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O Ibovespa fechou o período entre 5 e 9 de dezembro com ganhos de 0,61%, aos 58.236 pontos, marcando sua segunda semana seguida de valorização. O noticiário foi pautado pela expectiva diante da reunião entre líderes da União Europeia, que terminou na sexta-feira (9) com um novo acordo entre os membros da Zona do Euro para aumentar a rigidez fiscal na região.
As ações da GOL foram o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Ibovespa pela segunda semana consecutiva, com valorização de 11,51%, cotadas a R$ 15,70 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos da Brookfield, que recuaram 5,43% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 5,57.
Petro e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras (PETR3, +0,49%, R$ 24,75; PETR4, +2,17%, R$ 23,02), encerraram o período em alta, refletindo um cenário corporativo movimentado. A companhia afirmou que a produção na Bacia de Santos ultrapassou 200 mil barris por dia, fechou um contrato de US$ 200 milhões com companhia norueguesa SeaSub 7 para obter e instalar dois tubos de óleo, captou £ 700 milhões em bônus globais e anunciou a ampliação do fornecimento do Diesel S-50, com baixo teor de enxofre, para todo o país.
Já as ações da Vale (VALE3, –2,81%, R$ 41,23; VALE5, -1,98%, R$ 39,12) fecharam a semana em queda. As únicas referências sobre a mineradora foram os problemas em navios da companhia em portos chineses, além da aproximação do preço do minério de ferro vendido pela empresa do patamar de valor negociado no mercado à vista.
Europa
No início da semana, os governos da França e Alemanha sugeriram um novo tratado com sanções automáticas aos países que violarem as regras destinadas a manter os déficits governamentais sob controle. Enquanto isso, o governo italiano anunciou um novo pacote de austeridade e o FMI aprovou a entrega da sexta parcela do pacote de resgate para o governo grego, que aprovou o orçamento para 2012.
A especulação de que seria criado um novo fundo de resgate na Europa, segundo o Financial Times, mexeu positivamente com os mercados, movimento que foi apagado após rumores apontarem a Alemanha rejeitaria tal pacote.
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Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, mostrou ponderação com a compra de mais bônus de dívida soberana de países da Zona do Euro. Com isso, nem mesmo o corte da taxa de juros da Zona do Euro em 0,25 ponto percentual e a manutenção da taxa de juros do Reino Unido animaram a bolsa naquela sessão. Além disso, o Bundesbank reduziu sua previsão de crescimento para a economia alemã para o ano que vem.
Agências de Rating
Também chamou a atenção a atuação da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, que aventou a possibilidade de rebaixamento do rating de seis países da Zona do Euro nos próximos 90 dias, além de colocar o rating do EFSF em revisão e o da União Europeia em perspectiva negativa. Os grandes bancos da Europa, sobretudo os espanhois também entraram na lista de observação negativa (Creditwatch Negative). Já a Moody’s decidiu rebaixar a nota de crédito dos três maiores bancos da França, BNP Paribas, Crédit Agricole e Société Générale.
Brasil
Por aqui, a semana começou com o relatório Focus apontando para uma leve redução do PIB de 2011, enquanto aumentava a expectativa para o crescimento da economia em 2012. Também foi divulgado o PIB do terceiro trimestre, mostrando estabilidade no terceiro trimestre do ano. Nesse sentido, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o País crescerá menos que o previsto neste ano.
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O IBGE divulgou a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de outubro e o IPCA, que apresentou variação de 0,52%. Por fim, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, sinalizando que o cenário de referência leva em conta a hipótese da Selic ficar em 11,50% ao ano em 2012.
EUA e China
Semana fraca nos Estados Unidos. Por lá, o Factory Orders ficou em linha com o esperado, enquanto o índice ISM registrou número pior do que as projeções do consenso de analistas. Contudo, tanto o Consumer Credit de novembro, quanto o nível dos estoques no atacado, o Initial Claims, a balança comercial e a confiança do consumidor superaram as expectativas.
A China também esteve no radar do mercado, após reportar que a produção industrial do país cresceu no menor ritmo em mais de dois anos, assim como a inflação desabou em novembro, com a deterioração das condições econômicas, gerando expectativa de que Pequim adote mais estímulos monetários.
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Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 0,98% nesta semana, terminando a R$ 1,8059 na venda.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,86%, alta de 0,03 ponto percentual no período.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 131,65% de seu valor de face, alta de 0,63% na semana.
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Já o indicador de risco-País registrou queda de 12 pontos-base na semana, aos 211 pontos.
Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a terceira semana de dezembro, os investidores devem ficar atentos para a última reunião do ano do Fomc, o comitê de política monetária norte-americano, que se reúne na terça-feira (13). As vendas no varejo e os dados de produção industrial nos Estados Unidos também chamam atenção.
Na agenda doméstica, estão entre os principais indicadores as vendas no varejo, os índices inflacionários e o vencimento de opções sobre ações e contratos de Ibovespa Futuro.