Resumo Diferencial

Resumo Diferencial

Publicidade

Depois da abertura em campo positivo, o Ibovespa inverteu a tendência no início da tarde e fechou a sexta-feira (22) em baixa de 0,18%, aos 69.529 pontos. O volume financeiro chegou a R$ 6,21 bilhões. Na semana, o índice registrou baixa de 3,20%.

A fraca agenda econômica nesta sexta e o menor número de resultados corporativos do que o visto nos últimos dias – destaque aos números de Verizon e Ericsson -, deram espaço neste pregão à expectativa quanto a reunião de ministros do G-20, iniciada nesta data na cidade de Gyeongju, na Coreia do Sul.

Destaques da bolsa
As ações da Brasil Ecodiesel, que operaram a maior parte do pregão no campo negativo, dispararam minutos antes do fechamento em resposta a notícia do Portal Exame que afirma que a empresa anunciará sua fusão com a Maeda Agroindustrial. De acordo com a matéria da Exame, será criada uma nova empresa por meio de troca de ações e a divisão do capital será de 70% para a Brasil Ecodiesel e 30% para a Maeda. O valor por ação da Brasil Ecodiesel teria sido definido em R$ 1,80 no processo – 44% acima do fechamento nesta sexta-feira (R$ 1,25). A InfoMoney não conseguiu fazer contato com o departamento de Relações com Investidores e com a assessoria de imprensa da empresa.

Destaque também para as siderúrgicas. As ações de CSN e Usiminas aparecem entre as maiores altas do índice após notícia de que o governo estabelecerá preços mínimos para diversos tipos de aço plano e longo importados, e cobrará impostos sobre esse preço mínimo. Para Cristiane Viana, analista da Ágora, o fato alivia preocupação com as importações, o que havia pressionado os papéis ao longo da semana. A Gerdau também fechou em alta.

Enquanto isso, as ações da ALL encerraram o dia como principal destaque de queda do Ibovespa. A companhia passou a integrar o rol de empresas com nível máximo de governança corporativa listadas na bolsa de São Paulo.

Petrobras
Também em alta, a Petrobras novamente voltou a ser destaque na mídia após o presidente da petrolífera, José Sergio Gabrielli, afirmar que a relação entre dívida líquida e capital próprio deve subir a 30% depois do endividamento previsto para os próximos sete anos, de US$ 76 bilhões. As performances positivas das ações da estatal foram influenciadas ainda pelo fato de o banco de investimentos suíço UBS ter elevado sua recomendação para as ações da estatal de “venda” para “neutra”. Além disso, a companhia anunciou a conclusão da perfuração do poço 3-BRSA-854-RJS e confirmou o potencial da área de Tupi, estimado entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente.

Continua depois da publicidade

Agenda
Por aqui, o destaque do dia ficou com o indicador Serasa Experian, que apontou um avanço de 0,3% da economia brasileira na passagem de julho para agosto. O crescimento foi de 6,7% em comparação com agosto de 2009 e a indústria despontou como determinante deste resultado positivo, apresentando o melhor desempenho neste mês.

Dólar
Depois de iniciar a sessão em baixa, o dólar comercial inverteu o sinal pela tarde e encerrou esta sexta-feira em leve alta de 0,41%, próximo de R$ 1,71, repercutindo o início da reunião do G-20 e novas intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.

Como de costume, o Banco Central realizou novas investidas. O primeiro leilão de compra de dólares ocorreu entre 12h21 e 12h26, com taxa de corte em R$ 1,6956. O segundo, por volta de 15h40, foi acompanhado de taxa de corte em R$ 1,7054.

Continua depois da publicidade

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2013, fechou com taxa de 11,85%, alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,28% em 139,45% do valor de face.

O risco-País registrou variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 182 pontos.

Continua depois da publicidade

Bolsas em alta nesta segunda-feira
A última semana de outubro começa com uma percepção mais otimista da economia global, enquanto o mercado aguarda novas medidas de flexibilização nos Estados Unidos e a reunião dos ministros do G-20 terminou com recomendações de menores intervenções no câmbio.

A reação às notícias do final de semana traz alta aos ativos de risco. Nos Estados Unidos, os contratos futuros do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones, negociados na CME (Chicago Mercantile Exchange), sobem 0,64%, 0,53% e 0,53%, respectivamente. Na Europa, os principais índices acionários abriram a manhã em alta, com destaque para o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, que avança 0,74%.

