Resumo Semanal

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O Ibovespa registrou perdas de 2,49% no período entre 9 a 13 de abril, fechando esta sexta-feira (13) aos 62.105 pontos – a quarta semana seguida que o benchmark termina no vermelho. Uma sequência tão negativa assim não ocorre desde as semanas entre 25 de abril e 20 de maio de 2011. 

As ações da Ambev foram o principal destaque de alta nesta semana dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 5,63%, cotadas a R$ 78,85 cada. Enquanto isso, os ativos da Eletropaulo recuaram 5,96% no período, a principal queda dentro do índice, terminando a R$ 32,20 cada.

Petrobras e Vale
Os ativos da Petrobras (PETR3, -2,89%, R$ 22,44; PETR4, -1,50%, R$ 21,67) estenderam as baixas da semana anterior. A companhia teve forte pressão por um suposto vazamento de óleo no Campo de Roncador, que perto do fim da semana foi provado ser resíduo dos testes de perfuração. 

Além disso, a estatal encontrou petróleo no Campo de Lula, afirmou buscar entendimento com autoridades argentinas e recebeu autorização para importar gás natural da Bolívia. Por fim, a companhia renovou seu acordo com a Azul para fornecer combustível até 2015. 

Já as ações da Vale (VALE3, +4,14%, R$ 43,80; VALE5, +4,21%, R$ 42,85) fecharam entre as principais altas do Ibovespa durante a semana. Na quinta-feira, as ações VALE5 registraram sua maior alta desde 20 de julho de 2010, em meio a uma percepção mais positiva do mercado sobre seu desempenho. No mesmo dia, o Deutsche Bank, o Bank of America Merrill Lynch e o Credit Suisse demonstraram em relatório maior otimismo em relação às perspectivas para a mineradora. 

Espanha rouba as atenções
A Espanha foi o foco das atenções do mercado nesta semana. Por lá, o Banco Central do país avisou que os bancos podem precisar de mais capital, fazendo com que os CDS espanhois, uma espécie de “seguro” anti-moratória, batessem seus maiores níveis desde novembro. A dívida do setor bancário do país com o BCE bateu novo recorde.

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Mesmo assim, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, a Comissão Europeia, a Alemanha e a França negaram a necessidade de um novo resgate financeiro ao país, embora uma missão da Comissão tenha chegado a Madri para avaliar a economia do país. Durante a semana, o mercado especulou que o BCE possa voltar a comprar títulos de dívida espanhóis, fato negado por um conselheiro da instituição na sexta-feira.

Já a Produção Industrial da Zona do Euro avançou 0,5% em março, superando as expectativas. Por sua vez, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s reiterou o rating “AAA” do Reino Unido e o G-20 flertou com a possibilidade de aumentar recursos do FMI. Já Portugal ratificou o pacto orçamentário europeu. 

A diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, lembrou que embora medidas estejam sendo tomadas, os riscos para a economia mundial permanecem elevados. Por fim, chamou a atenção para a queda da confiança do investidor na Zona do Euro, a primeira em quatro meses. 

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Portugal foi o primeiro componente da União Europeia a ratificar o pacto orçamentário europeu assinado no início de março. O país é um dos PIIGS, os mais afetados pela crise. O cenário espanhol, atual foco de preocupações do mercado, continua a se deteriorar, após a dívida dos bancos do país com o BCE bater novo recorde. Mesmo com essa deterioração, o BCE não deve retomar a compra de títulos públicos europeus. 

Brasil: superávit primário de R$ 155 bilhões
No front interno, chamou a atenção o encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente dos EUA, Barack Obama. Dilma voltou a criticar a política de expansão monetária adotada pelos países desenvolvidos com o objetivo de sair da crise que abalou a economia internacional. Ainda por aqui, Guido Mantega, ministro da Fazenda, lembrou que o governo brasileiro deverá continuar com os programas de estímulo. Ainda por aqui, o Governo Federal definiu em R$ 155,9 bilhões a meta de superávit primário, enquanto Miriam Belchior, ministra do Planejamento, indicou crescimento de 4,5% do PIB nacional em 2012.

Na agenda doméstica, destaque para o IGP-DI de março, que marcou aceleração de 0,56% nos preços. Já o IGP-M do primeiro decênio de abril mostrou variação positiva de 0,50%. Por sua vez, a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de fevereiro mostrou avanço em sete estados, enquanto o Levantamento Sistemático sobre a safra agrícola mostrou uma estimativa de safra de 158,6 milhões de toneladas. No mês de fevereiro, o Brasil produziu 2,205 milhões de barris de petróleo por dia.

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Economia norte-americana piora
Nos Estados Unidos, o destaque ficou com a divulgação do Livro Bege, que sinalizou melhora gradual no mercado de trabalho dos EUA, mas com preocupação por conta do avanço dos preços de petróleo. Mesmo assim, a OCDE continua com perspectiva positiva para a economia mundial em 2012.

Na agenda ecônomica, o Relatório de Emprego mostrou uma menor criação de vagas do que o esperado, enquanto o déficit do orçamento do governo norte-americano foi maior que o esperado e o número de pedidos de auxílio-desemprego superou as estimativas e o Michigan Sentiment desapontou. Além disso, o Wholesale Inventories mostrou que o nível de estoques do atacado subiu 0,9% em fevereiro e o CPI apresentou alta de 0,3% em março.

China: números derrubam mercado
A China também trouxe mau humor após a divulgação de dados abaixo do esperado. O PIB chinês cresceu de 8,1% no primeiro trimestre deste ano, seu pior nível desde 2009. Já a balança comercial chinesa mostrou menores importações, antecipando o sentimento de desaceleração.

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Por fim, a aceleração da inflação ao consumidor na China também pressionou os mercados. Essa notícia é extremamente negativa por diminuir as expectativas de novos estímulos no gigante asiático, justamente em um momento em que a economia está desacelerando.

Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 0,84% nesta semana, terminando a R$ 1,84 na venda. No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,70%, alta de 0,01 ponto percentual no período.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,34% de seu valor de face, alta de 0,28% na semana. Já o indicador de risco-País registrou alta de 5 pontos-base na semana, aos 188 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a terceira semana de abril, as atenções se voltam para dados de atividade de construção e do mercado varejista dos Estados Unidos, além do Leading Indicators, que faz uma compilação dos principais indicadores divulgados no país. Na Europa, atenção para a minuta da última reunião do BoE.

No front doméstico, destaque para os dois dias de reunião do Copom, bem como para os indicadores de inflação. Além disso, haverá o vencimento de opções sobre ações na BM&FBovespa e sobre os contratos de juros futuros do Ibovespa.