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Acompanhando o clima positivo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (4) em alta de 1,52%, aos 72.995 pontos – seu maior patamar desde 28 de maio de 2008. A performance do índice foi influenciada pela valorização de ações de peso como as da Petrobras e da Vale. O volume financeiro do pregão foi de R$ 7,87 bilhões.
Por aqui, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que neste ano o PIB do Brasil vai apresentar o melhor crescimento dos últimos 25 anos. Segundo Mantega, “este ano vamos crescer entre 7,5% e 8%”.
Além disso, os mercados seguiram repercutindo o anúncio feito na véspera pelo banco central norte-americano de um pacote de US$ 600 bilhões para compra de Treasuries de longo prazo.
Destaques da Bolsa
Em função da alta nas commodities internacionais, as ações de grandes empresas do setor siderúrgico e de mineração apresentaram fortes valorizações no pregão desta quinta. É o caso dos papéis da Usiminas, Petrobras, Vale e CSN – a exceção ficou com a MMX, que não acompanhou o movimento e fechou o dia em queda.
Liderando o ranking dos maiores ganhos do índice no dia, as ações da Cyrela se recuperaram das fortes baixas vistas nas últimas sessões, após a empresa ter divulgado dados operacionais aquém do esperado no terceiro trimestre deste ano.
Rating
Segundo a agência de classificação de risco Fitch, o rating brasileiro pode ser elevado novamente caso haja uma política fiscal mais restritiva no governo Dilma Rousseff. Segundo a agência, nos próximos anos, o País deverá ter como grande desafio uma política fiscal mais austera e a melhora na estrutura das contas públicas, projeção semelhante da Standard & Poor’s, que, na última terça-feira, ressaltou que as notas de créditos domésticas podem ser elevadas em função do maior comprometimento com as contas públicas por parte do novo governo.
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Agenda
A autoridade monetária brasileira publicou o resultado do fluxo cambial em outubro, que acumulou superávit de US$ 6,9 bilhões, entre um saldo comercial de US$ 1,777 bilhão e um fluxo financeiro positivo de US$ 5,141 bilhões.
Também por aqui, o subsecretário do Tesouro, Paulo Valle, reiterou os rumores de que o Tesouro pode recomprar títulos em reais emitidos no exterior e fazer novas emissões com prazos mais longos para limitar o fluxo de capital estrangeiro para o País.
Entre os indicadores, apontando substancial aumento de 0,51 ponto percentual em relação ao mês anterior, o IPC-Fipe apontou inflação de 1,04% na em outubro. Além disso, segundo o IBGE, a produção industrial brasileira mais uma vez apresentou retração, recuando 0,2% na passagem de agosto para setembro. Já na comparação com o mesmo período de 2009, o setor cresceu 6,3%, completando 11 meses consecutivos de taxas positivas nesta base de comparação.
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Referências Externas
Nos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados na última semana decepcionou as expectativas do mercado. O Initial Claims registrou um total de 457 mil novos pedidos no período, pior do que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 445 mil.
Já a produtividade no mercado de trabalho norte-americano, excluindo o setor agropecuário, cresceu no terceiro trimestre de 2010. O indicador, que mede a produção de uma pessoa no período de uma hora, registrou alta de 1,9%, número melhor do que as estimativas de analistas, que esperavam avanço de 0,9%. Vale ressaltar que a última medição marcara queda de 1,8%.
Dólar
Em mais um dia de desvalorização, o dólar comercial encerrou esta quinta-feira em forte baixa de 1,29%, cotado a R$ 1,678 na venda, ainda repercutindo a nova rodada de flexibilização quantitativa do Federal Reserve.
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Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,47% em novembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,63%.
O Banco Central do Brasil realizou dois novos leilões de compra de dólares nesta quinta-feira. O primeiro, entre 12h17 e 12h22, contou com taxa de corte de R$ 1,6807, enquanto o segundo, por volta de 16h10, foi realizado com taxa em R$ 1,6773.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2013, fechou com taxa de 11,72%, alta de 0,08 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,50% em 140,60% do valor de face.
O risco-País registrou variação positiva de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, ficando em 174 pontos-base.
Bolsas em queda nesta sexta-feira
Ansiosos pela divulgação de dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, os mercados internacionais registram desempenho negativo nesta sexta-feira (5), incorporando as tensões relacionadas à economia do país, bem como em movimento de correção após o curto rali que seguiu a decisão do Federal Reserve em ampliar os estímulos quantitativos.
Como de costume, o dia de divulgação do Relatório de Emprego norte-americano acentua a ansiedade dos investidores, que projetam a manutenção da taxa de desemprego em 9,6%, ao lado da criação de 60 mil postos de trabalho durante o mês de outubro. Assim, os índices de referência nas principais bolsas europeias operam em queda, acompanhados pelos mercados futuros norte-americanos.
Ceticismo
Também se multiplicam as respostas de autoridades à nova rodada de estímulos quantitativos anunciada pelo Federal Reserve na última quarta-feira, com expectativas de ampliação do fluxo de investimentos em direção a países emergentes. Cético, Paul Volcker, ex-presidente do Fed, afirmou que os riscos para inflação limitam os efeitos positivos dos estímulos quantitativos.
Já no outro lado do Atlântico, os mercados permanecem atentos à situação fiscal, paralelamente à queda do volume de comércio varejista em 0,2% na Zona do Euro, na passagem de agosto para setembro. “Acreditamos que o Banco Central Europeu vai por em vigência sua aquisição de títulos do governo Irlandês em breve”, apontou o Danske Bank, em relatório.
Encerrando o giro pelos mercados de ações, o índice Nikkei fechou em forte alta pelo segundo pregão consecutivo, em meio à manutenção das medidas de política monetária pelo BoJ (Bank of Japan), além do impulso favorável do desempenho trimestral da Toyota, que elevou seu guidance de lucro líquido em ¥ 10 bilhões para o ano fiscal.
Quebrando o ritmo
Deslocando parcialmente o foco dos investidores, a temporada de resultados corporativos tem sido capaz, em geral, de reduzir as pressões de avaliações desfavoráveis sobre a recuperação econômica global.
Entretanto, os destaques deste dia são menos generosos. As ações do Royal Bank of Scotland registram forte queda de 3,8% em Londres, após o banco parcialmente estatizado revelar seu desempenho no terceiro trimestre e expectativas menos favoráveis para sua recuperação.
Outro gigante derrubado durante a crise de 2008, a seguradora norte-americana AIG, revelou perdas de US$ 2,4 bilhões atribuíveis à companhia, levando seus papéis a recuarem 2,1% nas negociações de pré-market em Nova York.
Cenário doméstico
No Brasil, os investidores acompanham a divulgação de resultados de peso, como os da siderúrgica Gerdau e da Lojas Americanas, que registraram lucro líquido de R$ 609 milhões e R$ 45,1 milhões, respectivamente.
Por fim, o único indicador relevante esperado para o dia é o Índice de Custo de Vida, calculado pelo Dieese. No relatório constam informações a respeito do custo de vida dos moradores do município de São Paulo, através de dados referentes à assistência a saúde, transporte coletivo e domicilio.