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O Ibovespa fechou o período entre 26 e 29 de dezembro com perdas de 1,64%, terminando o ano aos 56.574 pontos. Assim, o índice registra queda de 18,11% no ano, de 9,05% no semestre e 0,21% no mês, apesar da melhora no último trimestre anual, quando avançou 8,47%. Mesmo com menor liquidez, resultado do período em que se concentram as festas de fim de ano, o noticiário continuou a ser pautado pela situação da crise europeia e pelos temores em relação às duas principais economias asiáticas, a China e o Japão.
As ações da MMX Mineração foram o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 4,22%, cotadas a R$ 6,67 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos da JBS, que recuaram 8,43% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 6,08. Vale lembrar que a JBS havia sido destaque de alta na semana anterior.
Petrobras e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras encerraram o período em queda. Na semana, o governo autorizou a transferência de 36 milhões de ações ordinárias para o BNDES e para a Caixa Econômica Federal. Além disso, a estatal adquiriu 100% de unidade de geração de energia do Comperj, anunciou que seu programa Progredir alcançou R$ 1 bilhão em financiamentos e escolheu o Bank of New York Mellon como representante do programa de ADR.
As ações da Vale (VALE3, –3,66%, R$ 39,45; VALE5, -2,90%, R$ 37,82) também fecharam a semana com perdas, apesar da ausência de referências corporativas.
Europa em foco
A Europa continuou a ser a principal referência para os investidores na última semana do ano, com a crise na Zona do Euro abalando a confiança e o apetite por risco. De acordo com Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, o impasse na região ameaça a economia em nível mundial.
Os temores podem atingir a liquidez no sistema financeiro na Zona do Euro, já que as instituições financeiras depositaram no BCE um montante recorde nas operações overnight, tanto na segunda-feira, quanto na terça-feira. Esse nível elevado de depósitos reflete o alto grau de desconfiança no mercado interbancário de crédito. Assim, os bancos preferem aplicar no BCE, em vez de emprestar recursos entre si.
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Por sua vez, a Espanha prometeu aprovar a primeira parcela de pacote de austeridade, e propôs o congelamento do salário mínimo durante 2012. Apesar da situação em que se encontra o continente, o ministro da Economia da Alemanha, Philipp Rösler, afirmou que seu país está bem preparado para lidar com a esperada desaceleração econômica. Por outro lado, boa parte da população britânica acredita que o Euro deverá desaperecer.
Brasil mais otimista
No front interno, chama a atenção o otimismo das principais autoridades. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, lembrou que o País, agora a 6ª maior economia mundial, deverá apresentar crescimento acima da média no futuro e alcançar o padrão de vida europeu em uma ou duas décadas. Enquanto isso, Dilma Rousseff, presidente brasileira, acredita que em 2012 o País continuará apresentando crescimento estável. Os principais investimentos do governo devem estar concentrados em programas de transferência de renda, saúde, educação, aquisição da casa própria e apoio às pessoas com deficiência.
Na agenda econômica nacional, o destaque ficou por conta do fluxo cambial, que apontou um expressivo saldo negativo de US$ 2,108 bilhões até a quarta semana de dezembro. Também tivemos a Nota de Política Fiscal, mostrando um superávit primário acumulado de R$ 8,2 bilhões em novembro e R$ 126 bilhões no ano.
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Ásia
Entre as referências asiáticas, a atividade industrial da China deve sofrer desaceleração em 2012. O mercado não viu com bons olhos a notícia de que o déficit fiscal chinês deverá recuar no próximo ano, já que isso pode indicar que o governo não adotará medidas robustas de estímulo à economia, para evitar tal desacelaração.
No Japão, os indicadores revelados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria mostraram que a atividade manufatureira contraiu-se 2,6% durante novembro, na comparação mensal. Além disso, as duas principais economias asiáticas assinaram um acordo para aliviar a pressão do dólar em seus negócios, utilizando a moeda local para o comércio entre eles.
Agenda norte-americana
Na agenda norte-americana, o investidor acompanhou o número de contratos de compra e venda de casas, que superou as expectativas, assim como a atividade industrial da região de Chicago, que cresceu mais que o esperado. O Consumer Confidence também superou as expectativas e indicou 64,5 pontos em dezembro.
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O único indicador a desapontar o mercado foi o Initial Claims, que registrou um total de 381 mil novos solicitações de seguro-desemprego na passagem semanal, contra o consenso de 368 mil. O mercado de trabalho continua a ser uma das principais questões debatidas em torno da recuperação econômica norte-americana, e os números mostram uma melhora apenas gradual.
Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 0,62% nesta semana, terminando a R$ 1,8685 na venda.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,04%, queda de 0,02 ponto percentual no período.
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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,03% de seu valor de face, queda de 0,35% na semana.
Já o indicador de risco-País registrou alta de 12 pontos-base na semana, aos 222 pontos.
Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda da primeira semana de 2012, as atenções se voltam para a divulgação do Relatório de Emprego norte-americano referente ao mês de dezembro e à minuta da última reunião do Federal Reserve.
No front doméstico, os investidores estarão atentos aos índices de inflação, em especial ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), bem como ao desempenho da indústria.