Resumo diferencial

Resumo

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Ajudado pela alta auferida pelos papéis da Petrobras, o Ibovespa fechou o pregão da última quarta-feira (29) estável em 69.228 pontos. O benchmark brasileiro sentiu influência do clima adverso nas bolsas externas, trazido pela cautela dos investidores acerca de possíveis novos rebaixamentos de rating nas economias europeias. O volume financeiro do dia ficou em R$ 9,36 bilhões.

Apesar das referências externas negativas, o índice chegou a oscilar no campo positivo ao longo da tarde, refletindo a divulgação da Nota de Política Fiscal e da recomendação do JP Morgan para elevar os investimentos nos ativos brasileiros, que ofuscaram em partes a inflação acima do esperado revelada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) nesta data.

Destaques da bolsa
Na ponta compradora do índice, além da Petrobras e da OGX, as ações da Redecard refletiram a recepção positiva do mercado à parceria firmada entre a companhia e a CUP (China Union Pay) na véspera, na qual a partir de 2011 a Redecard passará a realizar transações de crédito e débito da bandeira asiática no Brasil. As corretoras Ágora e Ativa destacaram que a operação é positiva para a operadora de cartões.

Outras ações que tiveram performances positivas nesta quarta foram as dos bancos. Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil viram seus papéis se valorizarem mais que 1% no dia.

Por outro lado, as manchetes referentes à JBS seguiram impactando seus ativos, que figuraram entre as principais baixas da sessão. Depois de o Grupo Cremonini informar que a assembleia de acionistas da Inalca JBS terminou sem a aprovação de um novo Conselho de Administração ou da proposta de liquidação judicial, ambas pautas inseridas pela JBS, a empresa brasileira também enviou comunicado à imprensa confirmando as informações.

A JBS informou ainda que pedirá judicialmente uma perícia judicial contábil e operacional da Inalca para verificar os processos internos da companhia realizados desde 2007 em todas as suas plataformas de operação na Itália, Congo, Argélia, Angola e Rússia. Papéis do setor imobiliário também registraram perdas na sessão, corrigindo as altas auferidas nos últimos dias.

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Agenda
No mercado interno, o IGP-M apontou inflação de 1,15% em setembro, após registrar variação de 0,77% em agosto. Esse resultado superou a mediana das expectativas de inflação mostrada no relatório Focus, que apontavam avanço de 1,05%.

Ainda por aqui, o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 5,222 bilhões durante o mês de agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central em sua Nota de Política Fiscal. O número representa uma alta de 112,7% frente a julho, quando houve superávit de R$ 2,454 bilhões. Em agosto de 2009, o resultado fora superavitário em R$ 5,042 bilhões.

Outro dado relevante na cena interna foi a divulgação da taxa de desemprego nas sete principais regiões metropolitanas do País, que diminuiu entre julho e agosto deste ano, de acordo com os dados divulgados pela Fundação Seade e pelo Dieese. O indicador passou de 12,4% para 11,9% da PEA (População Economicamente Ativa) no oitavo mês do ano.

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Novas declarações do governo sobre o mercado de câmbio voltaram a ganhar espaço nesta sessão. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, o Fundo Soberano Brasileiro ainda não iniciou suas compras de dólar, ressaltando que o mercado continuará sem saber detalhes sobre a “política cambial” do Governo.

Referências externas
Lá fora, a agenda econômica do dia foi fraca nos EUA e trouxe apenas a divulgação do relatório semanal de estoques de óleo bruto e derivados. De acordo com os dados, os estoques de petróleo caíram 0,1% no período de 18 a 24 de setembro.

Já na Europa o mercado seguiu preocupado com a possibilidade de novos cortes de ratings de dívidas soberanas de algumas economias, como Espanha e Irlanda. Na agenda, destaque para o indicador da confiança europeia na economia, que cresceu inesperadamente no mês de setembro. Além disso, o Banco Central Europeu anunciou que irá fornecer € 104 bilhões aos bancos europeus, com vencimento em três meses.

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Dólar
Mantendo-se no campo negativo em todo o intraday, o dólar comercial fechou com desvalorização de 0,29%, sendo cotado na venda a R$ 1,705, renovando o menor patamar alcançado desde 9 de novembro de 2009, quando terminou o dia valendo R$ 1,702.

O Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares nesta quarta-feira. O primeiro por volta das 12h10, cuja taxa de corte aceita ficou em R$ 1,7059, e a segunda operação ocorrendo entre as 16h08 e as 16h13, onde o BaCen tomou dólares a R$ 1,704.

