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Na véspera do feriado de aniversário da cidade de São Paulo, o Ibovespa atrevessou um dia de poucas referências e fechou a segunda-feira (24) em alta de 0,42%, aos 69.426 pontos. O volume financeiro do dia ficou em R$ 3,99 bilhões.
O índice chegou a operar no campo negativo ao longo da manhã, mas inverteu a tendência no início da tarde, refletindo dados positivos do noticiário corporativo no front externo. A mínima do dia foi de 68.786 pontos, o que configura queda de 0,5% frente ao fechamento de sexta-feira. Cabe ressaltar que, com a performance positiva desta sessão, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três baixas consecutivas.
Na ponta positiva do índice, destaque para os papéis da TIM, que ainda repercutem os dados divulgados pela Anatel na última semana, os quais mostraram novamente a consolidação da tendência de migração da telefonia fixa para a móvel. “A TIM desponta como uma das favoritas do setor, oferece boas perspectivas de crescimento e não tem o risco de absorver a desaceleração da telefonia fixa, sendo a única operadora de telefonia celular que oficialmente não tem uma rede fixa de telefonia local”, comentou a Coinvalores em relatório.
A OGX Petróleo destacou-se na ponta negativa do Ibovespa, com uma queda de 3,46%. De acordo com Osmar Camillo, da Socopa, a empresa operou pressionada pela expectativa por um novo relatório da D&M sobre suas reservas, com boatos de que os dados seriam piores do que o esperado. Mais cedo, a petrolífera divulgou ter descoberto vestígios de hidrocarbonetos no poço OGX-28D, na Bacia de Campos.
Ainda dentro do noticiário corporativo doméstico, mas fora do Índice Bovespa, novamente o Banco PanAmericano esteve nos holofotes. Com a notícia da Folha de S.Paulo de que o Bradesco e o Citibank teriam manifestado o interesse em realizar a compra da instituição, as ações BPNM4 registraram forte ganho de 9,93% neste pregão.
Agenda
No front doméstico, a balança comercial, divulgada nesta segunda-feira pelo MDIC, registrou superávit de US$ 680 milhões na terceira semana de janeiro, após as exportações atingirem US$ 4,272 bilhões no período, ao passo que as importações alcançaram a margem de US$ 3,592 bilhões.
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A inflação também ficou na pauta por aqui. Pela primeira vez depois de 121 semanas sem alterações, foi registrada alta na mediana das projeções compiladas pelo relatório Focus para a variação IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2012. As estimativas passaram de 4,5% para 4,54%, ameaçando o cumprimento da meta do CMN.
Ainda no campo inflacionário, o IPC-S indicou uma nova aceleração na inflação, ao marcar alta de 1,18% na semana encerrada em 22 de janeiro, taxa 0,12 ponto percentual maior do que a vista na medição anterior. Vale ressaltar que esta é a maior variação desde a primeira semana de fevereiro de 2010, quando o índice subiu 1,33%.
Referências Externas
Sem indicadores econômicos relevantes na cena externa, o noticiário corporativo norte-americano seguiu em foco. Por lá, a petrolífera Halliburton divulgou ganhos acima do esperado no quarto trimestre, enquanto o McDonald’s e a Philips tiveram lucros abaixo do projetado pelo consenso.
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Na Europa, o governo húngaro elevou a taxa básica de juro para 6% ao ano, visando combater as pressões inflacionárias, em decisão já esperada pelo mercado. Por sua vez, o presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que as maiores economias do mundo precisam tomar medidas para modificar o sistema monetário mundial, reformar a governança econômica e conter a volatilidade nos mercados de commodities.
Dólar
Apesar das intervenções do Banco Central nos mercados à vista e futuro, o dólar comercial terminou esta segunda-feira com leve queda de 0,06%, cotado à R$ 1,6700 na compra e R$ 1,6720 na venda. A véspera do feriado na cidade de São Paulo resultou em um volume mais baixo de negócios.
O Banco Central realizou operações de compra de dólar no mercado à vista entre as 11h38 e 11h43 desta manhã, conforme anunciado pelo Depin. A taxa de corte ficou em R$ 1,6740. O BC também realizou uma segunda intervenção, que teve início às 15h40 e terminou às 15h45, com taxa aceita de R$ 1,6721.
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A instituição também atuou no mercado futuro, através do terceiro leilão de swap cambial reverso, que vendeu novamente o lote integral de 20 mil contratos, com giro de cerca de US$ 990 milhões. Vale lembrar que na última sexta-feira o Banco Central realizou a mesma operação, na qual vendeu US$ 989,492 milhões em contratos.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam a sessão em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,90%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,22% em relação ao fechamento anterior, a 135,60% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve baixa de seis pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 163 pontos.