Publicidade
Os mercados mostraram sinais mistos na terça-feira (27). Enquanto bons resultados do Deutsche Bank, UBS e Citigroup levaram a alta das ações do setor bancário, que impulsionaram as bolsas pelo mundo, indicadores abaixo do esperado nos EUA contiveram os ânimos dos investidores. Por aqui, o Ibovespa fechou em alta pela sétima sessão consecutiva, avançando 0,35%, a 66.674 pontos – renovando mais uma vez a máxima desde 3 de maio. O volume financeiro totalizou R$ 5,05 bilhões
Bolsa
Por aqui, a Eletrobras confirmou que estuda empresas de geração e transmissão nos EUA, visando uma possível aquisição de fatias minoritárias no futuro.Os papéis lideraram as perdas do benchmark.
No setor de telecomunicações, a Anatel adotou medidas cautelares contra operadoras quanto a venda casada de serviços de banda larga, entre outros pontos. Entre as empresas afetadas, estão Brasil Telecom, CTBC, GVT e Telemar Norte Leste, além da Telesp, cujas ações se destacaram na ponta negativa do índice.
Por outro lado, na ponta positiva os ativos da LLX dispararam.
A Petrobras comunicou nova descoberta de indícios de petróleo no Espírito Santo, de acordo com dados da ANP.
A Vivo divulgou comunicado para desmentir informações de que estaria a par das intenções da Telefónica de desfazer a Brasilcel, holding controladora da empresa brasileira.
Continua depois da publicidade
A Oi informou que não irá se pronunciar a respeito da notícia publicada na Folha de São Paulo, pela qual o governo estaria articulando uma operação entre a empresa e a Portugal Telecom para que virem sócias e operem o Plano Nacional de Banda Larga.
Destaques externos
No setor bancário, repercutiu o bom resultado trimestral do Deutsche Bank, UBS e Citigroup. Outras empresas também bateram expectativas dos analistas, como DuPont e a japonesa Canon.
A confiança do consumidor norte-americano ficou abaixo do esperado em julho indicando 50,4 pontos, também mostrando piora em comparação com o mês de junho (54,3 pontos). Segundo a S&P, o preço dos imóveis norte-americanos subiu 4,61% em maio frente a igual período de 2009, avaço maior do que as expectativas.
Continua depois da publicidade
Agenda doméstica
Segundo a Nota de Política Monetária, o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,529 trilhão em junho deste ano, o que representa um crescimento de 2,0% em relação ao apurado em maio e um avanço de 19,7% frente a junho de 2009. A participação do volume de crédito sobre o PIB passou de 41,8% em junho de 2009 para 45,7% no mesmo período de 2010.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou que a deterioração nas contas externas deverá provocar uma desvalorização do real em relação ao dólar. Contudo, ele afirma que o saldo deficitário em conta corrente é o “preço do sucesso” do País e que isso não é motivo de preocupação, tendo em vista o forte volume de reservas internacionais.
Além disso, Mantega falou sobre os rumores de que o Banco Central estaria preparando uma oferta de swap cambial reverso e defendeu qualquer movimento da autoridade monetária contra ações especulativas nesse mercado. “A qualquer momento, o Banco Central pode atuar no mercado futuro de câmbio, não só com operações de swap cambial reverso, mas com outros instrumentos clássicos”, disse o ministro.
Continua depois da publicidade
O IPC-Fipe da terceira quadrissemana de julho apontou inflação de 0,19%, taxa 0,07 ponto percentual superior à vista na mediação anterior.
Dólar e Renda Fixa
Alternando entre perdas e ganhos ao longo da sessão, o dólar fechou com ligeira valorização de 0,17%, sendo cotado a R$ 1,77 na venda.
O mercado de juros futuros encerrou mais uma vez com forte baixa, especialmente no médio prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,84%, 0,06 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
Continua depois da publicidade
O título brasileiro de dívida externa mais líquido, o Global 40, fechou estável, cotado a 136,55% do valor de face. O risco-País registrou alta de 4 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 198 pontos-base.
