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Contrariando o ânimo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa fechou a quarta-feira (8) em queda, puxado pela desvalorização das ações da Petrobras e da Vale. O principal índice da bolsa paulista recuou 0,51%, para 66.407 pontos. O volume financeiro registrado no dia chegou a R$ 5,69 bilhões.
Lá fora, o noticiário norte-americano e europeu, bem como o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mexeu positivamente com as perspectivas dos investidores. Mas, por aqui, o otimismo externo não foi suficiente para ofuscar as perdas de papéis de peso no índice paulista, principalmente em meio ao notíciário envolvendo as companhias de commodities. Tendo operado todo o intraday em queda, o Ibovespa atingiu a miníma de 66.101 pontos na sessão.
Destaque negativo
Após consecutivos pregões sendo um dos destaques positivos do Ibovespa, as ações da Petrobras figuraram entre as principais perdas do índice neste pregão. Além da realização de lucros das últimas sessões, os papéis repercutiram ainda o pedido de paralisação das atividades na plataforma P-35, feito pelo sindicato dos petroleiros. Diante disso, os ativos ON e PN da estatal recuaram mais de 4% no dia.
Em nota, a petrolífera desmentiu os rumores de interdição na plataforma, alegando que as operações já haviam sido paralisadas para uma manutenção programada. A companhia também ganhou destaque no noticiário por conta das informações publicadas no site da ANP, mostrando que foram encontrados indícios de petróleo no campo Baleia Franca, na Bacia de Campos. A descoberta foi feita no poço 7BFR6ESS, em lâmina d’água de 1.401 metros, operado pela Petrobras.
As companhias de energia também se destacaram na ponta negativa do índice na sessão.
Em sentido contrário, as ações de exportadoras como Fibria e Embraer fecharam no campo positivo, repercutindo a notícia de que o governo anunciou um pacote de estímulos para impulsionar as vendas do País ao exterior. Conforme publicado no Diário Oficial da União, a Medida Provisória 501 visa repassar aos estados e ao distrito federal o montante de R$ 1,95 bilhão. A OGX também ficou entre os maiores ganhos do dia, após amargar fortes baixas na última semana.
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Destaques desta quinta-feira
Mantendo o sentimento da véspera, a manhã desta quinta-feira é marcada por clima positivo nos mercados globais, face ao aparente recuo dos temores quanto à frágil posição fiscal europeia e aos números da agenda norte-americana. Neste sentido, tanto as bolsas europeias e os mercados futuros em Wall Street operam em alta.
Por ora, a política monetária volta a ocupar um dos principais destaques nesta sessão, após o BoE (Bank of England) decidir pela manutenção do juro básico em 0,5% ao ano no Reino Unido, além de continuar com o programa de aquisição de ativos em £ 200 bilhões, em linha com as expectativas.
Ainda na Europa, a luta da Grécia para recuperar a credibilidade, em meio aos temores de default, também animam os investidores. O ministro de Finanças, George Papaconstantinou, disse nesta manhã que os títulos do governo grego não são mais “algo a temer”. Segundo ele, o país está no caminho certo para alcançar as metas orçamentárias neste ano.
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Dentre os destaques da sessão está o Initial Claims, com o número de pedidos de seguro-desemprego registrados nos Estados Unidos na última semana,que registrou um total de 451 mil novos pedidos no período, melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 470 mil.
BM&F Bovespa
Por ora, o noticiário nesta manhã é bastante tranqüilo, com destaque à divulgação dos números da BM&F Bovespa (BVMF3) auferidos ao longo do mês de agosto. De acordo com a companhia, no último mês o número de operações e volume com empréstimos de ações alcançaram números recordes. Além disso, o segmento Bovespa movimentou R$ 123,9 bilhões no período, ante R$ 113 bilhões registrados em julho. A média diária foi de R$ 5,63 bilhões, contra R$ 5,38 bilhões do mês anterior.
A empresa também é manchete após ter informado que a gestora de recursos BlackRock anunciou deter em carteira 104,8 milhões de suas ações, cerca de 5,13% do total, de acordo com comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
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São Carlos
Por seu turno, a São Carlos (SCAR3) notificou ao mercado nesta manhã que o seu conselho administrativo acordou, “sem ressalvas” e de maneira unânime, a recomendação para a convocação de uma assembleia geral extraordinária, na qual será deliberado o cancelamento das 1,755 milhões de ações ordinárias mantidas em tesouraria.
Vale
A Vale (VALE3, VALE5) precificou a oferta de bônus de sua subsidiária Vale Overseas de US$1 bilhão com cupom anual de 4,625% para os bônus de 10 anos, e US$ 750 milhões com cupom de 6,875% para os bônus com vencimento em 2039.
“Os bônus de 2039 serão consolidados e formarão uma única série com os bônus emitidos pela Vale Overseas com cupom de 6,875% de US$1 bilhão com vencimento em 2039, emitidos em 10 de novembro de 2009”, explicou a mineradora.
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A agência de classificação de risco Fitch atribuiu a nota “BBB+” à proposta de emissão de notas. De acordo com a Fitch, as duas notas são incondicionalmente garantidas pela Vale e os recursos das emissões deverão ser utilizados para finalidades corporativas gerais.
JBS
Um dia após o início da proibição de suas exportações de carne bovina à Rússia, a JBS (JBSS3) emite nota afirmando que “manterá o fornecimento para o mercado russo através de outras plantas habilitadas no Brasil e nos demais países”.
Além disso, o frigorífico alega também que “irá manter o diálogo com as autoridades responsáveis para resolver a questão e retomar as exportações das quantas embargadas”.