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O Ibovespa acumulou alta de 2,79% no período entre 27 de fevereiro a 2 de março, fechando esta sexta-feira (2) aos 67.781 pontos, sua maior pontuação desde 11 de abril de 2011. O benchmark aproveitou o bom momento vivido no ano e fechou com desempenho superior aos principais índices acionários mundiais, como os norte-americanos Dow Jones (-0,04%), S&P 500 (+0,26%), o britânico FTSE 100 (-0,40%) e o alemão DAX 30 (+0,83%).
As ações da JBS foram o principal destaque de alta nesta semana dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 14,79%, cotadas a R$ 8,07 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos da B2W Varejo, que recuaram 12,04% no período, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 5,60 cada, impulsionadas por mais um resultado trimestral negativo.
Petrobras e Vale
Os ativos da Petrobras (PETR3, +2,50%, R$ 26,60; PETR4, +3,35%, R$ 25,30) encerraram o período em alta. A companhia descobriu uma nova acumulação de hidrocarboneto no pré-sal, iniciou a produção águas ultraprofundas no Golfo do México, e divulgou ter o seu melhor aproveitamento de gás natural desde 2004 – atingindo assim a maior produção da história da companhia.
Mudanças na estrutura corporativa também chamaram a atenção, com Maria das Graças Foster, nova presisidente, passando a integrar o conselho de administração da companhia, além da volta de José Roberto Eduardo Dutra para a companhia, através da diretoria Corporativa e de Serviços.
Já as ações da Vale (VALE3, +0,86%, R$ 44,47; VALE5, +0,77%, R$ 43,30) fecharam a semana também em alta, embora mais tímida. A empresa teve um cenário corporativo pouco movimentado.
Europa no radar
A Europa continuou a ser a principal referência na semana. O mercado reagiu com otimismo à disponibilização de € 529,53 bilhões em empréstimos de longo prazo aos bancos da Zona do Euro pelo BCE, aumentando a liquidez. Porém, um novo recorde em operações overnight na autoridade monetária, na sexta-feira, aumentaram os temores em relação ao setor bancário do continente, contribuindo para um clima instável no exterior na última sessão do dia.
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A autoridade monetária europeia suspendeu temporariamente a elegibilidade dos bônus gregos para uso como garantia em suas operações de financiamento, em reflexo ao corte do rating do país para “default seletivo”, realizado pela Standard & Poor’s no começo da semana. Por sua vez, a ISDA indicou que as trocas de títulos planejadas pela grécia não são caracterizadas como um default.
Na agenda de indicadores do continente, o destaque ficou por conta do indicador de confiança do consumidor alemão, que atingiu sua máxima em um ano. Batendo recordes também estiveram o desemprego na Zona do Euro e a contração da atividade industrial, embora estes sejam negativos.
Reunião da UE e do G20
A Grécia foi um dos focos da reunião da UE na semana, que terminou com a aprovação do pacote de € 130 bilhões de socorro ao país, um resgate que Angela Merkel, chanceler alemã, já afirmou que pode vir a não ser o suficiente. O ministro alemão do interior cogitou que o melhor seria que a Grécia fosse excluída da Zona do Euro.
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As expectativas para a reunião eram altas, mesmo com a afirmação de José Barroso, presidente da Comissão Europeia, de que uma barreira de proteção à crise não seria definida na reunião. Apesar disso, houve a assinatura do pacto de estabilidade fiscal acordado anteriormente entre 25 dos 27 países componentes da entidade, com a intenção de reduzir a possibilidade de novas crises.
Já a reunião do G20 no final de semana anterior foi um fiasco, terminando no adiamento de repasses ao FMI, o que prejudicou os mercados no início da semana. Outros países afetados pela crise também mexeram com os humores no mercado, após a Irlanda e Portugal receberem novas parcelas de seus pacotes de resgate.
Governo interfere no câmbio
No Brasil, o governo voltou a tentar conter a desvalorização do dólar frente ao real. Para isso, estendeu de dois para três anos a alíquota do IOF de 6% cobrada sobre os empréstimos externos e anunciou limitações ao pagamento antecipado de exportações. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou a possibilidade de mais medidas para conter a depreciação do real. A presidente do País, Dilma Rousseff, também chamou a atenção para o “excesso de liquidez” nos mercados.
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Porém, o investidor de bolsa pode ficar mais aliviado, já que aumentar tributos sobre investimentos no mercado de capitais foi descartado. Mantega não firmou uma taxa de câmbio “ideal”, mas disse que R$ 1,80 seria melhor que R$ 1,50. Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, afirmou que a instituição seguirá adquirindo dólares, elevando as reservas internacionais brasileiras. O presidente da instituição afirmou que o País está crescendo abaixo do ritmo potencial, e reiterou perspectivas mais positivas para a inflação em 2012.
Na agenda de indicadores, a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito de janeiro mostrou que o volume total de crédito do sistema financeiro nacional, contemplados os recursos livres e direcionados, atingiu R$ 2,027 trilhões. O mercado também acompanhou a divulgação da Sondagem da Indústria, Nota de Política Fiscal, IGP-M e a Nota de Mercado Aberto.
EUA dá sinais de recuperação
O ponto principal em relação aos Estados Unidos foi a sinalização de que não haverá mais um programa de estímulos monetários, após discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Os EUA vai se recuperando mais rápido que o esperado, com o Livro Bege mostrando uma melhora em setores problemáticos da maior economia mundial.
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Isso pode ser visto em números. A principal referência da semana, o PIB do quarto trimestre de 2011, veio melhor do que o estimado pelo mercado – assim como o Chicago PMI, Consumer Confidence, Pending Home Sales e o Initial Claims. Por sua vez, o Durable Good Orders, o Personal Income, o Personal Spending, o ISM Index, o Construction Spending desapontaram. Já o PCE, estiveram em linha com o esperado.
Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 1,54% nesta semana, terminando a R$ 1,7339 na venda.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,59%, queda de 0,18 ponto percentual no período.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 133,04% de seu valor de face, alta de 0,09% na semana.
Já o indicador de risco-País registrou queda de 3 pontos-base na semana, aos 189 pontos.
Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a primeira semana de março, as atenções se voltam para a divulgação do Relatório de Emprego dos EUA referente ao mês de fevereiro e ao desempenho do setor industrial do país.
Já no front doméstico, os investidores estarão atentos à divulgação de diversos índices de inflação, com destaque para o IPCA. Além disso, também haverá uma reunião do Copom, que definirá os rumos da taxa de juro no Brasil. Na Europa, por sua vez, haverá a reunião de política monetária do BCE e do Banco da Inglaterra.