Bolsas em baixa nesta quarta-feira
As bolsas europeias e os mercados futuros norte-americanos operam em queda na manhã desta quarta-feira (28), com investidores realizando lucros, de olho na agenda dos EUA e em resultados corporativos.
O Durable Good Orders, que mede o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no comércio dos EUA, registrou retração de 1% em junho, decepcionando o mercado, que esperava uma alta de 1%. Mais pela tarde, sai também o importante Fed’s Beige Book.
No plano do noticiário corporativo, destacam-se Air France e Boeing, cujos resultados superaram projeções do mercado. Na ponta negativa, as ações da Peugeot Citroen caem forte em Paris. Embora a empresa tenha somado lucro superior às estimativas, suas projeções de vendas vieram abaixo do esperado.
Telefónica compra fatia na Vivo
Por aqui, o grande destaque do noticiário nesta manhã é o tão esperado fim da novela do interesse da Telefónica na Vivo. A companhia espanhola confirmou “ter alcançado um princípio de acordo com a Portugal Telecom para a aquisição de 50% das ações da Brasilcel (grupo controlador da Vivo) detidas pela Portugal Telecom”.
Segundo a nota, a aquisição poderá ocorrer “diretamente ou através de outra sociedade de seu grupo” – no caso, do grupo espanhol. Especulações do mercado dão conta de que sua oferta teria sido elevada de € 7,15 bilhões para € 7,5 bilhões. Resta agora, mais uma vez, aguardar o aval de seus respectivos conselhos de administração.
Enquanto a novela da Telefonica caminha para um término, a da Portugal Telecom ainda está longe disso. Com a alienação de sua participação na Vivo, a PT deverá adquirir pouco mais de 20% dos direitos da Oi pela quantia de € 3,75 bilhões, segundo informações do jornal português Diário de Negócios
Resultados da Vivo
Mas a Vivo não marca presença no noticiário apenas em função da Telefónica. A empresa lançou seu resultado do segundo trimestre deste ano, quando conquistou um lucro líquido de R$ 236 milhões, 29,9% acima do registrado no mesmo período de 2009.
Conforme nota enviada ao mercado, sua receita operacional líquida atingiu R$ 4,401 bilhões no período, superando em 9,9% a cifra contabilizada entre abril e junho do ano passado, de R$ 4,007 bilhões.
Desempenho da Cosan
De fato, a temporada de divulgação de resultados ganha força nesta quarta-feira, com uma série de empresas de peso revelando seus números. A Cosan é uma delas. Antes de apresentar os balanços auditados, a companhia optou por anunciar uma prévia de seu desempenho no primeiro trimestre fiscal de 2011, terminado em 30 de junho deste ano.
No período, a Cosan somou receita operacional líquida de R$ 4 bilhões, acima dos R$ 3,566 bilhões registrados um ano antes. Entre os destaques, as vendas líquidas de açúcar somaram R$ 829,3 milhões, o que representa um aumento de 27,4%. Já no segmento de etanol, a receita líquida caiu 25,6%, atingindo R$ 356,9 milhões.
Balanços do Pão de Açúcar e Globex
O Grupo Pão de Açúcar também divulgou seus balanços referentes ao segundo trimestre de 2010, período no qual registrou um lucro líquido consolidado de R$ 62,3 milhões, nas contas que incluem o Ponto Frio. Excluindo tais números, o lucro líquido foi de R$ 82,5 milhões, uma queda de 37,4% frente ao mesmo período de 2009.
Acompanhando a divulgação dos resultados do Pão de Açúcar, a Globex também anunciou seus números do segundo trimestre deste ano, mostrando reversão do prejuízo amargado no mesmo período de 2009. Dessa forma, o resultado líquido da empresa passou de perdas de R$ 282,7 milhões para ganhos de R$ 36 milhões.
Números da Weg
Já a Weg reportou queda de 10,4% em seu lucro líquido no segundo trimestre desse ano frente ao mesmo trimestre de 2009. O Ebitda (geração operacional de caixa), no entanto, permaneceu praticamente estável na base de comparação anual, ao somar R$ 174 milhões.