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Em sessão instável nos mercados, com os índices oscilando entre o terreno positivo e negativo durante toda a sessão, o Ibovespa encerrou em alta de 0,54% a sessão da última quarta-feira (23), a 65.160 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,79 bilhões. A principal referência da sessão foi a decisão do Fed. 

Sem surpreender aos mercados, o Fomc (Federal Open Market Committee), comitê de mercado aberto do Fed, manteve o juro básico dos EUA na faixa entre 0% e 0,25% ao ano pela 13ª vez consecutiva. Contudo, apesar de voltar a dizer que o juro será mantido nesse nível por “um longo período de tempo”, o Fed afirmou que as condições financeiras se tornaram menos favoráveis a uma recuperação da economia, refletindo especialmente acontecimentos nos mercados externos.

Corporativo
Por aqui, a Petrobras segue em evidência. A estatal comunicou na noite passada sua decisão de adiar sua oferta pública de ações para setembro, devido a anúncio feito pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) de que está em fase final de contratação da empresa certificadora para emitir o laudo que subsidiará a União Federal na negociação do valor da cessão onerosa, com previsão de entrega no decorrer de agosto de 2010.

A petrolífera também foi notícia nesta manhã por ter descoberto novos indícios de petróleo em outros dois de seus poços. A empresa também firmou um protocolo de intenções com a Manguinhos – Refinaria de Petróleos para estudar oportunidades de negócio de interesse comum. O protocolo tem duração de um ano, com possibilidade de renovação, e objetiva oportunidades e parcerias.

A Sabesp se destacou na ponta positiva, após ter recebido a autorização de seu Conselho de Administração para celebrar o contrato de prestação de serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade de São Paulo por 30 anos. O fechamento do contrato com a cidade de São Paulo, que representa cerca de 56% de sua receita total, “garante segurança jurídica e patrimonial à Sabesp”, além de “retorno adequado aos seus acionistas”, segundo a empresa.

Quem também se destacou na ponta compradora foi a BM&F Bovespa, que reduziu – em linha com o esperado – seu guidance de investimento para 2010 em 10%, passando de R$ 302 milhões para R$ 272 milhões. A bolsa paulista informou ainda que alterou seu orçamento de despesas operacionais ajustadas para este ano de R$ 550 milhões para R$ 520,3 milhões, o que configura uma redução de 5,4%. A bolsa comunicou também a conclusão dos contratos com a CME Group para aquisição de ações, compartilhamento de tecnologia e cooperação para identificar oportunidades de operações estratégicas de investimentos e parcerias. Os ativos da empresa avançaram.

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A OGX Petróleo anunciou ter vencido licitação para a exploração de cinco blocos na Colômbia, em que investirá o total de US$ 125 milhões nos próximos três anos. De acordo com a empresa, o investimento será dividido em uma fatia mínima, de US$ 64,5 milhões, e outra adicional de US$ 59,8 milhões, para o programa exploratório inicial, com a aquisição de dados sísmicos e a perfuração de poços. A participação da companhia na produção dos blocos ficará limitada a 2%, à exceção do bloco VIM-5, em que sua fatia será de 13%. Os ativos da empresa avançaram na sessão.

As ações da CCR se destacaram na ponta negativa do índice meio a expectativas de que a provável oferta de ações secundária da acionista Brisa gere um excesso de oferta dos papéis no mercado. A Brisa Participações e Empreendimentos acertou a venda de parte das ações que possui da CCR, correspondentes a 6% do capital social da concessionária, para o grupo controlador. Entretanto, a empresa pode vender o restante dos ativos que possui por meio de oferta de ações, estimada em R$ 1,6 bilhão.

A LLX também teve uma das maiores variações negativas do índice na sessão. A empresa informou que sua subsidiária LLX Sudeste Operações Portuárias assinou, juntou ao BNDES, contratos de financiamento de longo prazo para a implementação do Porto Sudeste, no montante de R$ 1,212 bilhão.

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A gigante sucroalcooleira Cosan fechou um contrato de fornecimento de etanol para a Braskem, que utilizará o produto para a produção de plástico “verde” e deverá desembolsar cerca de R$ 1 bilhão em cinco anos. O contrato prevê o fornecimento anual de 175 milhões de etanol industrial, fato que torna a Braskem a maior compradora do produto no Brasil e também a negociante de 9% dos 2 bilhões de litros de etanol previstos pela Cosan para a safra 2010-2011. Os papéis de ambas recuaram na sessão.

