Resumo Diferencial

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O Ibovespa encerrou a sessão de sexta-feira (29) em alta de 0,50%, a 70.673 pontos, influenciado pela forte valorização das ações da Usiminas. A performance do índice, contudo, foi pressionada pela queda de outras duas blue chips da Bolsa, Petrobras e Vale. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 7,39 bilhões. Na semana, o Ibovespa teve alta de 1,65%.

Lá fora, os principais mercados de ações fecharam com tendências divergentes e oscilações modestas, avaliando a divulgação da preliminar do PIB dos EUA no terceiro trimestre, com expansão de 2,0%, em linha com as projeções do mercado. Apesar da evolução, o mercado ainda vê com desconfiança a recuperação da economia norte-americana, considerando o crescimento ainda como tímido, dado que nos últimos 30 anos os EUA apresentaram crescimento médio de 3,6% ao ano.

Com isso, forma-se grande expectativa acerca da próxima reunião do Federal Reserve, que ocorrerá na próxima semana, e poderá determinar novas medidas de incentivo à economia. Ainda assim, muitos analistas estão receosos quanto à eficiência de uma nova rodada de flexibilização quantitativa.

Destaques da bolsa
O principal destaque positivo do índice ficou com as ações ordinárias da Usiminas, que registraram valorização de 5,76% e fecharam cotadas a R$ 24,80 cada. Os papéis permanecem repercutindo os bons resultados trimestrais divulgados na última sessão, que renderam a elevação de recomendação dos ativos por corretoras.

Também entre as maiores altas do dia, as ações da Lojas Renner repercutiram o resultado da companhia no 3T10. As ações já haviam registrado valorização superior a 4% na véspera.

Do outro lado do índice, a Petrobras voltou a fechar em baixa. No início da tarde a ANP confirmou a descoberta de petróleo realizada no pré-sal de Libra. O volume recuperável de óleo pode variar entre 3,7 e 15 bilhões de barris, sendo a estimativa mais provável de 7,9 bilhões de barris.

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Outra empresa que figurou entre as maiores baixas do dia foi a Redecard, estendendo as perdas da véspera. Entre os fatores que motivaram as perdas, destaque para a repercussão negativa do mercado quanto aos resultados da empresa entre julho e setembro, marcado pelo ajuste do segmento de credenciamento de cartões de crédito e o fim da exclusividade de bandeiras.

Agenda
Por aqui, a FGV divulgou o relatório da Sondagem Industrial do mês de outubro. O ICI voltou a apresentar avanço, desta vez de 0,5% na passagem mensal, passando de 113,4 para 114,0 pontos – já com ajuste sazonal. Segundo a instituição, depois de registrar três meses consecutivos de baixa, o índice subiu nas últimas duas medições, apoiado principalmente na melhora das expectativas em relação aos próximos meses.

Também no front doméstico, o Banco Central publicou nesta manhã a Nota de Política Fiscal referente ao mês de setembro, quando o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 27,756 bilhões, forte elevação frente a agosto, quando houve superávit de R$ 5,222 bilhões.

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Nos Estados Unidos, além do PIB, também ganhou destaque a agenda econômica da sessão. A atividade industrial na região de Chicago ficou acima do esperado pelo mercado em outubro. No período, o Chicago PMI, que mede o nível de atividade industrial na região, atingiu 60,6 pontos, superando as projeções do mercado, que apontavam 58 pontos.

Ainda por lá, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan ficou abaixo do esperado em outubro. Os números do Michigan Sentiment apontaram 67,7 pontos, resultado superior às expectativas do mercado, que indicavam 68 pontos. Em setembro, o indicador havia atingido 67,9 pontos.

Além disso, o custo da mão-de-obra nos EUA ficou abaixo do esperado no terceiro trimestre de 2010.

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Dólar
O dólar comercial encerrou o último pregão do mês de outubro em baixa de 0,64%, cotado a R$ 1,703 na venda, com os investidores de olho na formação da Ptax. Com a chegada do fim do mês, a alta volatilidade do mercado à vista pode ser explicada em parte pela formação da taxa de câmbio que referencia os vencimentos dos contratos futuros.

