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Na semana do melhor pregão do ano, o Ibovespa registrou ganhos de 1,47% no período entre 12 e 16 de março, fechando esta sexta-feira (16) aos 67.684 pontos. Embora tenha tido desempenho negativo em quatro dos cinco pregões do período, a expressiva valorização de 3,03% na terça-feira garantiu que o índice terminasse a semana com ganhos.
As ações da Usiminas foram o principal destaque de alta nesta semana dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 13,32%, cotadas a R$ 13,61 cada. Enquanto isso, os ativos preferenciais da Rossi Residencial recuaram 6,29% no período, a principal queda dentro do índice, terminando a R$ 10,58 cada.
Petrobras e Vale
As ações da Vale (VALE3, +4,52%, R$ 42,97; VALE5, +4,93%, R$ 41,90) registraram leve recuperação após a queda de mais de 7% na semana passada. A ação registrou seu melhor pregão do ano na terça-feira, refletindo melhores estimativas para a China. Além disso, a companhia conseguiu na Justiça a suspensão de tributos no exterior.
Os ativos da Petrobras (PETR3, +1,33%, R$ 25,20; PETR4, +2,70%, R$ 24,35) também terminaram no positivo, mas não conseguiu recuperar a perda da semana anterior. Os papéis enfrentaram os rumores de que o plano de negócios seria alterado, informação que foi negada pela estatal. A companhia também viu uma de suas sondas registrar um incidente.
Grécia conclui troca de dívida
A reunião do início da semana entre ministros da Zona do Euro chamou a atenção do mercado. Nela, um novo pacote no valor de € 130 bilhões à Grécia foi aprovado e foi aceita a flexibilização da meta de déficit espanhol. Também foi aprovada uma nova parcela de € 39 bilhões do segundo resgate à Grécia e o conselho executivo do FMI deu aval a um pacote no valor de € 28 bilhões para o país – com oposição apenas do representante brasileiro.
A Grécia teve seu rating elevado em três notas, para “B-“, pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. Já a Standard & Poor’s manteve a nota de crédito CCC, que representa default seletivo. O país ainda precisa de mais cortes de gastos e verá seu ministro das finanças, Evangelos Venizelos, renunciar ao cargo para assumir o comando do partido de maior representação parlamentar, o Pasok.
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Para Angela Merkel, chanceler alemão, a Zona do Euro precisa tomar decisões sobre os fundos de resgate de maneira ágil, antes da reunião com o FMI. Merkel propôs que o ministro de finanças alemão seja o próximo líder do Eurogrupo.
Ainda na região, a Ucrânia pretende adiar o pagamento de um empréstimo ao FMI. Por fim, a Moody’s afirmou que espera concluir a revisão dos ratings de 114 bancos europeus até o dia 14 de maio.
Novo patamar para a Selic
No Brasil, a política monetária continuou a ser a principal referência. Guido Mantega, ministro da Fazenda, sinalizou novos cortes na taxa básica de juro em breve, fato explicitado pela ata da última reunião do Copom. O ministro também chamou a atenção para possíveis novas intervenções no câmbio, após estender a cobrança de IOF para contratos de até cinco anos. O governo também retirou o IOF de operações de hedge cambial com contratos de derivativos dos exportadores.
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Na agenda doméstica desta semana, o investidor acompanhou o IPC-S, com inflação de 0,47% e o IGP-10 do mês de março, que apontou inflação de 0,27%. A Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de janeiro também foi divulgada, mostrando queda de atividade em nove dos 14 estados pesquisados.
EUA dá sinais de recuperação
Nos Estados Unidos, o investidor acompanhou o resultado da reunião do Fomc – novamente mantendo a taxa básica de juro no seu mínimo histórico. Contudo, o comitê se mostrou preocupado com a inflação no curto prazo, com Ben Bernanke, presidente do Fed destacando que a economia norte-americana tem se recuperado de maneira frustrantemente lenta.
Na agenda de indicadores, o Initial Claims, a atividade industrial na região de Nova York, o Retail Sales vieram melhores que o esperado. Já a produção industrial, a confiança do consumidor, o déficit em conta corrente e déficit do governo vieram pior que o estimado. Por sua vez, o CPI e a atividade industrial na Filadélfia vieram em linha. Já a demanda por treasuries aumentou, refletindo a busca por investimentos mais seguros.
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Déficit comercial chinês
No continente asiático, a China registrou um déficit na balança comercial de US$ 31,48 bilhões. Esses números podem indicar novas medidas de estímulo, como novos cortes na taxa de compulsórios. Além disso, há indicações de que o gigante asiático pode flexibilizar a sua moeda, adotando um regime de câmbio flutuante.
Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 1,03% nesta semana, terminando a R$ 1,8034 na venda. No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,63%, alta de 0,41 ponto percentual no período.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,07% de seu valor de face, queda de 0,71% na semana. Já o indicador de risco-País registrou queda de 9 pontos-base na semana, aos 171 pontos.
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Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a terceira semana de março, as atenções se voltam para a divulgação dos indicadores do setor imobiliário nos EUA, referentes ao mês de fevereiro. Já no front doméstico, o destaque fica com a divulgação de diversos índices de inflação e das notas do Banco Central, bem como os dados do mercado de trabalho no País. Vale mencionar ainda o vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&FBovespa.