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O Ibovespa termina o período entre 12 e 16 de dezembro com baixa de 3,67%, aos 56.096 pontos. O principal benchmark da bolsa brasileira chega ao seu pior desempenho em 12 semanas, superado apenas pela desvalorização de 6,96% acumulada entre 19 e 23 de setembro deste ano.
As ações da Cemig tiveram o melhor desempenho entre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 4,98%, cotadas a R$ 31,24 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos da Vanguarda Agro, que despencaram 24,53% na semana, terminando este pregão a R$ 0,40.
Petro e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras encerraram a semana em baixa. O cenário corporativo contou com a aquisição da Companhia de Recuperação Secundária, a assinatura de um protocolo de intenções com a Guarani e a Petromec para viabilizar produção e comercialização de etanol em Moçambique, além de um acordo com a MAN, para produzir combustíveis mais limpos para motores de veículos pesados. Por fim, a companhia inaugurou uma estação de tratamento de óleo em Fortaleza.
As ações da Vale também fecharam o período em queda. A empresa perdeu uma ação na Justiça que pode obrigá-la a pagar R$ 742 milhões por dívidas em royalties sobre a produção mineral; no entanto, as chances de um acordo com o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) são altas. A mineradora também concluiu a OPA para adquirir as ações da Vale Fertilizantes.
Europa: agências de risco rebaixam projeções
Frustradas com a falta de medidas concretas para amenizar a crise europeia, e considerando insuficientes as decisões anunciadas na reunião da União Europeia na semana anterior, as agências de classificação de risco realizaram sucessivos cortes de rating e de perspectivas para os países da Zona do Euro.
O movimento foi iniciado com a Moody’s, que ameaçou revisar o rating de todas as economias da Zona do Euro no primeiro trimestre de 2012. Em seguida, a Fitch rebaixou o rating da dívida de seis grandes bancos dos EUA e da Europa e colocou o rating de investimento de seis países da Zona do Euro em vigilância negativa. Na lista estavam Bélgica, Espanha, Eslovênvia, Itália, Irlanda e Chipre.
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A Fitch terminou a semana reafirmando o rating “AAA” de longo prazo da França em moeda estrangeira e local, mas revisando de estável para negativa a perspectiva da nota, em virtude dos efeitos da crise no país. Ao mesmo tempo, a agência Standard & Poor’s anunciou o rebaixamento de rating dos quatro maiores bancos portugueses – BES, BPI, BCP e CGD – para grau especulativo.
No campo político, a chanceler alemã, Angela Merkel, recusou-se a aumentar o limite de financiamento do novo fundo de resgate da Zona Euro – o ESM. Por outro lado, os ministros alemães concordaram em elvar o valor do fundo de resgate para o sistema financeiro do país, de € 360 bilhões para €480 bilhões.
O pacote de austeridade fiscal proposto pelo governo italiano de Mario Monti recebeu a o voto de confiança do Parlamento, por uma maioria de 495 votos a favor, ante os 88 contra. O plano segue para a aprovação do Senado na próxima semana.
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Brasil: indicadores sinalizam economia menos aquecida
Por aqui, o relatório Focus apontou estabilidade na expectativa de inflação. Indicando o desaquecimento da economia doméstica, a Pesquisa Mensal do Comércio interrompeu uma sequência de 20 meses de alta e teve variação nula, enquanto a produção industrial manteve-se estável em novembro.
O governo ainda divulgou o fluxo cambial e os dados do IBC-Br. Entre os índices de inflação, o IGP-10 recuou na passagem mensal para dezembro, enquanto o o IPC-S marcou inflação de 0,72%
Vale lembrar que, na quarta-feira (14), dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa e Ibovespa Futuro, a bolsa brasileira fechou com um giro financeiro altíssimo, de R$ 23,04 bilhões.
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Estados Unidos: indicadores mistos e reunião do Fomc
A reunião do Fomc esteve no centro das atenções. A autoridade monetária manteve a taxa de juros na banda entre 0% e 0,25% ao ano, além de também ter mantido o Operação Twist. O comitê afirmou estar “preparado” para tomar novas medidas de estímulo à economia, mas voltou a reafirmar um cenário pessimista para a economia do país.
Na agenda norte-americana, as vendas totais do mercado varejista avançaram acima do esperado, embora o nível de vendas e de estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo tenham decepcionado em outubro. Entre os índices de preço, o PPI reverteu a queda marcada em outubro, enquanto o CPI registrou estabilidade em novembro.
A produção industrial decepcionou em novembro, embora o Philadelphia Fed Index, outro indicador da indústria, tenha superado as estimativas para dezembro. No mercado de trabalho, o Initial Claims marcou 366 mil novos pedidos na passagem semanal, contra o consenso de 390 mil solicitações.
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Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 2,80% nesta semana, terminando a R$ 1,8565 na venda.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,86%, baixa de 0,04 ponto percentual no período.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,17% de seu valor de face, alta de 0,39% na semana.
Já o indicador de risco-País registrou queda de 12 pontos-base na semana, aos 211 pontos.
Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a penúltima semana de 2011, os investidores estarão atentos à última revisão do PIB dos EUA referente ao terceiro trimestre. Por lá, atenção também aos indicadores do mercado imobliário e aos índices de preços.
No Brasil, destaque para o vencimento de opções sobre ações do Bovespa, que acontece na segunda-feira (19). Completam a lista dos principais indicadores da semana o relatório de inflação, as notas à imprensa do Banco Central, os índices inflacionários e os dados de emprego no País.