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O pessimismo predominou nas bolsas ao redor do mundo na quinta-feira (24), com os investidores temerosos quanto a recuperação global, ainda avaliando o comunicado do Fed da véspera, de modo que nem os bons indicadores divulgados no país foram capazes de animar os mercados.
Na Europa, os CDS (Credit Default Swaps) da Grécia dispararam e pesou ainda a diminuição de projeções do Goldman Sachs. Por aqui, o Ibovespa seguiu as referências externas e fechou em queda de 1,88%, a 63.936 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,94 bilhões.
Bolsa
A Petrobras descobriu indícios de petróleo em mais um poço, localizado no bloco BT-POT-8, na Bacia de Potiguar, em terra firme. Já em Brasília, a votação da Petro-Sal foi novamente adiada – agora, a previsão é para o início de julho. O líder do governo no Senado, Romero Jucá, atribuiu a decisão às convenções partidárias, que devem manter ocupados os senadores na próxima semana.
A petrolífera também ocupa as manchetes desta quinta-feira pelo risco de perder seu grau de investimento concedido pela agência Fitch. De acordo com matéria do jornal Estado de São Paulo, o diretor da agência de classificação de risco teria alertado para riscos como maior intervenção do governo na empresa e aumento da alavancagem.
Os papéis da Usiminas se destacaram na ponta compradora do índice, após rumores de que a empresa estaria aumentando os preços de seus produtos de aço pela segunda vez este ano. A empresa não confirma a notícia. Segundo matéria da agência Reuters, o reajuste seria de 10,75%, após um aumento de 11% a 15% no mês de abril.
Os ativos da Brasil Ecodiesel lideraram os ganhos do índice, com alta superior a 4%.
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Já na ponta negativa, destaque para os papéis do setor imobiliário e para ações do setor de consumo, refletindo em partes os dados de aumento do desemprego divulgados na sessão.
Os funcionários da CSN aprovaram, em votação secreta, o acordo coletivo proposto pela empresa para o período de 2010 e 2011. A siderúrgica informou em nota que os benefícios aprovados foram: reajuste salarial de 5,49%, com 100% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de maio de 2009 a abril de 2010; aumento real de 1,5% (considerando teto de R$ 100,00); aumento no valor do cartão de alimentação; crédito especial de Natal; além de bolsas de estudo para funcionários e filhos de funcionários.
Destaques desta sexta-feira
À espera da divulgação do desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano no primeiro trimestre do ano, as bolsas operam em queda nesta sexta-feira (25), reagindo a novas tensões sobre a crise fiscal europeia.
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A Grécia, um dos principais países atingidos, deve vender ou alugar algumas de suas ilhas para arrecadar recursos financeiros, disse o jornal britânico The Guardian. Verdade ou não, fato é que a crise fiscal deve ser um dos principais assuntos da reunião do G-20, que começa no próximo sábado no Canadá.
Nos EUA, enquanto o mercado aguarda a divulgação do desempenho da economia nos três primeiros meses do ano, investidores avaliam também a proposta de reforma do sistema financeiro do país.
Petrobras
Por aqui, um dos destaques do noticiário vai para a Petrobras (PETR4, PETR3). Os ADRs (American Depositary Receipts) da empresa tiveram sua recomendação e preço-alvo reduzidos pela Standard & Poor´s Equity Research em função das incertezas relacionadas ao plano de capitalização.
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Disputa pela Vivo
Enquanto isso, a disputa da Telefonica pela Vivo (VIVO4) ganha novos desdobramentos. O primeiro-ministro português, José Sócrates, anunciou que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá votar contra a venda da participação que a Portugal Telecom tem na Brasilcel, a empresa que controla a Vivo no Brasil.
“É de interesse estratégico para o país a dimensão internacional da Portugal Telecom. Por isso, o governo deu instruções à administração da Caixa Geral de Depósitos para votar contra a venda da Vivo”, disse Sócrates. A assembleia de acionistas que vai decidir sobre a proposta da Telefônica será realizada em 30 de junho.
Brasil Ecodiesel
Por sua vez, a Brasil Ecodiesel (ECOD3) informou que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) julgou improcedente o mérito da ação movida pela companhia para tentar derrubar a suspensão do Selo Combustível Social das unidades de Itaqui (MA) e de Iraquara (BA).
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A suspensão, válida por um ano, foi decretada em março pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário. Sem o selo, as unidades não podem participar dos leilões promovidos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Agrenco
Ainda no setor de agronegócio, a Agrenco (AGEN11) traz boas notícias. Na noite passada, a empresa informou que, no dia 21 de junho deste ano, foram cumpridas integralmente suas obrigações com os credores trabalhistas. Seus papéis seguem suspensos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pelo descumprimento de obrigações com o órgão.