O BC informou que o fluxo cambial até o dia 24 de setembro registrou entrada de dólares no País superior à saída em US$ 11,871 bilhões. A autoridade mostrou ainda que, no mesmo período, adquiriu US$ 9,432 bilhões no mercado cambial à vista, o que já é a maior compra mensal desde o início do ciclo de intervenções, em maio de 2009. De lá pra cá, o BC já realizou compras no montante de US$ 55,5 bilhões.

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Destaques desta quarta-feira 
O dia é adverso às bolsas internacionais nesta quinta-feira (30): enquanto em Wall Street a apreensão pela agenda pressiona os principais índices acionários, na Europa o corte do rating espanhol por parte da Moody’s e detalhamento das medidas de socorro ao sistema financeiro irlandês ampliam os temores sobre as dívidas de países da região.

A agência de classificação de risco Moody’s anunciou o corte do rating do país de “Aaa” para “Aa1”, confirmando especulações quanto ao movimento, após avaliar a “considerável deterioração da solidez fiscal espanhola”.

Se Madri impacta nesta manhã, o mesmo pode ser dito de Dublin: o governo irlandês anunciou nesta quinta-feira que o deficit público do país pode chegar a 32% do PIB (produto Interno Bruto) em decorrência do resgate do Anglo Irish Bank. A ajuda ao banco irlandês deverá atingir € 34 bilhões no pior cenário, segundo o banco central irlandês. O governo anunciou também a intenção de adiquirir o controle majoritário das ações do Allied Irish Banks.

Cruzando o Atlântico, a agente no front norte-americano conta com referenciais de peso. O mercado deverá acompanhar com atenção a publicação da segunda e última revisão do PIB dos EUA do segundo trimestre, assim como de seu deflator. Além disso, o dia também trará o Chicago PMI, com a indicação do nível de atividade industrial na região, e o Initial Claims, que semanalmente mede o número de pedidos de seguro desemprego registrados nos EUA. 

Petrobras
A Petrobras (PETR3, PETR4) comunicou na última quarta-feira que o Conselho de Administração da empresa homologou o novo valor para o capital social da companhia, que passou de R$ 85.108.544.378 para R$ 200.160.863.468,80, após o processo de capitalização da empresa.

No mesmo fato relevante, foi homologado o valor unitário das LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) em R$ 4.383,583781 para cada uma das quatro séries, cujos vencimentos serão em 7 de setembro de 2014, 7 de março de 2015, 7 de setembro de 2015 e 7 de setembro de 2016.

Vale
A Vale (VALE3, VALE5) concluiu na véspera a aquisição de 20,27% do capital social da Vale Fertilizantes detida pela The Mosaic Company. Segundo informou a mineradora em nota, o valor da operação foi de US$ 1,03 bilhão por essa parcela na antiga Fosfertil.

A compra se deu através de uma subsidiária integral da Vale chamada de Mineração Naque, que efetuou a opção de aquisição conforme contrato celebrado com a Mosaic em 10 de fevereiro de 2010. “Este contrato era parte do processo de aquisição de 100% do capital da Bunge Participações e Investimentos”, explicou a mineradora.

Agrenco
Com um ano e meio de atraso, a Agrenco divulgou na última quarta seu resultado do primeiro trimestre de 2009, reportando um prejuízo líquido de R$ 639,3 milhões, desempenho que se compara ao lucro de R$ 26,4 milhões reportado no mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e março do ano passado, a companhia registrou R$ 1,976 bilhão em receita líquida de vendas ou serviços, um avanço de 69% em relação ao resultado do primeiro trimestre de 2008.

Contudo, o resultado operacional da empresa veio negativo em R$ 638,6 milhões. Em 2008, a companhia havia reportado um lucro operacional de R$ 21,5 milhões para o primeiro trimestre.

Daycoval
Por seu turno, o banco Daycoval (DAYC4) também merece atenção neste pregão. A companhia anunciou a aprovação do pagamento de juros sobre capital próprio ao valor bruto de R$ 23,909 milhões, cifra correspondente a R$ 0,11096 por ação, “sujeitos a retenção do imposto de renda na fonte a alíquota de 15%”, informa o banco.

Telesp
Por fim, o conselho de administração da Telesp (TLPP4) aprovou a distribuição de dividendos intermediários na cifra de R$ 196,355 milhões, equivalente a R$ 0,36391 por ação ordinária e R$ 0,40030 por ação preferencial. O pagamento terá início até o final do exercício social deste ano, em data a ser fixada pela diretoria da companhia.

Além disso, também foi aprovada a distribuição de juros sobre o capital próprio no valor total líquido de R$ 331,5 milhões, que corresponde a R$ 0,61438 por ação ON e R$ 0,67582 por ação PN.

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