Resumo Semanal

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SÃO PAULO – Em sua quarta queda semanal seguida, o Ibovespa registrou perdas de 8,30% entre 14 a 18 de maio,- sua pior semana desde agosto de 2011 -, fechando esta sexta-feira (18) aos 54.513 pontos. A última vez que o índice teve quatro semanas negativas em sequência foi entre abril e maio de 2011. Assim, o índice zerou os ganhos do ano, que haviam chegado a casa de 20% no início de março, e termina a última sessão desta semana 3,95% abaixo do que havia sido visto um ano antes.

Em um período onde nenhuma ação que faz parte do Ibovespa terminou com ganhos, os ativos da PDG Realty foram o principal destaque negativo ao recuarem 30,02% no período, terminando a R$ 3,17 cada.

Petrobras: lucro melhor que o esperado
Os ativos da Petrobras (PETR3, -2,03%, R$ 19,78; PETR4, -1,35%, R$ 19,07) registraram sua 9ª semana seguida de quedas. A principal referência para a empresa foi a divulgação de seus resultados trimestrais, mostrando lucro líquido de R$ 9,43 bilhões, 15,75% menor do que havia sido aferido no 1º trimestre de 2011. O resultado da companhia superou as expectativas do mercado, levando à forte alta dos papéis no pregão pós-divulgação. 

A companhia teve uma menor necessidade de importar derivados, o grande vilão dos resultados anteriores. Além disso, a Petrobras prevê o início da operação da plataforma P-55 no segundo semestre de 2013 e afirmou que terá 20 sondas em operação no pré-sal até o fim deste ano. Além disso, renovou a parceria com HRT para produtos de aviação, rescindiu contratos com a Delta Construções no Comperj, iniciou operações da Usina de Três Lagoas e substituiu seu diretor de engenharia.

G-8, impasse grego e recessão espanhola
O impasse político na Grécia elevou o sentimento de aversão ao risco na bolsa. A Fitch cortou o rating grego novamente, enquanto o BCE restringiu operações com alguns bancos daquele país. A Grécia passará por um novo pleito no dia 17 de junho – e o partido de extrema esquerda, Syriza, contrário às medidas de austeridade é favorito para vitória.

A Espanha também foi foco de atenções, depois de entrar oficialmente em recessão. Neste cenário, a agência de classificação de risco Moody’s cortou o rating de 16 bancos espanhóis. O crescimento do PIB na Zona do Euro ficou estável, graças ao bom desempenho da economia alemã. 

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Líderes do G-8 devem se reunir neste final de semana para discutir novas soluções para crise da Zona do Euro. Um dos participantes da reunião, David Cameron, primeiro-ministro britânico, pediu mais esforços do continente para conter crise da dívida, após o BoE, que sinalizou que economia do país leverá mais tempo para crescer. Já a França decidiu cortar em 30% o salário de seus ministros.

Agenda nacional chama a atenção
O destaque nacional ficou com a agenda de indicadores. A principal referência da semana, IBC-Br, o sinalizador mensal do PIB, mostrou desaceleração da economia entre fevereiro e março. Com isso, o mercado avalia que pode ser possível que o Copom reduza a taxa básica de juro em 0,75 ponto percentual na próxima reunião.

Já os indicadores de inflação mostraram comportamentos opostos. Enquanto o IPC-Fipe teve recuo na passagem anual, o IGP-10 praticamente dobrou no mesmo período. Já o IPC-S caiu novamente, apontando inflação de 0,55% na 2ª semana de maio.

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O mercado também avaliou as declarações de Guido Mantega, ministro da Fazenda, destacando que o governo não intervirá no câmbio.

EUA: Fomc e JP em foco
Por sua vez, a agenda norte-americana foi marcada pela minuta da última reunião do Fomc. O equivalente norte-americano do Copom destacou haver incertezas que podem prejudicar a economia dos EUA, dando abertura para o anúncio de novos estímulos monetários para impulsionar o crescimento da economia  no ritmo desejado. 

Na agenda norte-americana, dados mistos. Enquanto o Initial Claims, Philadelphia Fed Index e o Leading Indicators vieram pior do que se esperava, a produção industrial norte-americana, atividade manufatureira na região de Nova York e as vendas no varejo do país registraram aumento no mês de abril.

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O destaque norte-americano da sessão, porém, foi o banco JP Morgan, que viu a Fitch rebaixar o seu rating do banco, após novas perdas bilíonarias no 2º trimestre. Além disso, a instituição financeira norte-americana anunciou a saída da diretora de investimentos Ina Drew, que deverá ser substituída pelo executivo Matt Zames.

Temores sobre crescimento chinês
Na China, o destaque ficou por conta do rebaixamento dos compulsórios bancários, com o intuito de estimular a economia. O gigante asiático passa por uma desaceleração, o que preocupa o mercado e pode afetar diretamente o desempenho da empresa mais significativa do Ibovespa, a Vale.

Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 1,41% nesta semana, terminando a R$ 2,0185 na venda. No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,08%, queda de 0,42 ponto percentual no período.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 131,16% de seu valor de face, queda de 0,16% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou alta de 28 pontos-base na semana, aos 226 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a última semana de maio, as atenções se voltam para a divulgação de dados do setor imobiliário nos EUA, além dos indicadores de confiança ao consumidor no país. Ainda no front internacional, o mercado se voltará ao desempenho da indústria chinesa, além da minuta da última reunião de política monetária do Banco da Inglaterra e da decisão de taxas de juro no Japão.

No front doméstico, haverá o vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&FBovespa. Além disso, os investidores estarão atentos à divulgação do IPCA-15 de maio e às Notas do Setor Externo e de Política Monetária do Banco Central.