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Apesar do clima positivo nos principais mercados externos, o Ibovespa encerrou a sessão da última quinta-feira (2) em baixa, reduzindo as perdas no fim do pregão. Além de uma pressão pela realização dos lucros da véspera – quando o Ibovespa renovou sua maior alta percentual desde 27 de maio – , o mercado foi também influenciado pela repercussão da manutanção da Selic e pelas novidades em torno da cessão onerosa e capitalização da Petrobras.
O principal índice da bolsa paulista caiu 0,39%, para 66.808 pontos, com volume financeiro de R$ 5,12 bilhões.
Entre os destaques negativos do índice no dia, surgem os papéis da Cemig. O andamento da campanha eleitoral no estado de Minas Gerais segue como um driver para as cotações das ações. O mercado pondera a possibilidade de a companhia ser privatizada após a troca de governo na região.
Na ponta positiva do índice, tiveram destaque os papéis de empresas ligadas às commodities. Com suas ações preferenciais em alta, a Petrobras voltou a ser notícia graças ao seu processo de capitalização. Na noite de quarta-feira, o preço do barril de petróleo da cessão onerosa para a estatal foi definido em US$ 8,51 (ou R$ 14,96), pondo um fim às especulações que rodeavam a questão.
Também compôs a ponta positiva do índice a ação da Fibria. O Credit Suisse elevou sua recomendação à ação de neutra para outperform.
Agenda
Por aqui, na véspera, o Copom optou por manter a meta para a Selic em 10,75% ao ano, interrompendo assim o ciclo de aperto monetário iniciado em abril.
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Lá fora, o clima positivo dos mercados estrangeiros foi sustentado principalmente após a divulgação do número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana e do volume de vendas pendentes de casas no país entre junho e julho, ambos com desempenhos melhores que o esperado pelos analistas, ofuscando assim outros indicadores que não foram tão bem, como o volume de encomendas à indústria norte-americana e o índice que mede a produtividade no mercado de trabalho local.
Destaques desta sexta-feira
As bolsas operam em leve alta na manhã desta sexta-feira (3), com investidores avaliando o Relatório de Emprego dos EUA, referente ao mês de agosto, que trouxe menos cortes de postos de trabalho que o esperado.
A economia norte-americana registrou a perda de 54 mil postos de trabalho em agosto, enquanto projeções davam conta de que o indicador aponte perda de 120 mil postos de trabalho. Já a taxa de desemprego registrou leve crescimento de 9,5% para 9,6%. Também o bom volume de vendas reportado pelo varejo da Zona do Euro em julho anima os investidores.
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Petrobras revela oferta
Por aqui, definido o preço do barril do petróleo de sua cessão onerosa, a Petrobras (PETR4, PETR3) segue sob os holofotes do noticiário. A empresa anunciou há pouco os detalhes de sua oferta de ações, cujo pedido já foi protocolado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
A oferta será de R$ 111 bilhões, a preços de mercado da última quinta-feira, podendo atingir até R$ 128 bilhões, caso a demanda pelos papéis seja grande e lotes adicionais sejam exercidos. Dessa forma, o aumento da capitalização da estatal será de 42% a 49%. No total, inicialmente, serão emitidas 2,174 bilhões de ações ordinárias e 1,585 bilhão de preferenciais. Além do exercício dos lotes, o volume captado também depende do preço a ser fixado no processo de bookbuilding.
Gabrielli defende taxa de retorno
Outro ponto de destaque em torno da Petrobras nesta sexta-feira são as repercussões do preço do barril de petróleo da cessão onerosa. Segundo José Sergio Gabrielli, presidente da companhia, a taxa de retorno de 8,83% definida é justa, já que aquisição do direito de produção de 4,99 bilhões de boe (barris equivalentes de óleo) não incorre em riscos exploratórios ou mesmo de volume.
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As afirmações de Gabrielli respondem a críticas do mercado – analistas teriam considerado que a taxa de retorno estabelecida seria muito baixa.
Desempenho da Brasil Ecodiesel em leilão
Do petróleo aos biocombustíveis, a Brasil Ecodiesel (ECOD3) vendeu 22,8 mil metros cúbicos de biodiesel em leilão realizado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocumbustíveis), segundo nota enviada pela própria empresa na noite passada.
O preço médio obtido foi de R$ 1.716,92 por metro cúbico, o que implica deságio de 25,99% sobre o preço máximo estabelecido pela agência reguladora. Ademais, a participação atingida pela companhia no volume total comercializado foi de 3,7%.
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Minerva anuncia troca de títulos
Por fim, o Minerva (BEEF3), anunciou o lançamento de uma operação de troca de títulos, “de forma a substituir todas e quaisquer Notes emitidas pela subsidiária Minerva Overseas Ltd., com vencimento em 2017, que ainda estejam em circulação”, informou a empresa.
Tais notas serão trocadas por novas Notes com vencimento em 2019. A estimativa do Minerva é de que o montante total da operação de troca possa atingir até US$ 175 milhões. “Esta operação de troca de títulos permitira ao Minerva ter um perfil ainda mais favorável de vencimentos de dívida, bem como possuir um titulo de dívida internacional potencialmente mais líquido no mercado secundário”, justificou.