Resumo Diferencial

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Após ter iniciado o dia em queda, o Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (8) em leve alta de 0,07%, a 72.657 pontos. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 5,91 bilhões. A performance do índice neste dia foi influenciada pelo forte avanço das ações do setor siderúrgico, enquanto os investidores avaliaram dados da agenda interna e a expectativa pela reunião do G-20 nesta semana.

As ações do setor siderúrgico dominaram a ponta compradora do índice, com Usiminas subindo 3,94%, enquanto Gerdau e Metalúrgica Gerdau registraram valorizações de 3,18% e 3,05%, respectivamente. No caso da Gerdau, o movimento positivo reflete a elevação de recomendação dos papéis por parte do Morgan Stanley, que passou de “em linha com o mercado” para “acima do mercado”.

A Petrobras foi outra ação de peso no índice que teve alta no pregão. Na noite da última sexta-feira, a estatal comunicou ao mercado que assinou um contrato com a americana UOP para fornecimento dos projetos básicos e de pré-detalhamento das refinarias Premium I e II, a serem construídas no Maranhão e no Ceará, cuja capacidade de processamento será de 300 mil barris de petróleo por dia em cada uma das instalações. Além disso, o mercado repercutiu as declarações do presidente da estatal em evento em São Paulo.

Agenda
No front doméstico, destaque para a balança comercial brasileira, que registrou saldo positivo de US$ 429 milhões na primeira semana de novembro.

Ainda por aqui, o Banco Central divulgou o tradicional relatório Focus. O documento mostrou nova elevação na perspectiva de inflação anual, com a projeção do IPCA saltando de 5,29% para 5,31%, enquanto as estimativas do PIB mantiveram-se em 7,6% para o final deste ano.

No âmbito inflacionário, o IPC-S marcou inflação de 0,67% na semana terminada em 7 de novembro, taxa 0,08 ponto percentual maior que a apurada na medição anterior.

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Lá fora, a semana começa com a expectativa pela reunião do G-20, que ocorrerá entre quinta e sexta-feira. Os investidores aguardam pela resolução da “guerra cambial”, potencializada após o Fed anunciar um pacote de estímulo, no qual comprará US$ 600 bilhões em títulos de longo prazo.

Dólar
Recuperando-se das recentes baixas, o dólar comercial encerrou esta segunda-feira (8) em alta de 1,13%, voltando a negociar próximo de R$ 1,70, na expectativa pela reunião do G-20 e novas intervenções do Banco Central.

A sessão foi marcada por intervenções, através de dois novos leilões de compra de dólares por parte do Banco Central. No primeiro, entre 11h51 e 11h56, a taxa de corte foi de R$ 1,697, enquanto o segundo, por volta de 16h10, contou com taxa de corte em R$ 1,698.

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Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou sem tendência definida. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,42%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,14% em 140,15% do valor de face.

O risco-País registrou variação positiva de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior, ficando em 177 pontos-base.

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Bolsas em alta nesta terça-feira
Com as discussões do G-20 sobre os desequilíbrios globais como pano de fundo, os investidores acompanham nova rodada na temporada de resultados corporativos nesta terça-feira (9), levando os principais mercados de ações a operar em leve alta.

No início desta sessão, os contratos futuros sobre os principais índices de ações norte-americanos registram leve flutuação positiva, ao passo em que os índices de referência das bolsas europeias reforçam o movimento favorável. Já na Ásia, os índices das bolsas de Tóquio e Xangai caíram, cedendo à realização da véspera nos mercados ocidentais.

O clima mais ameno nos mercados ocorre a despeito da elevação da percepção de risco associada à dívida de alguns países europeus, como Portugal e Espanha. Após um sequência de notícias mais favoráveis, os preços de CDSs (Credit Default Swaps) e o rendimento dos títulos dos países registram forte alta, após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar o rating de quatro bancos de Portugal. 

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Tudo que sobe, cai?
Com os mercados posicionados para um novo dia de ganhos, as dúvidas sobre a sustentação do rali recente voltam à tona. Para o analista da Mootley Fool, Nicholas Kapur, a origem da alta tem muitas causas, mas o principal fator é a inflação provocada pelos estímulos do Federal Reserve.

“Em tempos de inflação, é razoável esperar que as ações sejam afetadas do mesmo modo que sua carteira (wallet). Os preços de tudo tendem a subir”, apontou em artigo.

Segundo a corretora Dahlman Rose, “a menor incerteza, junto a indicadores mais positivos, deve fortalecer a demanda doméstica [dos EUA] por matérias-primas. Isso representa uma oportunidade de compra para ações de mineradoras que, recentemente, vivenciaram um movimento de venda”.

Ademais, analistas apontam que os investidores devem permanecer à espera de possíveis medidas a serem tomadas pelo G-20, cujo encontro de cúpula ocorrerá a partir da próxima quinta-feira.

Resultados em destaque
Em sessão marcada pela fragilidade da agenda de indicadores, as principais referências provêm do noticiário corporativo, com destaque para o setor financeiro na Europa.

O banco britânico Barclays informou queda de 76% em seu lucro antes de impostos, mas vê suas ações subirem cerca de 2,6% na bolsa de Londres após afirmar que seu nível de capital permanece sólido.

Já em Portugal, os investidores avaliam o corte do rating de emissor de longo prazo de quatro instituições financeiras: Banco Comercial Portugues, Banco Espirito Santo , Banco BPI e Banif.

No Brasil
Internamente, os investidores avaliam o encerramento do período de reservas do IPO (Oferta Pública Inicial) da Karoon Petróleo, ao mesmo tempo em que acompanham a divulgação do IPCA (Índice de preços ao consumidor amplo), que apontou inflação de 0,75% em outubro, marcando aceleração do ritmo em relação ao mês anterior, quando marcara 0,45%.

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