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Após mais uma sessão marcada pela instabilidade, o Ibovespa encerrou a sexta-feira (15) em alta de 0,19%, atingindo 71.830 pontos, sua maior pontuação desde 2 de junho de 2008. O volume financeiro do dia ficou em R$ 6,40 bilhões.
O pregão contou com uma movimentada agenda econômica nos Estados Unidos e por discursos relevantes na cena interna e internacional. A alta do índice da bolsa paulista se deu a despeito da desvalorização da Petrobras e ajudada pela alta vista pela Vale.
Puxando os ganhos do índice nesta sexta, as ações da Eletrobras deram sequência neste pregão à tendência de alta vista ao longo dos últimos dias, com alta de mais de 12% na semana.
Por sua vez, a TAM cedeu à realização após os ganhos da véspera e aparece entre os destaques de queda do dia, atrás apenas da JBS.
Agenda
Por aqui, a inadimplência do consumidor no mês de setembro registrou alta de 15,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, representando o maior resultado desde março de 2009.
Sem outras referências econômicas na agenda, o mercado também se atentou para a fala do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizando que o governo intervirá mais uma vez no mercado de câmbio para conter o ritmo de valorização do real.
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Referências externas
O dia também foi de discursos no front internacional, com destaque para a fala do presidente do Federal Reserve. O chefe da autoridade monetária norte-americana sinalizou que o Fed poderá tomar em breve novas medidas de estimulo à economia dos EUA, ressaltando a boa resposta à primeira rodada de compra de ativos nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Entre os indicadores econômicos revelados nos EUA nesta sexta-feira, chamou atenção o orçamento do governo norte-americano, que registrou déficit de US$ 34,493 bilhões em setembro. No ano fiscal terminado em setembro, o déficit acumulado foi de US$ 1,294 trilhão – segundo maior déficit orçamentário da história dos Estados Unidos, considerando-se o período pós 2ª Guerra Mundial, atrás apenas de 2009.
Outros dados da agenda econômica norte-americana surpreenderam. O volume das vendas ao mercado varejista dos EUA subiu 0,6% durante o mês de setembro, enquanto os analistas projetavam uma alta de 0,4% no período.
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Já o indicador da atividade industrial na região de Nova York avançou em outubro ao registrar 15,73 pontos positivos. O NY Empire State Index apontou forte alta sobre o valor apurado anteriormente (4,10 pontos), ficando acima das expectativas, que estavam em 5,75 pontos.
O CPI, índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou variação positiva de 0,1% em setembro, ficando abaixo da variação de 0,2% esperada pelo mercado. Já o Core CPI, que exclui os itens mais voláteis, como energia e alimentação, não apresentou qualquer variação durante o último mês, ficando abaixo das projeções de mercado, de +0,1%.
Por sua vez, os estoques das empresas norte-americanas registraram expansão de 0,6% no mês de agosto. O resultado ficou acima das projeções dos analistas de mercado, de 0,5%, e abaixo resultado de julho, o qual listou uma variação positiva de 1,1%, de acordo com os dados revisados.
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Por outro lado, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan ficou abaixo do esperado em outubro. Os números prévios do Michigan Sentiment apontaram 67,9 pontos, enquanto as projeções indicavam 68,5 pontos. Em setembro, o indicador havia atingido 68,2 pontos.
Dólar
Em meio a rumores de que o governo adote novas medidas para conter a desvalorização da moeda norte-americana, o dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira em leve alta de 0,06%, cotado a R$ 1,664 na venda.
O Banco Central mais uma vez interveio no câmbio, através dos usuais leilões de compra no mercado à vista. O primeiro leilão ocorreu entre 12h40 e 12h45 e teve taxa de corte de R$ 1,6585, enquanto o segundo teve início às 15h46 e terminou às 15h51, com taxa aceita em R$ 1,6625.
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Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,22%, baixa de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,39% em 140,40% do valor de face.
O risco-País registrou variação negativa de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 168 pontos-base.
Bolsas em baixa nesta segunda-feira
À frente da divulgação de resultados corporativos trimestrais de peso, o clima nos mercados na manhã desta segunda-feira (18) é de forte cautela. Com isso, os índices futuros em Wall Street e as bolsas europeias ajustam-se aos ganhos da semana passada e operam no campo negativo.
Ainda nesta manhã, antes da abertura das bolsas norte-americanas, o Citigroup deverá anunciar ao mercado seu desempenho do terceiro trimestre deste ano. A espera gera grande expectativa entre os investidores, que mais à noite, terão também os números da Apple e IBM para avaliar após o fechamento do pregão.
Agenda norte-americana
Outro foco que inspira cautela nesta manhã é a agenda norte-americana de indicadores. Às 11h15 de Brasília será divulgado o Industrial Production referente a setembro, que deve ter registrado, segundo projeções dos analistas, alta de 0,2% na produção industrial dos EUA – mesmo número apontado em agosto.
No mesmo horário, saem também novos números acerca do mercado imobiliário do país, calculados pela NAHB (National Association of Home Builders, ou Associação Nacional das Construtoras de Imóveis, em tradução livre).
Resultados também afetam Europa
Na Europa, o clima era positivo nas praças financeiras, sobretudo em função de rumores de que o BoE (Bank of England) irá expandir seu programa de estímulo à economia britânica em US$ 160 bilhões. No entanto, as bolsas operam instáveis, tendendo a leves quedas, cedendo às tensões geradas também pelo front corporativo.
As ações da Phillips caem quase 5% nesta segunda-feira, embora a companhia tenha revelado um lucro líquido de US$ 728 milhões no terceiro trimestre deste ano, bem acima das projeções do mercado. A reação negativa deve-se, principalmente, às declarações da empresa de que está “cautelosa” quanto ao seu desempenho nos três últimos meses do ano.
Dólar sobe, commodities caem
Por fim, vale a pena atentar também para o câmbio. Depois de tanta especulação acerca de uma nova rodada de flexibilização monetária por parte do Federal Reserve, o dólar também sofre movimento de ajuste nesta segunda-feira e engata trajetória de alta frente às principais divisas do globo. Com isso, commodities perdem sua atratividade como investimento alternativo e operam em queda.
É o caso do preço do barril de petróleo em Nova York, cuja desvalorização é de 0,3%. Metais como o cobre, o ouro e a prata também mostram declínios em suas cotações, negociadas em Londres.
Não à toa, papéis de empresas petrolíferas e mineradoras estão entre os destaques negativos, tanto nas bolsas europeias quanto no pré-market em Wall Street. As ações da BHP Billiton e da Rio Tinto caem 1,8% e 2,5%, respectivamente, ao passo que a Xstrata e a Antofagasta assistem seus ativos trilharem desvalorizações de 2,9% e 2,6%, respectivamente. Nos EUA, os papéis da Exxon Mobil e da ConocoPhillips caem 0,5% e 0,9%.