Resumo Diferencial

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O dia foi positivo para o Ibovespa, que fechou em alta de 0,48%, aos 71.904 pontos. Ajudado pelas ações da Petrobras, o índice se manteve imune à grande parte da instabilidade vista lá fora, em um dia que teve todas as atenções focadas no QE2 – novo programa de flexibilização quantitativa dos EUA. O volume financeiro da sessão foi de R$ 7,27 bilhões.

Atendendo às expectativas, o Fed anunciou um novo programa de compra de títulos para tentar dar fôlego à economia norte-americana, que ainda segue em lenta recuperação, e impulsionar as expectativas de inflação. O pacote será de US$ 600 bilhões (US$ 75 bilhões mensais até o segundo trimestre de 2011) para compra de Treasuries de longo prazo.

Destaques da bolsa
Os papéis da Petrobras mais uma vez se destacaram entre as altas do Ibovespa na sessão. Na véspera a estatal anunciou uma queda em seu volume de produção em setembro. Além disso, nesta quarta-feira, a Petrobras rebateu as estimativas de volume recuperável de petróleo feitas pela BG Group para três áreas localizadas na camada pré-sal da Bacia de Santos: Tupi, Iracema e Guará, afirmando que as estimativas “não constituem uma divulgação dos Consórcios responsáveis pela operação dos blocos”.

Os papéis do setor financeiro, como Santander, Bradesco e Banco do Brasil também se destacaram entre as altas do dia, com variações positivas muito acima das registradas pelo Itaú Unibanco, que no início da sessão reportou resultado do 3T10.

Repetindo o movimento visto na segunda-feira, as ações da Cyrela voltaram a liderar as perdas do Ibovespa no dia. Os papéis da Cielo também recuaram, na expectativa pelos números trimestrais da operadora de cartões de crédito em um ambiente de maior concorrência.

A AmBev também ficou entre as quedas do índice na sessão após revelar seu balanço trimestral. Os ativos da Vale também fecharam em baixa, pressionando os ganhos do benchmark. 

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Nos demais destaques corporativos, o BNDES teria finalizado o formato de como será o ingresso da Portugal Telecom no bloco de controle da Oi, de acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo. Contatadas pela InfoMoney, as assessorias da Oi e do BNDES informaram que não comentam rumores de mercado. As ações da Tele Norte Leste recuaram.

Agenda
A agenda dos EUA atraiu atenção nessa sessão. Além da decisão do Fomc, também foi divulgado o ADP Employment, que mostrou a abertura de 43 mil novas vagas no último mês, o que supera as estimativas do mercado, de 23 mil novos postos.

O setor de serviços também teve desempenho acima do esperado em outubro. O ISM Services ficou em 54,3 pontos na passagem de setembro a outubro, resultado superior às projeções de analistas, que estavam em torno de 53,4 pontos.

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Nas eleições parlamentares dos Estados Unidos, o partido Democrata, do presidente Barack Obama, perdeu a maioria das cadeiras na Câmara. No entanto, foi possível manter, agora com margem mínima, a superioridade numérica no Senado, conforme os dados preliminares do pleito.

No cenário doméstico, o IPC-S marcou inflação de 0,59% na semana terminada em 31 de outubro último, taxa 0,07 ponto percentual maior que a apurada na medição anterior.

Dólar
O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira em baixa de 0,47%, cotado a R$ 1,70 na venda, com os investidores repercutindo o novo programa de compra de títulos do Federal Reserve e as intervenções no mercado pelo Banco Central. A autoridade monetária brasileira realizou duas novas intervenções no mercado à vista, entre 12h27 e 12h32, com taxa de corte em R$ 1,6966, e por volta de 15h50, com taxa de corte em R$ 1,7009.

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Ainda no Brasil, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) divulgou nesta manhã dados sobre a balança comercial de outubro. No último mês, foi registrado superávit de US$ 1,854 bilhão.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou sem tendência. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,33%, estável frente ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,07% em 139,90% do valor de face.

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O risco-País registrou alta de 2 pontos-base em relação ao fechamento anterior, ficando em 172 pontos-base.

Quinta-feira de alta nas bolsas
Em dia marcado pela atuação de autoridades monetárias nos EUA e na Europa, os principais mercados globais operam em alta nesta quinta-feira (4), também influenciados pela sequência favorável de resultados e guidances corporativos.

Destaque para a forte alta dos índices de referência das bolsas europeias, em ajuste positivo aos ganhos da véspera, quando o Federal Reserve anunciou plano de alívio quantitativo de US$ 600 bilhões, um pouco acima do esperado pelo mercado. Movimento semelhante foi visto no mercado asiático pelos principais índices acionários. Já nos EUA, os contratos de índices futuros operam em leve alta.

“A próxima questão é o quanto chegará à economia ampla, em vez de juntar poeira nos cofres de bancos”, apontou Paul Donovan, economista do banco UBS. Ainda assim, a expectativa dos investidores recai sobre os anúncios dos bancos centrais europeu e da Inglaterra, embora neste caso as projeções sejam de manutenção do juro básico e dos programas de alívio quantitativo.

Projeções
Segundo analistas da corretora Ágora, “no Brasil, os balanços corporativos continuam a mostrar bons resultados na comparação com o ano anterior, dando suporte para a valorização das ações”.

Na agenda do dia, destaque para a expectativa em relação ao mercado de trabalho, antes da divulgação do relatório de emprego nos EUA na próxima sexta-feira. Nesta sessão, os investidores tomarão conhecimento dos dados sobre pedidos de seguro desemprego e informações preliminares sobre custo e produtividade da mão de obra norte-americana.

Cenário corporativo
E por falar em bancos, destaque para as instituições francesas, cujos resultados impulsionam os papéis do setor financeiro, mesmo em meio ao olhar suspeito do mercado por conta das menores exigências da regulação francesa. Assim, o BNP Paribas viu seu lucro crescer 46% entre julho e setembro, na passagem anual, atingindo € 1,9 bilhão.

Ainda na Europa, as ações de mineradoras como a BHP Billiton operam em forte alta de 5,0%, em meio ao bloqueio do governo canadense à sua proposta de aquisição da Potash. Já no Japão, a montadora Nissan viu suas ações dispararem 3,8% após anunciar forte alta nos lucros e elevação do guidance.

Destaque doméstico
Internamente, a agenda do dia trouxe a elevação de 0,51 ponto percentual da inflação medida pelo IPC-Fipe, atingindo 1,04% em outubro. Em meio à continuidade da temporada de balanços corporativos, os investidores aguardam para após o pregão os dados da Lojas Americanas.

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