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Em uma semana encurtada pelo feriado da Sexta-feira Santa, o Ibovespa registrou perdas de 1,27% no período entre 2 a 5 de abril, fechando esta quinta-feira (5) aos 63.691 pontos – a terceira semana seguida que o benchmark termina no vermelho. Essa sequência de quedas não acontecia desde novembro de 2011.
Embora o índice tenha iniciado a semana em alta, por conta do PMI de manufatura chinês, o mercado nacional não aguentou a pressão externa e recuou, perdendo o patamar dos 64.000 pontos pela primeira vez desde fevereiro.
As ações da Cyrela foram o principal destaque de alta nesta semana dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 7,12%, cotadas a R$ 17,30 cada. Enquanto isso, os ativos da Telemar Norte Leste recuaram 10,94% no período, a principal queda dentro do índice, terminando a R$ 42,67 cada.
Petrobras e Vale
Os ativos da Petrobras (PETR3, -5,10%, R$ 23,06; PETR4, -5,78%, R$ 22,00) estenderam as baixas da semana anterior. No noticiário corporativo, as ações foram penalizadas por conta dos danos de vazamento da Chevron, pela qual ela pode ser responsabilizada. A companhia também teve concessões cassadas na Argentina,o considerou injusto.
No lado positivo, a empresa recebeu aval da Aneel para uma usina de energia solar no Nordeste e teve seu IDRs elevados para BBB pela Fitch.
Já as ações da Vale (VALE3, -1,96%, R$ 42,06; VALE5, -0,82%, R$ 41,12) fecharam em leva queda, em uma semana marcada pela ausência de referências corporativas.
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Europa: recessão a vista
Temores sobre uma possível recessão na Europa continuaram a pressionar o mercado. O PMI Composto e o PMI de manufatura da Zona do Euro recuaram em março, enquanto a produção industrial alemã e britânica caíram mais do que o esperado em fevereiro e o desemprego alcançou um novo recorde. Para a agência de classificação de risco Standard & Poor’s, o continente só deve sair da recessão no último trimestre de 2012.
Mesmo com a deterioração da economia, o BCE manteve a taxa básica de juro do continente inalterada em 1% ao ano, como era esperado. O presidente da instituição, Mario Draghi, afirmou acreditar em uma recuperação econômica moderada na Zona do Euro em 2012. Já o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, disse que a crise fiscal nos países da Zona do Euro está “superada”. Por fim, o BoE resolveu manter sua taxa de juro em 0,5% ao ano.
Os PIIGS produziram referências mistas. Portugal teve sucesso na primeira emissão de bônus após seu resgate, recebendo a aprovação de mais uma parcela do programa de auxílio do FMI, em € 5,17 bilhões. De acordo com a instituição, Portugal tem cumprido suas metas, mas terá dificuldade para voltar ao mercado de dívida. Já o governo espanhol afirmou que a dívida pública da Espanha atingirá 79,8% em 2012, acima dos 68,5% esperados por 2011.
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Brasil: Mantega otimista
Por aqui, destaque para o otimismo de Guido Mantega, ministro da Fazenda. Para ele, o atual estado da economia brasileira permite novos estímulos, por conta da solidez fiscal e recuo da inflação. Sobre a inflação, após o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de março apontar avanço de preços de 0,21%, Mantega afirmou que isso também deve colaborar para o crescimento da economia.
Mantega também afirmou que as medidas do Governo contra a apreciação do real frente ao dólar têm caráter permanente e não provisório. Já o IBGE divulgou a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Brasil de fevereiro e o Banco Central divulgou o relatório Focus, mostrando redução em quase todas as principais projeções mensais e anuais.
Recuperação norte-americana
A principal referência norte-americana ficou com a ata do Fomc, que mostrou uma menor possibilidade de novos estímulos monetários nos Estados Unidos, por conta da melhora na economia norte-americana, também não substancial. Para Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, a recuperação da economia norte-americana é primordial para o mundo.
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Na agenda econômica da maior economia mundial, referências majoritariamente negativas. O ADP Employment, o Initial Claims, o ISM Services, Factory Orders e Construction Spending decepcionaram os mercados, ao passo que o ISM Index veio acima do esperado. Na China, a única divulgação relevante foi o PMI de manufatura, que superou as expectativas do mercado.
Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou queda de 0,08% nesta semana, terminando a R$ 1,8247 na venda. No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,73%, queda de 0,18 ponto percentual no período.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 131,93% de seu valor de face, queda de 0,03% na semana. Já o indicador de risco-País registrou alta de 1 pontos-base na semana, aos 177 pontos.
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Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a segunda semana de abril, destaque para a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve. Atenção ainda aos dados do orçamento norte-americano, além dos índices de inflação de março. Ainda no mercado internacional, os investidores acompanharão a decisão sobre a taxa básica de juro do Japão.
No front doméstico, os olhares se voltam para a pesquisa da indústria e do comércio referente ao mês de fevereiro e para o IGP-DI de março.