A autoridade monetária brasileira realizou mais uma vez dois leilões de compra de dólares no mercado à vista nesta sessão. O primeiro, por volta de 12h35, contou com uma taxa de corte em R$ 1,6991. O segundo, entre 15h50, teve taxa aceita em R$ 1,6995.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2013, fechou com taxa de 11,71%, queda de 0,12 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,25% em 139,80% do valor de face.

O risco-País registrou variação positiva de seis pontos-base em relação ao fechamento anterior, ficando em 173 pontos-base.

Bolsas em alta nesta segunda-feira
A primeira semana de novembro tem como palavra-chave a expectativa. Expectativa pelas eleições gerais nos Estados Unidos, pelos passos do Federal Reserve – e consequentemente de outros bancos centrais ao redor do globo – em direção a uma nova rodada de flexibilização quantitativa e expectativa em torno da equipe da presidente eleita, Dilma Rousseff, quando considerado o panorama brasileiro.

Neste cenário, os mercados acionários iniciam a segunda-feira (1) com viés de alta na Europa. O índice CAC 40, da bolsa de Paris, mantém-se estável, enquanto o DAX 30, da bolsa de Frankfurt sobe 0,02%, e o FTSE 100, da bolsa de Londres, opera em leve alta de 0,20%.

Nos Estados Unidos, a manhã também começa com sinalizações positivas. Os contratos futuros de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones, negociados na CME (Chicago Mercantile Exchange) registram valorizações de 0,81%, 0,66% e 0,53%, respectivamente.

Agenda econômica
Enquanto aguardam os eventos importantes marcados para esta semana, os investidores devem avaliar os indicadores econômicos divulgados nesta segunda-feira. A principal referência do dia vem da China, onde o PMI (Purchasing Managers Index) avançou no maior ritmo em seis meses. O índice, divulgado pela federação de logística do país, aumentou de 53,8 para 54,7 pontos entre setembro e outubro deste ano. No mesmo sentido, o PMI calculado pelo HSBC Holdings em conjunto com a Markit Economics atingiu 54,8 pontos, frente aos 52,9 pontos no mês anterior.

Já na Europa, dentre os número divulgados nesta manhã, destaque para o preço das casas no Reino Unido. Conforme pesquisa da Hometrack, o valor médio dos imóveis residenciais britânicos caiu 0,9% em outubro, para 156.200, marcando o maior ritmo de queda deste janeiro de 2009.

Por outro lado, os investidores ainda aguardam importantes dados norte-americanos. Por lá, a agenda traz a divulgação do relatório Personal Income and Outlays, que mostra a renda e os gastos dos cidadãos norte-americanos, englobando três importantes indicadores: o Personal Income, abordando a renda individual dos cidadãos; o Personal Spending, trazendo informações sobre seus gastos e; o Núcleo do PCE, que figura entre os indicadores de inflação favoritos do Fed.

Além disso, estão marcadas as publicações do ISM Index, com dados sobre a atividade industrial dos EUA, e do Construction Spending, avaliando os gastos, públicos e privados, com construção civil no país.

De olho no resto da semana
Mesmo com a agenda cheia desta sessão, o mercado deve manter os próximos dias sob perspectiva. Na próxima terça-feira (2) acontecem as eleições gerais nos Estados Unidos, com a definição das cadeiras do Senado e da Casa dos Representantes.

No dia seguinte, o Federal Reserve apresentará suas decisões de política monetária, com expectativas de que novas medidas de flexibilização quantitativa devam ser adotadas. Caso isso aconteça, o encontro pode influenciar também as reuniões do BoE (Bank of England) e do BCE (Banco Central Europeu), que acontecerão na quinta-feira (4).

Brasil
Por aqui, a semana também sugere atenção. No último domingo, o País elegeu Dilma Rousseff, do PT, como a próxima presidente do Brasil. Dessa forma, a disputa pelos cargos importantes do governo, a definição da nova equipe e as medidas que darão o rumo ao novo governo devem ser foco de diversas análises nos próximos dias.

No entanto, o mercado acionário deve apresentar um dia mais esvaziado, com menor giro financeiro, dada a véspera do feriado nacional do Dia de Finados. Na agenda, a atenção recai apenas sobre o relatório Focus, a ser divulgado pelo Banco Central.

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