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Acompanhando o clima negativo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão da terça-feira (16) em queda de 1,67%, a 69.192 pontos. Impulsionado pelo vencimento de opções sobre ações, o volume financeiro do dia ficou em R$ 9,87 bilhões.
De acordo com a BM&F Bovespa, o exercício de opções sobre ações de novembro movimentou R$ 2,85 bilhões, 41,5% menor do que o resultado obtido em outubro, quando foram movimentados R$ 4,87 bilhões nesse mercado. Vale ressaltar que este é o menor patamar desde junho, quando foram movimentados R$ 2,42 bilhões no segmento Bovespa com opções sobre ações.
O clima de apreensão voltou a ganhar forças nos mercados nesta sessão. Na Europa, os temores de que a Irlanda possa recorrer à uma ajuda financeira externa para honrar suas dívidas seguem preocupando os investidores. Segundo informações do Wall Street Journal, ministros de finanças europeus estão avaliando a possibilidade de um pacote de ajuda à Irlanda no montante de € 100 bilhões, que envolveria recursos de nações da Zona do Euro e do FMI.
Já na China, especulações sobre uma nova alta no juro básico do país para conter o forte avanço da inflação contaminaram os mercados de commodities metálicas e derruburam novamente o Shangai Composite.
Destaques da bolsa
Os papéis da JBS lideraram a ponta negativa do Ibovespa ao registrarem forte queda de 5,49% nesta terça. Na última semana, a empresa apresentou seus resultados sobre o terceiro trimestre deste ano, com lucro líquido de R$ 133,5 milhões – uma queda de 11,9% sobre o mesmo período do ano passado.
O ranking das maiores perdas da sessão foi dividido também com as siderúrgicas. Além disso, a baixa do índice também foi influenciada pela desvalorização em papéis de peso como os da Vale e da Petrobras, que caíram entre 1,74% e 2,02% na sessão.
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Contrariando o movimento de grande parte dos mercados, as ações da MMX e da LLX, ambas companhias pertecentes ao grupo EBX, do empresário Eike Batista, figuraram entre as maiores altas do Ibovespa. As duas empresas X firmaram uma parceria com a Mineração Usiminas para o escoamento de minério de ferro pelo porto Sudeste, bem como para a produção da commodity na mina Pau de Vinho.
Segundo o comunicado, a subsidiária da Usiminas e as empresas de Eike Batista assinaram acordo preliminar não-vinculante estabelecendo bases da negociação, ainda sujeito ao resultado da negociação, bem como à aprovação dos respectivos conselhos de administração.
Destaques desta sessão
Enquanto a China não decide quais medidas tomará para desacelerar a inflação e a Irlanda se recusa a pedir ajuda ao EFSF (Fundo Europeu para Estabilização Financeira), os ativos de risco seguem apresentando volatilidade. Devolvendo parte das perdas da última sessão, os principais índices acionários europeus e os futuros de Wall Street avançam nesta quarta-feira (17), à exceção do FTSE 100, da bolsa de Londres, que oscila entre altas e baixas.
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Notícias não faltam nesta manhã, mas as atenções voltam-se a dois pólos principais: Irlanda e China. Na Europa, os ministros de Finanças da Zona do Euro voltaram a confirmar sua intenção de atender a um eventual pedido de resgate irlandês, ao mesmo tempo em que reforçaram a necessidade de uma decisão sobre a questão “nos próximos dias”.
Refletindo a questão, o economista do UBS Paul Donovan afirma que “com o passar do tempo, parece cada vez mais improvável que a Irlanda ou Portugal serão capazes de financiar seus déficits sem recorrer a alguns mecanismos de fora do mercado”.
Ao mesmo tempo, Donovan detalha outro lado da crise europeia: a decisão da Áustria de não injetar capital na Grécia como parte do plano de resgate, já que os gregos falharam em atingir as metas de déficit neste ano – “e Viena está cética sobre se eles conseguirão no próximo ano”.
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Inglaterra em questão
Ainda na Europa, outro país em destaque nesta manhã é a Inglaterra. O BoE (Bank of England) divulgou a minuta de sua última reunião, quando foram mantidas as medidas de estímulo e a taxa básica de juro em 0,5% ao ano. O documento mostra um comitê divido em três frentes: a manutenção, a elevação da compra de ativos em £ 50 bilhões (fruto do voto de Adam Posen) e a elevação do juro básico em 0,25 ponto percentual (fruto do voto de Andrew Sentance).
Além disso, os ingleses tiveram uma surpresa bem-vinda: o número de britânicos que entraram com pedido de auxílio-desemprego caiu em 3,7 mil em outubro, totalizando 1,47 milhão de solicitações, segundo dados do gabinete nacional de estatística. A expectativa era de alta de 5 mil pedidos.
Medidas de aperto na China?
No Oriente, a China segue chamando a atenção. Enquanto persistem os rumores de que o país prepara um novo aperto monetário, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, afirmou em entrevista a uma rede de televisão local que o governo prepara medidas para conter a inflação.
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Em outra fonte de informações, a agência estatal Xinhua publicou que o Conselho de Estado chinês anunciou as diretrizes de controle de preços, focando na melhora da produção agrícola, na garantia da oferta ao mercado, além de instar os governos locais a oferecerem subsídios temporários para famílias carentes.
Estados Unidos em… terceiro plano?
As notícias que ocupam o foco durante a manhã podem dar lugar às manchetes norte-americanas. Na agenda local desta quarta-feira há dados da inflação ao consumidor, do volume de casas em início de construção e permissão para construção. Todos os dados são referentes a outubro e serão divulgados às 11h30 (horário de Brasília). Mais tarde, serão publicadas também informações sobre os estoques de petróleo no país.
Enquanto isso, os investidores avaliam as notícias do Wall Street Journal, dando conta de que a FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation) entrou com cerca de 50 investigações criminais sobre falências bancárias nos Estados Unidos, à procura de fraudes. O número, porém, pode ser considerado pequeno se comparado aos mais de 300 bancos que faliram desde o início de 2008.
Brasil: resultados e Petrobras em foco
Por aqui, a agenda de indicadores econômicos também traz a inflação como destaque. O IGP-10 (Índice Geral de Preços) registrou alta de 1,16% em novembro, frente ao avanço de 1,15% visto em outubro. Por outro lado, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) mostrou desaceleração na segunda quadrissemana deste mês, com alta de 0,87% – variação 0,09 ponto percentual abaixo da registrada no mesmo período de outubro.
Nesta quarta-feira ainda serão conhecidos os IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, e o fluxo cambial acumulado até o dia 12 de novembro.
Na cena corporativa, a Petrobras (PETR3, PETR4) volta às manchetes. A divisão de Equity Research da Standard & Poor’s reduziu sua recomendação de compra para manutenção aos ADSs (American Depositary Shares) da estatal, seguindo o corte do preço-alvo para 12 meses, que passou de US$ 45,00 para US$ 38,00, upside (potencial teórico de valorização) de 16,92% em relação ao último fechamento.
No final da temporada de resultados, a Marfrig (MRFG3) reportou um prejuízo de R$ 30,1 milhões entre os meses de julho a setembro deste ano, com os números pressionados pelo aumento das despesas financeiras, a qual saltou 159% – de R$ 167,4 milhões para R$ 433,6 milhões – na comparação ano a ano.
Já a PDG Realty (PDGR3) anunciou um lucro líquido ajustado de R$ 261,6 milhões, número que totaliza um crescimento de 6% sobre o mesmo período do ano anterior. Levando-se em consideração os nove primeiros meses do ano, o salto é de 56% na base de comparação anual.