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Acompanhando o clima negativo nas bolsas de Wall Street, o Ibovespa cedeu à pressão pela realização após sete pregões sem cair encerrou a sessão de quarta-feira (6) em baixa de 1,04%, a 70.541 pontos. O volume financeiro da sessão foi de R$ 8,75 bilhões. Cabe destacar que o movimento do benchmark reflete uma correção das altas registradas desde o dia 27 de setembro até a véspera.
O noticiário do pregão voltou a pesar negativamente sobre os mercados, com dados aquém do esperado no mercado de trabalho norte-americano, assim como o corte do rating da Irlanda pela Fitch. As projeções acerca da recuperação da principal economia do mundo também afetaram o clima nas bolsas.
O FMI reduziu suas previsões de crescimento da economia norte-americana, tanto para este ano quanto para o próximo. O fundo também prevê um processo lento de recuperação, travado principalmente pela diminuição de gastos do consumidor. De acordo com o FMI, o país crescerá 2,6% em 2010, abaixo dos 3,3% projetados em julho. Em 2011 o crescimento será de 2,3%, frente às estimativas anteriores de 2,9%.
Destaques corporativos
Na cena corporativa, chamou atenção a queda auferida pelos papéis da Petrobras. Depois da Itaú Corretora, nesta quarta foi a vez da equipe do Barclays reduzir sua recomendação e preço-alvo aos papéis da Petrobras, citando preocupação quanto a riscos políticos e múltiplos não atrativos.
Os analistas do banco de investimentos reduziram sua recomendação aos ADSs (American Depositary Shares) representantes de ações preferenciais de “overweight” – desempenho acima da média do setor em um horizonte de 12 meses – para “equalweight” – desempenho em linha com a média do setor. O preço-alvo também foi rebaixado, de US$ 39,00 por cada ADS para US$ 34,00.
O movimento do Barclays ofusca tanto a nova descoberta de novos indícios de hidrocarbonetos na Bacia de Campos quanto o início das obras de modernização da Refinaria Reman e as novidades sobre a nova plataforma da estatal, a P-57.
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Já o setor de telecomunicações foi o grande destaque de alta nesta quarta-feira, com os ativos ordinários da Oi liderando as altas do dia. Os papéis ganharam impulso após o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, afirmar na véspera que a assinatura do contrato para a entrada da Portugal Telecom no capital do grupo Oi deve ocorrer nos próximos 30 dias. A empresa é controladora da Oi.
Além disso, ele assegurou que todos os acionistas da operadora nacional irão manter sua voz na Oi, uma vez que a alienação dos 10% para a PT será realizada de maneira proporcional. Com isso, argumenta, nenhum acionista irá perder assento no conselho da Oi.
Ainda segundo o executivo, o acordo prevê que a fatia que os portugueses deterão diretamente na Oi virá do grupo formado pelo BNDES e pelos fundos de pensão Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil), o qual, detendo hoje 49,9% de participação na Telemar Participações – holding controladora da Oi -, terá sua fatia reduzida a 39,9%. Além disso, os portugueses também entrarão com participações indiretas na operadora, para chegar a 22,4% da companhia.
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Agenda
No front doméstico, o mercado repercutiu o dado de produção da indústria nacional, que recuou em nove das 14 regiões pesquisadas na passagem de julho para agosto, como mostrou a Pesquisa Industrial Produção Física – Regional.
Lá fora, nos Estados Unidos, o relatório ADP Employment reportou que o número de empregos no setor privado norte-americano durante o mês de setembro ficou em patamar bem abaixo do esperado. Analistas esperavam aumento de 18 mil novas vagas, porém houve redução de 39 mil postos de trabalho.
Ainda por lá, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, delineou as linhas gerais do que será discutido no encontro que reunirá FMI, Banco Mundial e autoridades financeiras em Washington neste final de semana. Geithner se focou nos desafios econômicos à frente, destacando a questão de como fortalecer o ritmo da retomada, e fazê-lo de modo a criar bases para uma recuperação global equilibrada.
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Além disso, o secretário voltou a criticar a política cambial chinesa. “Acreditamos que é muito importante que as grandes economias emergentes sejam mais flexíveis e voltadas ao mercado em termos de câmbio, o que é particularmente importante para os países cujas moedas estão significativamente desvalorizadas”, afirmou Geithner, em uma clara alusão à China, com quem os EUA estão travando uma disputa em torno do yuan.
Já o noticiário europeu ficou dividido. Mantendo as perspectivas desfavoráveis, a agência de classificação de risco Fitch reduziu o rating da Irlanda de “AA-“ para “A+” , alertando ainda para a possibilidade de novos cortes. Em contrapartida, foi divulgado o PIB da Zona do Euro, que registrou expansão de 1,0% no segundo trimestre de 2010, conforme o esperado.
Dólar
Após ensaiar um movimento negativo no começo da tarde, o dólar comercial intensificou sua trajetória de valorização, terminando esta quarta-feira cotado na venda a R$ 1,682 – alta de 0,42%. Além da apreensão instaurada nos mercados, pesaram no rumo da cotação da moeda norte-americana as novas medidas anunciadas pelo governo para tentar conter a apreciação do real.
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Durante a manhã, a resolução do CMN, publicada no Diário Oficial da União, abriu espaço para a ampliação da intervenção governamental no mercado de câmbio. “As operações de câmbio (…) podem ser contratadas para liquidação no prazo máximo de 1.500 dias”, referindo-se também às compras do Tesouro para o pagamento da dívida, cujo limite anterior era de 750 dias.
