Resumo Diferencial

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Em dia marcado pelo feriado da Proclamação da República no Brasil, com a BM&F Bovespa fechada para negócios, os investidores focaram suas atenções na segunda-feira (15) para o mercado norte-americano, em especial para a agenda econômica.

O Retail Sales, que mede o volume das vendas ao mercado varejista dos EUA, registrou alta de 1,2% durante o mês de outubro, enquanto os analistas de mercado projetavam uma alta de 0,7% no período. O Retail Sales ex-Auto, que exclui o item Automóveis, registrou alta de 0,4%, resultado em linha com o esperado.

Já o indicador da atividade industrial na região de Nova York ficou muito abaixo do projetado pelo mercado, trazendo certa apreensão aos negócios, mas nada capaz de alterar o bom humor disseminado pelo indicador de varejo. O NY Empire State Índex apontou queda de 11,14 pontos, enquanto os analistas aguardavam alta de 11,7 pontos.

Bolsas dos EUA fecham com sinais opostos
Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 e Nasdaq recuaram, enquanto Dow Jones registrou leve alta, entre o bom desempenho do mercado de varejo norte-americano e palavras nada animadoras do analista da Moody´s, Steven Hess.

Em entrevista ao portal financeiro norte-americano Marketwatch, Hess afirmou que os ratings de crédito do país podem ser “afetados negativamente” caso os EUA mantenham sua política de juros baixos, tendência predominante nos últimos anos. A declaração ao final do dia alterou o bom humor do mercado, com os índices acionários perdendo força nas últimas horas de pregão.

Europa se recupera, mas preocupações persistem
Apoiadas pelos bons números do varejo norte-americano, as principais bolsas europeias encerram a sessão em alta depois de três sessões consecutivas no vermelho, repercutindo também os novos dados de déficit de Grécia e Irlanda, centro das atenções neste começo de semana.

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Frente 2009, o déficit orçamentário da Grécia foi revisado para 15,4% do PIB (produto interno bruto) do país, sendo que antes da revisão o percentual era de 13,6%. Já na Irlanda, a relação entre o déficit fiscal e o PIB ficou em 14,4% de acordo com os dados da Eurostat.

Contudo, o verdadeiro foco de analistas e investidores em relação à Irlanda é se o país necessitará ou não de ajuda para saldar suas dívidas. No último domingo, o ministro de comércio irlandês, Batt O”Keeffe, negou que a nação precisa de auxílio do EFSF (Fundo para estabilidade financeira da Europa), muito menos do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Entretanto, o Departamento de Finanças irlandês afirmou em comunicado oficial que está estabelecendo “contatos em âmbito oficial” com autoridades da União Europeia, mas negou novamente que esteja necessitando de uma ajuda emergencial. A expectativa é que até quarta-feira (17) o mercado terá uma resposta definitiva sobre o caso.

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Tóquio e Xangai sobem com PIB japonês
Os principais índices acionários na Ásia fecharam as negociações desta segunda-feira em alta, com exceção do índice Hang Seng. O destaque do dia ficou com a divulgação do PIB (Produto interno bruto) do Japão, que apontou para um crescimento econômico maior que o esperado no terceiro trimestre deste ano.

O Japão cresceu de 3,9% entre julho e setembro, impulsionado pelo aumento no consumo privado, reduzindo os temores sobre uma nova perna recessiva na trajetória de recuperação do país. No segundo trimestre de 2010, a economia havia crescido 1,8%. O resultado superou as previsões do mercado, que esperavam um aumento de 2,5%.

Índice de ADRs brasileiros fecha em alta
O índice Dow Jones Brazil Titans, que lista os 20 principais ADRs de empresas brasileiras negociados na bolsa de Nova York, fechou com alta de 0,11%, atingindo 35.489 pontos, em dia que o mercado brasileiro permaneceu fechado por conta do feriado da Proclamação da República.

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O destaque positivo do dia ficou com os papéis da AmBev, que encerraram cotados a US$ 139,18, valorização de 1,50%. Na ponta oposta, aparecem os ativos da Gafisa, que recuaram 0,51%, indo para US$ 15,63.

Bolsas em queda nesta terça-feira
Em sessão marcada pela volta dos negócios no Brasil após o feriado da Proclamação da República, os principais mercados de ações do globo operam pressionados pelos temores sobre a capacidade da Irlanda em pagar sua dívida, bem como pela expectativa por medidas de aperto monetário na China.

As tensões sobre a Irlanda são reavivadas em meio ao encontro de ministros de Finanças da Zona do Euro, que poderia indicar a proximidade de um acordo para a utilização de recursos do EFSF (Fundo Europeu para Estabilização Financeira), a despeito da negativa de lideranças políticas irlandesas – repetindo o enredo da ajuda à Grécia.

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Assim, os principais índices de ações do continente europeu operam em queda, seguindo a tendência negativa revelada pelos principais mercados asiáticos, com destaque para a forte queda do benchmark de Xangai. Nos EUA, os contratos futuros sobre os principais índices de ações mantêm o movimento da sessão anterior e operam em queda.

“A intensificação das agudas tensões fiscais implica severo aperto de gastos na periferia da União Europeia, com um risco crescente de utilização do EFSF e do FMI (Fundo Monetário Internacional)”, afirmou Julian Calow, analista do Baclays Capital.

Cenário internacional
Além do noticiário global, outro fator de risco para esta sessão diz respeito ao encerramento de opções no mercado doméstico.  “Ao negociar mais próximo a suportes históricos do que resistências acima de 72 mil pontos, o Ibovespa pode atravessar um período de maior volatilidade com o vencimento de opções”, apontaram analistas da corretora Ágora em relatório.

Já no Oriente, os investidores voltaram a posicionar-se à espera de medidas de aperto monetário na China, em meio à alta dos preços no país. Segundo os analistas do banco francês Société Générale, as elevações da inflação global e do juro nos EUA são uma decorrência da redução dos desequilíbrios globais, em função do reforço do consumo nas economias emergentes.

Entre os indicadores econômicos de destaque desta sessão, os investidores avaliam dados sobre a inflação na Europa, com a variação anual dos preços ao consumidor na Zona do Euro em alta de 1,9% em outubro, frente à inflação de 1,8% registrada no mês anterior.

No segmento corporativo, os analistas avaliam o lucro de US$ 0,51 por ação revelado pela Home Depot, maior que o esperado pelo mercado, ao passo em que aguardam o desempenho da rede varejista WalMart.

Cenário doméstico
Internamente, destaque para a temporada de resultados corporativos, que se aproxima do fim. No terceiro trimestre de 2010, o Banco do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 2,625 bilhões, uma expansão de 32,7% frente ao mesmo período do ano anterior.

Entre os indicadores econômicos, destaque para o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que marcou inflação de 0,72% na semana terminada em 14 de novembro, aumento de 0,05 ponto percentual na passagem semanal. Por fim, o relatório Focus, produzido pelo Banco Central, revelou elevação nas estimativas do mercado para inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) e juro básico no próximo ano.

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