Resumo Diário

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Depois de uma manhã de alta, embalado pelo bom humor nos mercados externos e também pelos ganhos de Petrobras e Vale, o Ibovespa inverteu a tendência no início da tarde e manteve o sinal negativo até o fechamento, encerrando a sexta-feira (21) com perda de 0,62%, aos 69.133 pontos, contando com volume financeiro de R$ 5,53 bilhões neste pregão. O terceiro fechamento negativo do índice levou a variação semanal a -2,55%.

Sem referências na agenda, o noticiário corporativo ganhou destaque no último dia da semana. No front externo, repercutiu nos mercados a notícia de que o subsecretário do Tesouro dos EUA para Assuntos Internacionais, Lael Brainard, disse que a China sugeriu, durante a visita do presidente Hu Jintao a Washington, esta semana, que poderá ampliar os critérios que usa para estabelecer a taxa de câmbio, o que indica a possibilidade de uma valorização do yuan.

Além disso, o dia contou com bons resultados corporativos nos Estados Unidos, com General Electric e Google apresentando fortes balanços trimestrais. O Bank of America, assim como o Goldman Sachs nesta semana, por sua vez, decepcionou.

Destaques do Pregão
A Vale devolveu parte das perdas acumuladas na véspera e viu suas ações PNA avançarem 0,75%, enquanto os papéis ON subiram 0,68%.

Ainda entre as blue chips. a Petrobras divulgou na noite de quinta-feira a precificação dos Global Notes emitidos através de sua subsidiária integral PifCo. Os recursos serão utilizados para o financiamento dos investimentos previstos no Plano de Negócios 2010-2014. Depois de terem subido pela manhã, os papéis da estatal inverteram a tendência ao longo da tarde, contribuindo para a performance negativa do Ibovespa no dia.

Ainda entre as baixas desta sessão, destaque para os papéis da Sabesp. Na última quinta-feira, o Barcalys avaliou como ligeiramente negativa a notícia de que a ARSESP adiou por um ano a regulação referente ao ROA da Sabesp, que anteriormente era prevista para agosto de 2011. Com isso, a implantação de um processo de revisão total das tarifas da empresa será possível apenas em agosto de 2012, quando estiverem completos todos os programas de consultoria e auditoria exigidos pela agência reguladora.

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Fitch
A Fitch Ratings declarou que acredita que o crescimento econômico do Brasil não é apenas cíclico, mas sim baseado em bons fundamentos econômicos e políticas macroeconômicas eficientes, possibilitando maior estabilidade econômica nos próximos anos. Apesar do grande impulso vindo de fatores externos, o mérito para o crescimento se deve às importantes mudanças institucionais alcançadas nas últimas duas décadas.

PIB mensal brasileiro
Dentre as referências internas, o indicador Serasa Experian de Atividade Econômica mostrou um avanço de 0,5% na economia brasileira na passagem de outubro para novembro de 2010, já descontadas as influências sazonais.

Em relação a novembro de 2009, o crescimento econômico brasileiro no mês atingiu 5,2%, de forma que, no acumulado dos 11 meses de 2010, o indicador aponta alta de 7,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

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Dólar
O dólar terminou o pregão da sexta-feira com leve alta de 0,06%, cotado a R$ 1,673 na venda. A sessão, que não viu indicadores econômicos de relevância, foi marcada por novas operações pelo Banco Central. Com o fechamento neste patamar, a moeda encerrou a semana em baixa de 0,71%.

O BC continuou interferindo no câmbio e realizou dois leilões de compras na sessão. A primeira operação foi de 11h07 (horário de Brasília) às 11h12. A taxa de corte ficou aceita em R$ 1,6730. Já a segunda operação teve início às 15h36 e fim às 15h41. A taxa de corte, dessa vez, foi aceita em R$ 1,6720.

O Banco Central continuou com suas operações para frear a valorização do real, e realizou, nesta sexta-feira, o segundo leilão de contratos de swap cambial reverso desde a retomada deste tipo de operação, na última semana. A operação vendeu 20 mil contratos a US$ 989,49 milhões com três dadas de vencimento, as mesmas dos contratos da semana passada.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência e com pouca variação nas taxas. O contrato mais negociado, com vencimento em fevereiro de 2011, fechou com taxa de 11,14%, queda de 0,01 ponto percentual frente ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,30% em relação ao fechamento anterior, a 135,30% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.