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Na segunda semana seguida no negativo, o Ibovespa registrou perdas de 1,98% no período entre 26 a 30 de março, fechando esta sexta-feira (30) aos 64.510 pontos – seu menor patamar desde 10 de fevereiro, quando terminou a 63.397 pontos. Contudo, o índice avançou 13,64% no trimestre – o melhor desempenho desde os meses de julho, agosto e setembro de 2010, quando o índice subiu 13,94%. O benchmark não iniciava o ano de forma tão positiva desde 1999, quando os ganhos foram de 57,67%.
Com queda de 1,98% em março, os ganhos do índice no trimestre aconteceram por conta do excelente ganho de 11,13% em janeiro. O bom humor trimestral também se refletiu no exterior. Os índices norte-americanos não registravam um primeiro trimestre tão positivo desde 1998, enquanto os europeus não registravam uma sequência tão positiva de janeiro a março desde 2006. É válido destacar que os principais índices norte-americanos, Dow Jones (+1,00%) e S&P 500 (+0,81%) fecharam a semana no azul, ao contrário dos mercados europeus – FTSE 100 (-1,48%) e DAX 30 (-0,70%).
As ações da Marfrig foram o principal destaque de alta nesta semana dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 7,78%, cotadas a R$ 11,50 cada. Enquanto isso, os ativos da Gafisa recuaram 10,52% no período, a principal queda dentro do índice, terminando a R$ 4,30 cada.
Petrobras e Vale
As ações da Vale (VALE3, +3,25%, R$ 42,90; VALE5, +2,35%, R$ 41,46) não acompanharam o clima da bolsa e registraram alta. Durante a semana, a companhia precificou US$ 1,25 bilhão em bônus com vencimento em 2022 e enviou uma proposta de remuneração ao acionista ao Conselho de Administração. Além disso, a companhia chegou a um acordo com a Aquila sobre uma mina de carvão e apresentou a data de divulgação de resultados para o 2º trimestre.
Já os ativos da Petrobras (PETR3, -0,49%, R$ 24,30; PETR4, -1,48%, R$ 23,35) fecharam abaixo do patamar do início da semana. No período, a estatal pediu ao Governo o reajuste nos preços da gasolina e mostrou queda em sua produção de petróleo em fevereiro. Além disso, a companhia fechou uma parceria de US$ 1,5 billhão com a FMC Technologies.
Na última sessão da semana, muitas notícias a respeito da empresa, sobretudo em relação à expectativa de importar 80 mil barris em 2012. O Comperj deverá receber R$ 410 milhões em investimentos diretos e não deverá ser atrasado por conta das greves dos trabalhadores. Além disso, a companhia usará o gás metano do aterro de Gramacho como combustível em refinaria.
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Europa: aversão ao risco volta a se elevar
Após semanas de otimismo, a aversão ao risco voltou a se elevar por conta do cenário da Europa. Isso ocorreu após a OCDE afirmar que a crise na Zona do Euro está longe do fim, com recuperação econômica ainda ruim, e que os países da região deveriam elevar os fundos de resgate – o que ocorreu na última sessão da semana.
As duas das principais economias do continente mostraram números ruins. A França cresceu apenas 0,2%, enquanto o Reino Unido contraiu 0,3%. A França também divulgou números da confiança do consumidor, que superaram as expectativas. Já na Alemanha, o investidor contou apenas com o índice de confiança das empresas sobre a economia, que registrou 109,8 pontos em março.
Os PIIGS também preocuparam. O Standard & Poor’s alertou sobre uma possível nova reestruturação da dívida da Grécia, que deverá precisar de mais um resgate financeiro. Enquanto isso, a Moody’s rebaixou o rating de sete instituições financeiras portuguesas. Por sua vez, o Banco de Portugal elevou as estimativas para uma recessão de 3,4% em 2012. Por outro lado, a Espanha surpreendeu positivamente ao anunciar um corte de € 27 bilhões no orçamento de 2012.
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Brasil: destaque para reunião dos BRICS
Por aqui, o destaque ficou por conta da participação nacional na cúpula dos BRICS, na Índia. Na reunião, a presidente Dilma Rousseff pediu por maior participação desses países emergentes para conter a crise na economia indiana.
Por meio do BNDES, o País fechou um acordo para intensificar relações econômicas com os outros membros do grupo, o que deve incluir um banco de investimentos próprio, para servir de alternativa ao Banco Mundial e ao FMI.
Na agenda doméstica, foi divulgado o PIB da Serasa Experian, com elevação mensal de 0,7% em janeiro. Já o Banco Central revelou que o IBC-Br terminou o primeiro mês do ano em alta de 0,75%, frente ao mesmo período de 2011. O BC também divulgou a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, o Relatório Trimestral de Inflação, com projeção para o PIB de 3,5% em 2012, e a perspectiva de inflação em 4,4% e o superávit primário de fevereiro, com saldo recorde de R$ 9,5 bilhões.
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Entre os indicadores de inflação, destaque para o IPC-Fipe, que apontou alta de 0,10% na terceira semana de março e o IGP-M do mês de março, que apontou inflação de 0,43%. Já o Índice de Confiança da Indústria avançou 0,5% em março de 2012 sobre o mês anterior, ainda abaixo da média histórica desde 2003, de 103,8 pontos. Por sua vez, o IPP da indústria de transformação apontou variação negativa de 0,38% em fevereiro.
EUA dá sinais de recuperação
Nos Estados Unidos, chamou a atenção a fala de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve. O economista destacou que o alívio promovido pelo Banco Central para impulsionar o crescimento ainda vai continuar, mas lembrando que o mercado de trabalho ainda está aquém do esperado.
Na agenda econômica do país, o PIB avançou 3,0% no último trimestre de 2011, em linha com o esperado, assim como o S&P/Case-Shiller Home Price, o PCE e o Consumer Confidence. Já o Durable Good Orders, o Initial Claims e o Chicago PMI vieram piores do que se esperava. O único número que superou as estimativas foi o Michigan Sentiment de março.
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Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 0,88% nesta semana, terminando a R$ 1,8262 na venda. No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,53%, alta de 0,01 ponto percentual no período.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 131,97% de seu valor de face, queda de 0,02% na semana. Já o indicador de risco-País registrou alta de 7 pontos-base na semana, aos 176 pontos.
Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a primeira semana de abril, as atenções se voltam à divulgação da ata da útima reunião do Fomc e para as decisões de política monetária na Zona do Euro e Inglaterra. No front doméstico, destaque para os índices de inflação de março, com IPCA, INPC, IGP-DI e IPC-Fipe.