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Pressionado pela queda das ações da Petrobras, o Ibovespa encerrou a sessão de sexta-feira (24) em baixa de 0,87%, a 68.196 pontos. O volume financeiro do dia atingiu a expressiva cifra de R$ 11,04 bilhões. A queda no dia só não foi maior porque as ações da Vale, que detêm grande peso no índice, tiveram forte alta e lideraram a ponta compradora.
Como não poderia deixar de ser, o principal vetor do mercado nesta sessão ficou por conta da Petrobras, cujos papéis ordinários caíram 1,98% na sessão, enquanto os ativos preferenciais amargaram queda de 1,87%. Além disso, o dia marcou a estreia dos novos ADSs (American Depositary Shares) representativos de ações ordinárias e preferenciais da estatal na Nyse, mostrando alta frente aos preços fixados no processo de bookbuilding, de US$ 34,49 e US$ 30,59, respectivamente, embora os papéis já negociados tenham reportado queda em relação à última quinta-feira.
Por outro lado, na ponta positiva do índice, ficaram os papéis da Vale. A copanhia anunciou na véspera a criação de um programa de recompra de ações de sua emissão num valor total de até US$ 2 bilhões. Além disso, a empresa anunciou que passará a ser listada em Hong Kong, sob a forma de certificados de depósito, até o fim deste ano, e, que também pagará dividendos adicionais.
Agenda
Na pauta doméstica, destaque para dados inflacionários. Novamente apresentando avanço, o IPC-Fipe apontou inflação de 0,35% na terceira quadrissemana de setembro, taxa 0,14 ponto percentual acima das variações apontadas no mesmo período de agosto e na segunda prévia deste mês, ambas de +0,21%.
Também no noticiário interno, a CNI divulgou a Sondagem Industrial referente ao mês de agosto. O documento revelou que o crescimento da produção industrial “se tornou mais disseminado para a indústria”. O índice de evolução da produção passou de 53,4 para 55,1 pontos.
Nos Estados Unidos, o número de casas novas vendidas em agosto ficou abaixo do esperado pelo mercado. No mês, o New Home Sales marcou vendas anualizadas de 288 mil casas, número inferior às expectativas do mercado (291 mil). Cabe lembrar que em julho o resultado também revelou vendas de 288 mil casas, de acordo com os dados revisados.
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Já o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio melhor que o esperado pelo mercado durante o mês de agosto. O indicador Durable Good Orders exibiu queda de 1,3% no referido mês, número melhor que o previsto por analistas, que previam queda de 1,4%. Os dados de julho foram revisados para uma alta de 0,7%.
Na Europa, as bolsas fecharam em alta impulsionadas pelo indicador de confiança do empresariado alemão, que segundo dados do instituto Ifo, subiu inesperadamente ao seu mais alto nível dos últimos três anos, ao passar de 106,7 pontos em agosto para 106,8 pontos em setembro
Dólar
Ampliando suas perdas no final da sessão, o dólar comercial fechou esta sexta-feira com queda de 0,52%, sendo cotado na venda a R$ 1,711, aproximando-se da menor cotação do ano, alcançada no dia 14 de setembro, quando fechou a R$ 1,708. Com este recuo, a moeda norte-americana fechou a semana com variação negativa de 0,47%.
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Mantendo ativa sua rotina de intervenções, o BaCen voltou a comprar dólares nesta sexta-feira. Após realizar compras por volta das 12h40 (horário de Brasília), a autoridade monetária também interviu entre as 15h46 e as 15h51, aceitando uma taxa de corte de R$ 1,7094.
Ainda dentro do noticiário do mercado cambial, importante destacar que na noite passada o BC anunciou mudanças na metodologia de cálculo da Ptax, que passam a valer em 2011.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2013, fechou com taxa de 11,79%, queda de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,11% em relação ao fechamento anterior, cotado a 137,65% do valor de face.
O Risco-País registrou variação negativa de 10 pontos-base em relação ao fechamento anterior, fechando em 203 pontos-base.
Mercados em alta nesta segunda-feira
Com a agenda vazia neste início de semana, tanto Wall Street como as praças europeias desfrutam de manhã positiva aos negócios, de olho no cenário corporativo e no noticiário asiático.
