Resumo Semanal

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Em sua terceira semana consecutiva de alta, o Ibovespa acumulou no período entre 16 e 20 de janeiro ganhos de 5,35%, sua melhor semana desde novembro, quando subiu 5,45% no final daquele mês, chegando aos 62.312 pontos. O mercado brasileiro finalmente ganhou forças para romper a região dos 60.000 pontos, acentuando seu movimento ascendente após vencer esse patamar.

As ações da Hypermarcas foram o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 12,50%, cotadas a R$ 0,36 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos do setor elétrico, com destaque para a Transmissão Paulista, que recuaram 4,13% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 5,42. 

Petrobras e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras (PETR3, +3,86%, R$ 26,35; PETR4, +5,08%, R$ 24,22) encerraram o período em alta, mesmo sem um cenário corporativo movimentado. Durante o período, a companhia afirmou ter produzido uma média diária de 2,37 milhões em 2011, um novo recorde para a estatal. Além disso, a companhia assinou um contrato com a empresa TPOT para construir um FSO.

As ações da Vale (VALE3, +6,11%, R$ 42,92; VALE5, +5,24%, R$ 40,99) também fecharam a semana com ganhos substanciais. Além da perspectiva de recuperação de sua produção de minério de ferro, a empresa também viu suas ações ganharem forças com a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) chinês. A companhia também aumentou para US$ 6 bilhões a distribuição mínima de remuneração aos acionistas e também anunciou que divulgará seus resultados do trimestrais em 15 de fevereiro.

Referências mistas europeias
O cenário europeu continuou a chamar a atenção, mas com muitas referências mistas, parece não ter ditado o rumo do mercado nesta semana. Conforme era amplamente esperado, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s  cortou o rating do EFSF, após ter rebaixado os ratings de nove países da Zona do Euro na sexta-feira passada. O corte também não parece ter abalado o EFSF, que vendeu € 1,501 bilhão em títulos de seis meses com uma demanda alta.

Mesmo assim, a França, que esteve entre os rebaixados, realizou a venda de títulos públicos a juros menores, após a agência Moody’s reiterar o rating máximo. Espanha e Portugal também conseguiram vender títulos a juros menores. Por outro lado, a agência Fitch comunicou que pode rebaixar seis ratings de países europeus até o final de janeiro, entre eles os pertencentes à França e Espanha.

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Lideranças também estiveram no foco durante a semana. O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, pediu à Alemanha e a outros países credores que façam mais para reduzir os custos de empréstimos de seu país, enquanto a chanceler alemã Angela Merkel marcou reuniões com vários líderes europeus na próxima segunda-feira, para se preparar a nova cúpula. Reunião também foi feita entre a Grécia e seus credores durante a semana, para acordar uma reestruturação da sua dívida.

Durante a semana, o mercado também viu com bons olhos a interferência do BCE no mercado de dívida, comprando títulos públicos dos governos da Itália e da Espanha, em um esforço para conter a alta dos rendimentos. Já o FMI confirmou que pretende aumentar em US$ 500 bilhões os recursos para enfrentar a crise que abala a Zona do Euro e a Troika aprovou uma parcela de ajuda à Irlanda.

No cenário de crise, tanto o Banco Mundial quanto o FMI reduziram suas perspectivas para o PIB da Zona do Euro e para economia global, por conta da piora no cenário europeu. Para impedir ainda mais o crescimento da crise, os governos da União Europeia estabeleceram regras mais duras para os déficits orçamentários no acordo que será assinado pelos membros do bloco, com exceção do Reino Unido. 

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Copom volta a cortar juro
Em semana de vencimento de opções sobre ações, a principal referência doméstica foi a reunião do Copom, que optou por um corte de 50 pontos-base na taxa Selic, que agora está em 10,50% ao ano – amplamente esperado. Já o Tesouro Nacional emitiu 10,9 milhões de títulos, equivalentes a R$ 9.999 bilhões, para o BNDES.

A agenda de indicadores também chamou a atenção. Por aqui, o Banco Central reportou os dados do IBC-Br, que apontou queda mensal de 0,16% em novembro e o fluxo cambial até a segunda semana de janeiro, apontando saldo positivo de US$ 3,059 bilhões, um aumento expressivo em relação à última semana. Entre os indicadores de inflação, destaque para o IGP-M, um dos mais utilizados pelo mercado, que apontou inflação de 0,22%.

Estados Unidos e China
Nos Estados Unidos, as referências da agenda foram mistas. O NY Empire State Index, o Initial Claims, as vendas de casas usadas, e a maior parte dos resultados trimestrais de empresas estiveram acima do esperado, enquanto o Industrial Production, os números do setor imobiliário, o Philadelphia Fed Index desanimaram. Por sua vez o CPI, de preços ao consumidor, registrou estabilidade em dezembro, frente às expectativas do mercado de inflação de 0,1%.

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Números chineses também mostraram relevância na semana. O PIB mostrou crescimento de 9,2% durante 2011, superando as expectativas em torno de 8,6% e 8,7%. Contudo, o China Manufacturing PMI, que mostra a produção industrial do país, registrou 48,8 pontos no primeiro mês de 2012, seu maior patamar em três meses – embora continue a mostrar retração.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou queda de 1,72% nesta semana, terminando a R$ 1,7901 na venda.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,17%, alta de 0,16 ponto percentual no período.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,07% de seu valor de face, alta de 0,07% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 25 pontos-base na semana, aos 212 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a última semana de janeiro, os investidores estarão atentos, sobretudo, à prévia do PIB dos EUA referente ao quarto trimestre e à decisão do Federal Reserve acerca da taxa básica de juro do país. Ainda no front internacional, Japão e Inglaterra definirão o rumo de suas respectivas taxas de juro.

No cenário nacional, a política monetária também é o principal destaque, com os olhos voltados para a ata da última reunião do Copom, na qual foi anunciada corte da Selic em 50 pontos-base, que agora está em 10,50% ao ano.