Aliado a isso, o Ministério da Fazenda esclareceu alguns pontos referentes à nova taxação do IOF. O capital estrangeiro que ingressar no País via aplicações em debêntures, fundos multimercados ou mesmo fundos de ações serão tributados à alíquota de 4%.
Esta quarta-feira contou com mais uma rodada dupla de intervenções do Banco Central no câmbio. O primeiro leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista ocorreu por volta das 12h30, tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,6752. Já a segunda intervenção teve início às 15h52 e terminou às 15h57, com taxa de R$ 1,6825.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,44%, alta de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,29% em 139,00% do valor de face.
O risco-País não registrou variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 200 pontos-base.
Quinta-feira é de incertezas no mercado
A manhã desta quinta-feira (6) é de incertezas nos principais índices de Wall Street e de leve avanço nas praças europeias. Naqueles, pesam as expectativas pela agenda de indicadores norte-americanos, enquanto nestas, política monetária e indicadores positivos ganham o foco.
Após a reunião encerrada nesta manhã, o BoE (Bank of England) manteve pelo 19º mês consecutivo a taxa básica de juros a 0,5% ao ano. Além disso, a autoridade monetária britânica também optou por não expandir os £ 200 bilhões que fazem parte do programa de flexibilização quantitativa.
A manutenção também marcou o encontro da principal autoridade do Velho Continente. Finalizada a pouco, o encontro do colegiado do BCE (Banco Central Europeu) revelou que o juro básico na Zona do Euro será mantido em 1% ao ano.
Indicadores europeus
Da política monetária aos indicadores, referências positivas: no Reino Unido, o gabinete nacional de estatísticas anunciou que a produção da indústria manufaturada subiu 0,3% na passagem de julho para agosto, acima das estimativas de 0,2%. No ano, a produção atinge uma alta de 6%, a maior desde 1994.
Nesse mesmo sentido, na maior economia da Europa, a Alemanha, a produção industrial aumentou em agosto mais de três vezes acima da previsão de economistas, impulsionada pela demanda por bens de capital. O Ministério da Economia alemão anunciou a elevação de 1,7% na base de comparação mensal, enquanto os economistas esperavam uma alta em torno de 0,5%.
EUA
Passando à agenda norte-americana, o Banco Central norte-americano apresentará pela tarde o Consumer Credit, responsável por medir o crédito total disponível aos consumidores do país durante o último mês. Mais cedo sai o relatório semanal Initial Claims, contabilizando o número de pedidos de seguro desemprego feitos no país.
Petrobras
Por aqui, a cena corporativa inicia o dia com poucas novidades. Dentre elas, destaque à Petrobras: a estatal não deve atingir sua meta de produção de petróleo para este ano, estimada em 2,1 milhões de barris por dia. A declaração foi dada pelo gerente executivo de Produção Sul-Sudeste, José Antônio Figueiredo, em coletiva para apresentação da plataforma P-57.
Segundo o executivo, a produção deve ficar entre 2% e 3% abaixo desse número, ainda dentro das estimativas da estatal. Figueiredo disse também que não houve um evento específico que causasse o não cumprimento do objetivo – somente metas ousadas e pequenos atrasos em diversos locais. “A gente poderia até falar pra vocês uma meta menor e sempre ultrapassar, mas a gente bota uma meta maior para ter um desafio”, afirmou.
Em contrapartida, ainda na véspera, a Petrobras confirmou a presença de óleo leve nos reservatórios do pré-sal, através da perfuração do poço informalmente conhecido como Iracema Norte, localizado na área de Tupi. A informação reforça a estimativa de um potencial de 5 a 8 bilhões de barris de óleo leve e gás natural recuperáveis na Bacia de Santos.
O novo poço está localizado a cerca de 240 km da costa do Rio de Janeiro e a 6 km do poço Iracema. Amostragens por meio de cabos confirmaram que o petróleo do local possui as mesmas características do poço Iracema.
Hypermacas
A Hypermarcas anunciou que emitirá duas séries de debêntures, com expectativa de captar R$ 1,1 bilhão a ser empregado para a expansão da empresa e o reforço do caixa, segundo comunicado ao mercado divulgado na noite da última quarta-feira.
Serão duas séries, sendo 548.725 debêntures na primeira, com vencimento de cinco anos e juros de 3% ao ano, exigíveis anualmente a partir de outubro de 2011, e montante igual na segunda, cujo prazo será de oito anos, os quais terão juros remuneratórios prefixados em 11,3% ao ano, exigíveis a cada seis meses, sendo o valor nominal amortizado em 12 prestações semestrais, com o vencimento da primeira em abril de 2013. Ambas terão o valor unitário de R$ 1.002,32.
Além disso, a companhia também anunciou ter celebrado um contrato entre os acionistas controladores e o BNDESPar de promessa de subscrição de debêntures e outras avenças, no qual a primeira parte se compromete a ceder ao último a totalidade dos seus direitos de preferência, o que equivale a 274.454 debêntures em cada série, os quais exercerão seus direitos, além de requerer, subscrever e integralizar as eventuais sobras do processo a que tenha direito.
Positivo
A Positivo Informática também retém atenções nesta manhã após vencer licitação de preços para a entrega de até 600 mil laptops educacionais para o Governo Federal, em um negócio que pode render até R$ 213 milhões à companhia.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, ligado ao Ministério da Educação, acertou a compra para a segunda fase do programa Um Computador por Aluno. O objetivo é entregar as máquinas no próximo ano letivo.