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As exportações no Japão registraram crescimento anual de 15,8% em agosto, menos que o esperado por analistas e um forte recuo sobre o mês anterior, que marcou alta de 23,5%.
No entanto, se por um lado a balança japonesa traz receios, o mesmo não se pode dizer dos pronunciamentos das autoridades do país realizados durante o final de semana. De acordo com o presidente do BoJ (Bank of Japan), Masaaki Shirakawa, o Japão irá flexibilizar sua política monetária, caso seja necessário, ao mesmo tempo em que segue atento aos impactos da apreciação do iene sobre sua economia.
Por aqui, a segunda-feira (27) aparece com agenda leve, trazendo apenas os habituais relatórios semanais no País. Cabe frisar que não são esperados indicadores relevantes nos EUA.
Petrobras
No cenário corporativo, assim como vem ocorrendo nos últimos pregões, o grande destaque do dia recai sobre a Petrobras. Na última sexta, os ADSs (American Depositary Shares) representativos de ações ordinárias e preferenciais da companhia fizeram sua estreia na bolsa de valor de Nova York, mostrando alta frente aos preços fixados no processo de bookbuilding.
Nesta segunda, será a vez das novas ações da estatal estrearem na BM&F Bovespa. Vale lembrar que as ações foram precificadas em R$ 29,65 para os papéis ordinários e R$ 26,30 para os ativos preferenciais da companhias, valores exatos de fechamento das ações já negociadas da estatal na última sexta.
Embratel
A Embratel aprovou a emissão de debêntures no montante de R$ 3,5 bilhões, de acordo com nota emitida pela companhia ao mercado. A operação será dividida em duas: uma, de R$ 3,150 bilhões, terá vencimento em três anos, ao passo que a outra, de R$ 350 milhões, terá maturação de quatro anos.
BM&F Bovespa
Encerrada a última sessão, a BM&F Bovespa anunciou que o volume financeiro e a negociação de minicontratos no segmento BM&F atingiram novos recordes históricos.
Foram negociados 125.624 mincontratos de Ibovespa futuro durante a sessão, superando a marca anterior, de 124.568 minicontratos, verificada em 21 de maio deste ano.
O volume, por sua vez, atingiu o patamar de R$ 1.744.919.163,00 nesta sexta-feira, ultrapassando os R$ 1.581.865.226,00 registrados em 6 de maio de 2010.
JBS
O fluxo de notícias sobre as desavenças entre o grupo italiano Cremonini e a JBS teve mais um capítulo na última sexta, dia no qual estava marcada a Assembleia Ordinária de Acionistas da joint venture que ambas as empresas possuem na Itália, a Inalca.
A JBS informou por meio de nota que não compareceu ao encontro, reservando o direito de atender apenas à segunda convocação de forma a avaliar melhor os acontecimentos, “preservando a Inalca em face de possível liquidação judicial”.
Dessa forma, a empresa brasileira enviou um representante à assembleia apenas para comunicar a decisão, que foi tomada porque a Cremonini recusou, através de uma carta, um dos três possíveis executivos indicados pela companhia para substituir provisoriamente os conselheiros afastados nas últimas semanas.
Saraiva
A Saraiva também figura entre os destaques corporativos nesta segunda, após ter negociado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação a venda de 21 milhões de exemplares de livros didáticos no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático de 2011, por cerca de R$ 140,4 milhões – cifra maior do que a anunciada pela companhia em agosto.
MMX e LLX
Nesta manhã também se destacam no noticiário as companhias controladas pelo grupo EBX Investimentos, de Eike Batista. De acordo com nota emitida tanto pela LLX Logística como pela MMX Mineração, “a EBX Investimentos retornou ao Sr. Eike Fuhrken Batista” 197.234.162 ações ordinárias de emissão da LLX e 171.981.622 ações ordinárias da MMX, representando respectivamente 28,5% e 36,4% do capital social das companhias.
“A referida transferência foi efetuada em função de reestruturação societária do Grupo EBX, aprovada em Reunião de Sócios da EBX realizada em 15 de setembro de 2010”, informa a nota.