No mercado de commodities, o movimento nesta manhã também é positivo. Metais industriais, como cobre, zinco e alumínio, são negociados com valorização; no mesmo sentido, o petróleo avança mais de 1% em Nova York.

Continua depois da publicidade

Ao mesmo tempo, o dólar sofre mais uma manhã de queda frente às principais moedas internacionais. As recomendações da reunião do G-20 acabaram por reduzir as especulações de compra da moeda norte-americana por governos ao redor do globo para que suas divisas não se valorizem.

G-20
Reunidos na Coreia do Sul, os ministros de Finanças dos países participantes do G-20 afirmaram, em comunicado, que buscarão evitar o enfraquecimento das moedas para impulsionar as exportações, comprometendo-se em evitar uma “desvalorização competitiva”.

Entretanto, temas como os impactos do alívio quantitativo nos EUA e o câmbio na China foram deixados para a reunião de cúpula do grupo, que acontece nos dias 11 e 12 de novembro. Cabe ressaltar que os economistas mostram-se divididos em relação ao verdadeiro efeito que uma nova rodada de flexibilização norte-americana teria. Em relação à divisa chinesa, depois de apertar a pressão, o governo dos Estados Unidos reduziu a dureza do discurso acerca das ações do governo sobre o câmbio.

Agenda econômica
A escassa agenda de indicadores norte-americanos reforça o impacto das notícias do final de semana nesta sessão e mantém a atenção dos investidores na possibilidade de uma segunda rodada de flexibilização quantitativa por parte do Federal Reserve.

Dentre os indicadores programados para esta segunda-feira, o que fica em foco durante a manhã é o Existing Home Sales, que contabiliza o número de vendas de casas usadas nos Estados Unidos. Vale lembrar que os indicadores devem ser observados com cautela nesta semana, especialmente devido à divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do país referente ao terceiro trimestre, marcada para a sexta-feira (29).

Do outro lado do Atlântico, a Eurostat – agência oficial de estatísticas da Comissão Europeia – divulgou o volume de encomendas à indústria da Zona do Euro. O indicador mostrou alta de 5,3% na passagem entre julho e agosto deste ano, trazendo sinais positivos sobre a recuperação econômica da região.

Cenário corporativo
Dentre as empresas que se destacam no noticiário desta segunda-feira, os bancos norte-americanos merecem atenção. O Citigroup vê seus papéis avançarem quase 2% na bolsa de Frankfurt após o Goldman Sachs incluir os papéis da instituição na sua lista de “convicção de compra”, esperando que as ações subam 34% em 12 meses.

Já o Bank of America reconheceu erros nos arquivos de execuções hipotecárias, segundo o Wall Street Journal. O banco teria encontrado de 10 a 25 erros nas primeiras centenas de casos revisados, de um total de 102 mil. As ações da instituição sobem 1% no pré-market de Wall Street.

Por fim, a British Petroleum também entra em foco, após anunciar a venda de quatro poços no Golfo do México para a japonesa Marubeni por US$ 650 milhões. A operação faz parte do comprometimento da petrolífera de vender até US$ 30 bilhões em ativos periféricos para pagar a limpeza do maior vazamento de petróleo já ocorrido nos Estados Unidos.

Brasil
Por aqui, o dia também é agitado. Além dos rumores de venda da Brasil Ecodiesel, cujas ações devem ficar em foco nesta sessão após fecharem com alta de mais de 15% na sexta-feira, a Petrobras também entra em destaque. A empresa assinou um contrato com a Açúcar Guarani, subsidiária da Tereos, para fornecimento de 2,2 bilhões de litros de etanol por quatro anos. O contrato é estimado em R$ 2,1 bilhões.

Na agenda, em meio à crescente preocupação com as contas nacionais, o Banco Central divulgará a Nota do Setor Externo, com as informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais do Brasil. Enquanto o documento não é divulgado, o mercado avalia a edição semanal do Relatório Focus, que mostrou nova elevação nas expectativas para a inflação. No final da manhã, os investidores recebem ainda a balança comercial semanal.

Por fim, os rumores de que os investidores estrangeiros poderão voltar a pagar Imposto de Renda também podem influenciar o andamento do pregão no Brasil. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, que não citou fontes.

Tópicos relacionados