foi bem aceito pelo mercado. A petrolífera também assinou contrato para converter quatro navios em cascos de plataformas.

Esse movimento foi acompanhado pelas ações da Vale (VALE3, -5,85%, R$ 39,10; VALE5, -6,03%, R$ 38,00), que voltaram a cair. Embora a mineradora tenha obtido uma liminar suspendendo a cobrança de impostos sobre subsidiárias no exterior, os dados da economia chinesa assustaram os investidores. Ainda em relação à mineradora, que pode ser a próxima a discutir revisão de plano de investimentos e desinvestir em caulim, chamou atenção a declaração de força maior após acidente na planta de ácido sulfúrico. Além disso, ela foi acusada de boicotar navios chineses.

Europa: eleições assustam mercado
As eleições no continente Europeu foram a principal referência da semana, com resultados mal vistos pelo mercado. A Grécia voltou ao centro das atenções após um forte ganho de representividade do partido Syriza, de extrema esquerda, que avisou que o acordo de resgate da União Europeia e do FMI pode tornar-se sem valor. Contudo, seu líder não conseguiu formar coalizão com as outras grandes forças políticas gregas, o Nova Democracia e o Pasok, e o país pode passar por uma nova eleição. 

Neste cenário, o EFSF optou por reter € 1 bilhão do pacote de € 5,2 bilhões para o país, liberando o resto. A possibilidade de que a Grécia saia da Zona do Euro foi novamente levantada, o que levaria a Fitch a rebaixar ratings dos países do continente. As eleições da França também tiveram peso. O socialista François Hollande ganhou o pleito para presidente com a promessa de que deverá rever o pacto fiscal do continente. Nas eleições regionais italianas, chegaram ao poder inúmeros políticos anti-mercado.

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Na Espanha, o setor bancário esteve no foco: o governo tomou 45% de participação do Bankia e sugeriu que os bancos separem € 30 bilhões para cobrir possíveis perdas. Falando sobre o país, a Comissão Europeia avaliou que o déficit espanhol está acima da meta e sugeriu mais medidas de austeridade.

No Reino Unido, o BoE, manteve a taxa básica de juro inalterada, mas interrompeu o programa de compra de ativos. Por fim, na Alemanha, a produção industrial de março, superou as expectativas do mercado. As perspectivas do FMI para o país são melhores no segundo semestre, enquanto a OCDE alertou que a atividade econômica na Zona do Euro está divergindo, com a Alemanha mostrando sinais positivos e a França mostrando lentidão no crescimento.

Brasil: inflação pressiona
Por aqui, destaque para a agenda econômica. Os dois principais índices de inflação preocuparam. O IPCA de abril marcou taxa de 0,64% e o IGP-M mostrou alta de 0,89% nos preços na 1ª prévia de maio. 

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Ainda por aqui, o tradicional relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, reduziu a projeção da Selic para 8,50% no mês e no ano e a Pesquisa Industrial Mensal mostrou queda da atividade em cinco dos 14 estados brasileiros analisados na passagem mensal, enquanto o IBGE divulgou uma estimativa para safra de grãos nacional 0,5% menor ao apontado em 2011.

Números mistos na economia norte-americana
Embora com menos referências do que das últimas semanas, a agenda econômica dos Estados Unidos voltou a chamar a atenção do mercado. O Consumer Credit mostrou avanço de US$ 21,3 bilhões no crédito concedido ao consumidor norte-americano, quase o dobro das projeções. Por sua vez, o orçamento do governo dos EUA registrou o seu 1º superávit desde setembro de 2008 – estando levemente acima do estimado. Por fim, a confiança do consumidor norte-americano veio melhor do que o esperado em maio.

Já a balança comercial mostrou déficit de US$ 51,8 bilhões, acima das projeções dos analistas, enquanto o Initial Claims marcou 367 mil novos pedidos de auxílio-desemprego no país, contra expectativa de 365 mil solicitações. Neste cenário, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que as condições do sistema bancário dos EUA têm melhorado, mas alertou para os desafios em relação à qualidade de crédito e liquidez.

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Temores sobre crescimento chinês
Na segunda maior economia do mundo, a China, os dados econômicos lançam dúvidas sobre o crescimento, e com exportações mais fracas que o esperado na balança comercial e os dados da indústria chinesa mostrarem desaceleração. Por sua vez, o Banco Central chinês reiterou o compromisso de aumentar flexibilização do yuan.

Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 1,56% nesta semana, terminando a R$ 1,956 na venda. No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,45%, alta de 0,20 ponto percentual no período.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,44% de seu valor de face, queda de 0,04% na semana. Já o indicador de risco-País registrou alta de 12 pontos-base na semana, aos 197 pontos.

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Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a terceira semana de maio, os investidores estarão atentos à ata da última reunião do Federal Reserve, bem como aos indicadores dos setores industrial e imobiliário norte-americano e para os índices de preço do país.

No front doméstico, o investidor acompanhará a divulgação de índices de inflação, além do vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&F Bovespa. Ainda nessa semana, o Banco Central apresenta o IBC-BR de março. O indicador incorpora a trajetória das variáveis consideradas essenciais para o desempenho de três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.