Resumo Semanal

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O Ibovespa fechou o período entre 2 e 6 de janeiro com ganhos de 3,25%, terminando a primeira semana de 2012 aos 58.600 pontos. Mesmo com a liquidez reduzida por conta do período de férias, o índice encontrou motivos para ganhos na evolução dos indicadores norte-americanos e no ajuste de carteiras para o novo ano.

As ações da Hypermarcas foram o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 20,59%, cotadas a R$ 10,25 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos da AmBev, que recuaram 4,92% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 63,99. 

Petrobras e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras (PETR3, +5,25%, R$ 24,00; PETR4, +4,87%, R$ 22,33) encerraram o período em alta. Durante a semana, a companhia comunicou a descoberta de acumulação de petróleo e gás no Espírito Santo e de indícios de hidrocarbonetos em Santos e Bahia.

As ações da Vale (VALE3, +5,20%, R$ 41,50; VALE5, +4,34%, R$ 39,46) também fecharam a semana com ganhos. O noticiário corporativo contou com a emissão US$ 1 bilhão em bônus com vencimento para 2022. Os investidores também encontraram alívio no fato de que o incidente com navio da Vale não causou dano ao meio ambiente. 

Europa em foco
A Europa continua a ser o foco dos mercados. O governo da Espanha alertou que apesar de todas as suas medidas, deverá ter um déficit orçamentário maior que o esperado em 2011. Essa crise deverá fazer com que o crescimento da economia seja menor do que o anteriormente esperado, de acordo com o FMI. 

Os dados econômicos do continente, como o PMI e o indicador de desemprego, ambos da Alemanha, não desapontaram os analistas. A perspectiva melhor contribuiu para que o país conseguisse leiloar títulos de dívida a juros menores do que na última oferta – uma tendência também observada por Portugal. 

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Por sua vez, a Hungria mostrou-se disposta a retomar as negociações com o FMI, depois de falhar em um leilão de título que contribuiu para o corte do rating do país pela Fitch Ratings.

Na busca de novas ferramentas contra a crise, um mecanismo de resgate permanente deverá ser acordado em março, e o atual pacote de ajuda, o EFSF, deve levantar € 3 bilhões em títulos de dívida. 

Brasil
No noticiário econômico nacional, o destaque ficou com a venda de títulos de dívida no valor de US$ 850 milhões, a juros historicamente baixos, o que indica a entrada de novos recursos no País. Contudo, a semana contou com várias divulgações importantes, como o a produção Industrial Mensal de dezembro e o IPCA de 2011, que encerrou o ano dentro do teto da meta, de 6,50%.

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EUA e China
Na agenda norte-americana, a ata da última reunião do Fomc colaborou para a melhora de humor na sessão de terça-feira. Boa parte dos indicadores registraram números acima do esperado, como o ISM Index, Construction Spending, Initial Claims, ADP Employment Report e o Relatório de Emprego norte-americano. Por outro lado, o Factory Orders e o ISM Services desapontaram os analistas.

Por fim, os investidores estiveram atentos para a divulgação da sondagem industrial e a sondagem de serviços PMI de dezembro na China, interrompendo a tendência de queda dos últimos meses e terminando o último mês de 2011 em ligeira recuperação. O índice, em uma leitura preliminar da atividade manufatureira do país, subiu para 50,3 pontos em dezembro, indicando uma tendência de desaceleração estável para o crescimento econômico do país.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou queda de 0,94% nesta semana, terminando a R$ 1,8509 na venda.

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No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,07%, alta de 0,03 ponto percentual no período.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,08% de seu valor de face, alta de 0,04% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou alta de 7 pontos-base na semana, aos 215 pontos.

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Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda econômica para a segunda semana de janeiro, os investidores estarão atentos, nos EUA, à divulgação do Livro Bege do Fed, além de dados do setor de varejo e da indústria. Na Zona do Euro, os investidores acompanham a reunião de política monetária do BCE e do BoE.

No front doméstico, as atenções também se voltam para a divulgação de dados dos setores industrial e de varejo, assim como para os índices inflacionários.