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Com instabilidade nos mercados, em meio ao vencimento de importantes contratos futuros nos Estados Unidos, o Ibovespa se descolou de Wall Street e encerrou o pregão em baixa de 0,16%, a 64.437 pontos. O volume financeiro da sessão foi de R$ 6,55 bilhões. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou alta de 1,31%.
Os investidores acompanharam de perto o noticiário envolvendo a Petrobras. Na quinta-feira (17), o consultor de negócios da estatal, Carlos Henrique Dumortout Castro, revelou que a companhia detém planos para acelerar a produção de petróleo e gás na bacia de Campos.
Além disso, o jornal português Diário Econômico, revelou que a companhia brasileira e o banco estatal do país Caixa Geral de Depósitos estariam interessados em comprar, em conjunto, a fatia de 33,34% que a italiana Eni possui na companhia portuguesa Galp Energia.
Vale lembrar que, nessa sessão, o conselho de administração da estatal está reunido para definir o plano de investimentos da companhia até 2014. Os papéis da Petrobras recuaram na sessão.
Bolsa em queda
Na ponta negativa do mercado, Telesp, MRV e CSN são os principais destaques. No setor, Vale, Usiminas e Gerdau também fecharam o dia em baixa – movimento oposto ao da MMX, que encerrou a sessão em alta.
Fora do Ibovespa, a Fras-Le registrou aumento de 29,7% em sua receita líquida consolidada em maio, chegando a R$ 46,7 milhões, números que impulsionam as ações neste início de tarde, com alta de 4,00%.
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Agenda e Europa
Em reunião com o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, reiterou a determinação de seu governo em adotar medidas que demonstrem que a Espanha pode superar a crise. Strauss-Kahn afirmou ter “enorme confiança” no país e elogiou as medidas de austeridade adotadas por países europeus e também a decisão de publicar as provas de solvência dos bancos, anunciada na véspera.
Além disso, rumores do mercado, negados pelo governo do país, sugerem que uma linha de crédito especial para a Espanha seria estudada por FMI, União Europeia e possivelmente o Tesouro norte-americano.
Por aqui, a agenda também é escassa, trazendo apenas o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que no segundo decêndio de junho apontou inflação de 1,06%, após ter registrado variação positiva de 0,95% no mesmo período de maio.
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Destaques desta segunda-feira
Em dia de agenda escassa nos EUA e na Europa, é a China quem traz boas notícias aos investidores e sustenta, ao menos por ora, uma segunda-feira (21) de trajetórias positivas às principais bolsas no mundo.
Neste final de semana, o PBoC (Banco Popular da China) anunciou a retomada do processo de flexibilização monetária chinesa, já implementado entre 2005 e 2008. A decisão anima os negócios: na Europa, os índices FTSE 100, CAC e DAX operam com altas superiores a 1%, enquanto que os mercados futuros em Wall Street também sobem.
Petrobras
Por aqui, a Petrobras (PETR4, PETR3) mais uma vez ocupa o lugar de destaque do noticiário. A petrolífera anunciará amanhã seu novo plano de investimentos para o período 2010-2014, que deve ser superior aos US$ 220 bilhões anunciados como teto no início do ano.
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Outra notícia que envolve a petrolífera é a parceria com o grupo sucroalcooleiro paulista São Martinho (SMTO3). Segundo rumores que correm na mídia, as duas empresas teriam firmado acordo para conclusão da usina Boa Vista, já em operação em Quirinópolis, Goiás, e para a construção de um projeto novo na cidade vizinha de Bom Jesus de Goiás.
Vale
Outra gigante brasileira também merece destaque nessa manhã. Reagindo à decisão das autoridades chinesas de encerrar seu sistema cambial fixo, papéis de produtoras de commodities operam em forte alta nesta manhã pelo mundo, e os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale (VALE5, VALE3) não são exceção.
Na sexta-feira passada, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, demonstrou otimismo quanto à demanda de minério de ferro, apostando que ela se mantenha robusta por, pelo menos, os próximos três anos, com a China liderando tal tendência.
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Eletrobras
Também na noite da sexta-feira passada, a Eletrobras (ELET3) apresentou suas contas completas relativas ao primeiro trimestre desse ano – segundo a companhia, as suas subsidiárias não haviam sido incluídas no primeiro relatório por “terem sofrido problemas operacionais no fechamento de seus balanços”.
Entre janeiro e março deste ano, a empresa somou um lucro líquido consolidado de R$ 738,3 milhões, representando um avanço de 629% em relação ao número divulgado em igual período de 2009.