A Telefónica confirmou a redução da participação no capital da Portugal Telecom, de acordo com comunicado enviado à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), órgão regulador do mercado de capitais português. Conforme já era especulado pela mídia local, a companhia espanhola reduziu sua participação de 10% para 2,02% do capital social da Portugal Telecom, passando a deter 18.122.661 ações. Os ativos da Vivo subiram.

Destaques econômicos
Na Europa, os índices encerraram no campo negativo, muito em função de números decepcionantes, como o índice composto (PMI), que mede o desempenho dos serviços e da indústria na Zona do Euro, que caiu de 56,4 para 56 pontos em junho. Nos EUA, o número de casas novas vendidas nos EUA em maio ficou abaixo do esperado pelo mercado.

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Por aqui, destaque para o volume total de crédito do sistema financeiro nacional, que alcançou R$ 1,5 trilhão em maio deste ano – crescimento de 2,1% em relação ao apurado em abril e um avanço de 19% em 12 meses.

De acordo com a POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), o rendimento total e a variação patrimonial das famílias brasileiras, entre maio de 2008 e o mesmo mês do ano passado, foi de R$ 2.763,47. Os resultados decorrentes do trabalho foram responsáveis por mais da metade desses valores, 61% do rendimento total e R$ 1.688,00 da variação patrimonial.

Projeções
A Febraban revelou as novas projeções à economia brasileira de 30 bancos brasileiros, prevendo maior crescimento do PIB este ano. Enquanto a estimativa anterior, divulgada pelo órgão em maio passado, ditava uma expansão do PIB brasileiro de 6,3% em 2010, agora a projeção é de crescimento da ordem de 7,1% esse ano.

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Por sua vez, a estimativa é que o IPCA encerre 2010 apontando uma alta nos preços de 5,5%, ao passo que no ano que vem, a expansão deve ser de 4,7%. Já a taxa Selic deve fechar 2010 a 11,75% ao ano.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou que o governo prevê crescimento econômico de 5,5% para o ano que vem, com inflação controlada em 4,5%.

Destaques desta quinta-feira

Após certo pessimismo revelado pelo Fomc (Federal Open Market Committee) na noite passada, as bolsas europeias e os mercados futuros norte-americanos operam no campo negativo nesta quinta-feira (24).

A autoridade monetária norte-americana manteve a Fed Funds Rate entre 0% e 0,25% ao ano, como já era amplamente esperado. Mas é seu comunicado, afirmando que as condições financeiras estão menos favoráveis à recuperação da economia, que preocupa os investidores.

Petrobras
Por aqui, mais uma vez, a Petrobras (PETR4, PETR3) é destaque no noticiário. A estatal descobriu indícios de petróleo em mais um poço, localizado no bloco BT-POT-8, na Bacia de Potiguar, em terra firme.

Já em Brasília, a votação da Petro-Sal foi novamente adiada – agora, a previsão é para o início de julho. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), atribuiu a decisão às convenções partidárias, que devem manter ocupados os senadores na próxima semana. Esta já é a terceira vez que a votação é postergada.

A petrolífera também ocupa as manchetes desta quinta-feira pelo risco de perder seu grau de investimento concedido pela agência Fitch. De acordo com matéria do jornal Estado de São Paulo, o diretor da agência de classificação de risco teria alertado para riscos como maior intervenção do governo na empresa e aumento da alavancagem.

Telebrás
Por sua vez, o Conselho de Administração da Telebras (TELB3, TELB4) aprovou a proposta de reforma do seu estatuto, elevando o capital social para R$ 419,4 milhões. A empresa passa também a ter o direito de abrir novas subsidiárias pelo Brasil e estabelecer filiais e escritórios no exterior.

Pão de Açúcar
Segundo o jornal O Globo, o grupo Pão de Açúcar (PCAR5) e a Casas Bahia estariam próximas de um novo acordo para a fusão, que poderá ser anunciado em no máximo 20 dias. A matéria cita advogados envolvidos na operação, para os quais “o risco de um rompimento, que chegou a ser de 70%, hoje seria nulo”.

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