Resumo Semanal

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O Ibovespa quebrou uma sequência de cinco semanas em alta ao registrar queda de 1,87% no período entre 6 e 10 de fevereiro, terminando aos 65.217 pontos. O índice acumulava fraca alta nos quatro primeiros pregões da semana, mas, nesta sexta-feira (10), a queda de 2,34% foi decisiva para o desfecho semanal. O índice refletiu os temores do mercado em relação a Grécia e o desapontamento com os resultados da Petrobras, uma das empresas mais relevantes do índice, com 11,09% do peso total do índice.

As ações da Redecard foram o principal destaque de alta nesta semana dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 12,46%, cotadas a R$ 36,10 cada – em reflexo da OPA anunciada pelo Itaú Unibanco. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos da Rossi Residencial, que recuaram 7,97% no período, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 9,93. 

Petrobras e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras (PETR3, -5,99%, R$ 25,25; PETR4, -4,51%, R$ 23,50) encerraram o período em forte queda – puxadas pela divulgação de seus resultados trimestrais, que decepcionaram o mercado e apontaram menores investimentos em relação a 2010. O conselho de administração da companhia indicou Maria das Graças Foster como nova presidente, aprovou dois novos gestores e propôs criação de uma nova diretoria.

Além disso, companhia concluiu emissão de US$ 7 bilhões em títulos no mercado externo, afirmou estar negociando a venda de sua participação em uma refinaria japonesa, concluiu perfuração do seu primeiro poço na Cessão Onerosa, fechou parceria com a Cemig para investir na Gás Brasiliano e contratou 26 sondas de perfuração para exploração do pré-sal.

As ações da Vale (VALE3, -3,36%, R$ 44,33; VALE5, -2,74%, R$ 42,63) também fecharam a semana em queda, porém com cenário corporativo menos movimentado. Durante as sessões, a principal referência para as ações da mineradora foram a assinatura de um acordo com a Petrobras para arrendar ativos de potássio.

Europa: Grécia volta a preocupar o mercado
A Grécia voltou ao centro das atenções, enfrentando duas greves gerais na semana, em referência a novas medidas de austeridade, com cortes que chegarão a 1,5% do PIB. Essas medidas, consideradas insuficientes para ministros de finanças da Zona do Euro, gerou a insatisfação de um dos partidos da coalizão governista – que não deve aceitar novas medidas e levando a renúncia de quatro ministros.

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O país procura receber um novo pacote de ajuda, no valor de € 130 bilhões, de modo a evitar um default desordenado. O presidente do BCE, Mario Draghi negou uma possível participação no calote grego. As incertezas econômicas no país danificam a produção industrial grega que recuou 11,3% em dezembro.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês Nicolas Sarkozy tiveram uma nova reunião para tratar a crise em Paris, sugerindo a criação de um fundo para o pagamento da dívida. Os dois reafirmaram que querem a continuidade dos gregos na Zona do Euro, mas que o país tem de convencer a Troika – grupo formado pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo BCE – de que estão comprometidos com a política fiscal mais austera.

Ainda no continente, o mercado também refletiu a decisão do BCE de manter a taxa básica de juro no mesmo patamar. Além da reunião do BCE, houve também o encontro do BoE, autoridade monetária britânica, que decidiu pela manutenção da taxa dos juro em 0,5% ao ano, mas pela expansão de seu programa de compra de ativos em £ 50 bilhões, para £ 325 bilhões, conforme esperado pelo mercado.

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Juros baixos deverão ser mantidos para estimular a economia do continente, que está à beira de uma recessão. O Banco Central francês anunciou sua estimativa de que a economia do país permanecerá estagnada no primeiro trimestre de 2012. Por fim, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating de 34 instituições financeiras na Itália, entre eles o Unicredit e o Intesa Sanpaolo. 

Brasil e EUA
No Brasil, estiveram em destaque os ajustes técnicos nas regras dos depósitos compulsórios sobre recursos a prazo, realizados pelo Banco Central e a agenda doméstica. Os investidores acompanharam os dois principais índices inflacionários nacionais, o IGP-M e o IPCA. 

Além disso, o Relatório Focus do Banco Central trouxe maiores expectativas para inflação em 2012. Já a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional apontou crescimento de 0,3% na produção industrial em 2011.

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Nos EUA, destaque para a agenda econômica. O Initial Claims foi visto como positivo por analistas, assim como o Wholesale Inventories e Consumer Credit. Já a balança comercial norte-americana em dezembro a preliminar do Michigan Sentiment e o Treasury Budget desapontaram os mercados.

Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial registrou queda de 1,24% nesta semana, terminando a R$ 1,7171 na venda.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,67%, queda de 0,28 ponto percentual no período.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 133,00% de seu valor de face, queda de 0,12% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 7 pontos-base na semana, aos 199 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda econômica para a terceira semana de fevereiro, os investidores estarão atentos aos dados de inflação, indústria e varejo do Brasil.

Já nos EUA, o destaque ficará com os indicadores da atividade econômica do país referentes ao mês de janeiro, como a venda total no mercado varejista e o número de casas vendidas, além do indicador de produção industrial.