Resumo Semanal

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Em semana marcada pelos resultados trimestrais da Vale e estreia do BTG Pactual na bolsa, o Ibovespa registrou perdas de 1,28% no período entre 23 a 27 de abril, fechando esta sexta-feira (27) aos 61.691 pontos. Desta forma, o índice registra sua quinta semana de perdas nas últimas seis semanas.

Pela segunda semana seguida, as ações preferenciais da Oi foram o principal destaque de alta semanal entre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 18,25%, cotadas a R$ 11,47 cada. Enquanto isso, os ativos do Itaú Unibanco recuaram 7,85% no período, a principal queda dentro do índice, terminando a R$ 29,70 cada.

Petrobras e Vale
Os ativos da Petrobras (PETR3, -1,25%, R$ 22,10; PETR4, -2,47%, R$ 20,93) estenderam as baixas das últimas seis semanas. A companhia renovou o acordo com a Vale para exploração de potássio em Sergipe e deve continuar a investir na Argentina, a despeito da decisão do governo de Cristina Kirchner de nacionalizar a petrolífera YPF. Além disso, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão sugeriu uma parceria entre a companhia e Eike Batista em refinarias de petróleo.

Esse movimento foi acompanhado pelas ações da Vale (VALE3, -1,07%, R$ 42,62; VALE5, -1,03%, R$ 41,50), que fecharam em queda. Embora o resultado do trimestre tenha decepcionado o mercado ao vir abaixo do esperado, levando alguns bancos e corretoras a cortarem as suas estimativas, a companhia reforçou a visão otimista sobre o mercado e manteve a meta de volume no ano. A mineradora destacou sua intenção de usar todo seu capex disponível para 2012.

Corte de rating e alto desemprego na Espanha
Na Europa, a Espanha continuou a ser a principal referência. O PIB do país mostrou contração de 0,4% nos primeiros três meses de 2012 e a taxa de desemprego avançou para 24,4% em março. Seguindo este cenário, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating do país em dois graus, para BBB-. A Grécia também chamou atenção, após o presidente do Banco Central, George Provopoulos, afirmar que a economia do país deverá encolher mais do que o previsto em 2012. 

Tensões políticas também foram sentidas no continente. Além das eleições na França, que foram para um segundo turno entre o atual presidente Nicolas Sarkozy e o socialista François Hollande, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, apresentou seu pedido de renúncia após não conseguir acordo para implantar medidas de austeridade. Rutte deve liderar o governo até novas eleições. 

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A agenda econômica também ganhou destaque. O índice PMI do continente marcou seu 7º recuo em oito meses, ficando em 47,4 pontos. Por sua vez, também o déficit público da região recuou em 2011. 

Brasil: ata do Copom é destaque
Na agenda econômica doméstica, os investidores acompanharam diversos índices de inflação, como o IPC-S, IPCA-15, IPC, IGP-M de abril e o IPP – Indústria da Transformação.

As notas do Banco Central também chamaram a atenção. A Nota do Mercado Aberto de março revelou que o estoque total da DPMFi avançou em aproximadamente R$ 15 bilhões na comparação com o mês anterior. Já o balanço de pagamentos do Brasil registrou superávit de US$ 10,6 bilhão em março, mostrou a nota do Setor Externo.

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A Nota de Política Monetária e Operações de Crédito mostrou que o volume de crédito concedido em março avançou 1,7%. Por fim, a Nota de Política Fiscal, indicando um superávit primário 9,75% maior na passagem de fevereiro para março, aos R$ 10,4 bilhões. Já o relatório do ministério da Fazenda reiterou as projeções de crescimento do PIB nacional para 2012 e 2013, em 4,5% e 5,5%, respectivamente.

Além disso, a ata do Copom sinalizou que o ciclo de cortes da taxa básica de juro, a Selic, poderá ser desacelerado. A Serasa Experian apresentou o PIB mensal, mostrando que a atividade econômica cresceu 0,4% em fevereiro, enquanto a Sondagem da Indústria de abril apontou que o setor avançou 0,3% no período, enquanto sua equivalente em São Paulo mostrou queda de de 0,5% em março.

Juros norte-americanos inalterados
Nos EUA, a principal referência ficou por conta da reunião do Fomc, que deixou inalterada a taxa básica de juro do país entre 0% e 0,25% ao ano. A autoridade monetária avaliou que o país vem crescendo moderadamente em 2012, enquanto o presidente da autarquia, Ben Bernanke, ressaltou que a inflação vista na economia é temporária e que o país vem progredindo na fiscalização das companhias “too big too fail” e na transparência do governo.

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Na agenda econômica, números mistos. O PIB marcou avanço de 2,2% no primeiro trimestre de 2012, decepcionando as expectativas do mercado. O Initial Claims e o Durable Good Orders também vieram piores do que o esperado. Já o New Home Sales, Pending Home Sales e o Michigan Sentiment vieram acima do esperado. Por fim, a confiança do consumidor ficou perto da média das projeções.

Ásia: China, Índia e Japão
Na Ásia, poucas referências na semana. Na China, o PMI prévio de abril mostrou uma leve melhora em relação a março, mas ainda tenha mostrado retração. Outro emergente também esteve em foco por lá, a Índia, que teve a perspectiva do rating reduzida para negativa pela Standard & Poor’s. Por sua vez, no Japão, o BoJ elevou o programa de compra de ativos para ¥ 70 trilhões, a fim de continuar estimulando a economia. 

Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 0,92% nesta semana, terminando a R$ 1,8867 na venda. No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,27%, queda de 0,12 ponto percentual no período.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,64% de seu valor de face, alta de 0,28% na semana. Já o indicador de risco-País registrou ganhos de 6 pontos-base na semana, aos 187 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a primeira semana de maio, os investidores acompanharão diversos dados do mercado de trabalho dos EUA, em especial Relatório de Emprego, que trará, entre outros números, a taxa de desemprego do país em abril. Ainda lá fora, destaque para as reuniões do BCE e para os indicadores de atividade econômica da China.

No front doméstico, o foco fica com os dados de inflação, com destaque para o IPC de abril, divulgado pela Fipe e para os indicadores de atividade industrial. Vale mencionar ainda que teremos feriado nacional na próxima terça-feira (1), por conta do Dia do Trabalho.