Resumo Diário

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Após uma manhã de instabilidade, o Ibovespa engatou no início da tarde uma tendência negativa e fechou o pregão desta quinta-feira em baixa de 0,96%, aos 68.050 pontos – menor pontuação desde 28 de dezembro. O giro financeiro do dia ficou em R$ 6,43 bilhões.

Com o noticiário carregado de referências tanto por aqui quanto no exterior, ganhou destaque a ata do Copom, revelando que os recentes dados de inflação corroboram a necessidade de mais ajustes monetários no País. A necessidade de um ajuste fiscal também marcou presença no documento.

Além disso, também chamou atenção um leilão de swap cambial reverso surpresa realizado pelo BC brasileiro. Lá fora, indicadores da economia norte-americana trouxeram resultados mistos.

Destaques do Pregão
Com a preocupação com inflação e alta de juros perturbando o mercado, as ações das imobiliários despontaram novamente na ponta negativa do pregão. Rossi, Brookfield, MRV Engenharia, Gafisa e Cyrela todas recuaram mais de 2%. A PDG Realty também teve forte baixa.

Do outro lado do mercado, as ações da Usiminas avançaram, repercutindo o anúncio de que a CSN elevou sua participação na empresa. A CSN adquiriu novas ações ordinárias da Usiminas, elevando sua participação direta e indireta de 4,99% para 5,03%, no caso dos papéis ON. 

As ações do banco PanAmericano registraram forte queda de 9,28% nesta quinta, cotadas a R$ 4,40. De acordo com O Estado de S.Paulo, o rombo no banco supera os R$ 2,5 bilhões, sendo que a instituição necessitará de uma nova injeção de dinheiro. Segundo a reportagem, o tamanho exato do rombo deverá ser anunciado na segunda-feira, junto à divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2010 e dos meses de outubro e novembro. O FGC é uma alternativa para cobrir ao menos uma parte do rombo, diz a reportagem.

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Ata do Copom
Os recentes dados de inflação corroboram a necessidade de mais ajustes monetários, conforme sinalizou o Copom na ata de sua última reunião. Segundo membros do comitê, o aumento dos juros pode ser sucedido por novas elevações da Selic, em uma tentativa de trazer a inflação para a trajetória das metas. O mercado já esperava por isso, divergindo apenas quanto ao tamanho total do ajuste.

Um detalhe evidenciado pelo comitê foi a atenção em relação à política fiscal. Conforme muitos analistas já destacaram, a política monetária não pode ficar descolada da fiscal em um contexto como o atualmente vivido pela economia brasileira. O Copom afirmou que sem que as variáveis fiscais atinjam as expectativas projetadas, não será possível que a inflação convirja para o centro da meta, com a geração de superávits contribuindo para diminuir o descompasso entre taxas de crescimento da demanda e da oferta.

Agenda
No front doméstico, a Fipe divulgou o resultado da terceira prévia de janeiro do IPC-Fipe, com taxa de inflação de 1,03%. Desta forma, o índice apresentou uma variação positiva de 0,47 ponto percentual em relação ao mesmo período do mês anterior.

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Segundo o Ipea, é possível que a inflação apresente desaceleração ao longo do ano, mas ainda assim não será suficiente para que o índice oficial encerre o ano no centro da meta, que é de 4,5%.

Também na pauta interna, o INA mostrou que a indústria paulista de transformação fechou 2010 com uma expansão de 9,9%, sendo seu segundo melhor resultado nos últimos oito anos, ficando atrás apenas da alta de 13,2% vista em 2004.

Segundo pesquisa da CNI, os empresários estão mais pessimistas em relação ao mercado interno e também em relação às exportações. O câmbio sobrevalorizado favorece as importações deixando um cenário difícil no mercado interno, enquanto as exportações permanecem afetadas pela crise de 2008, com uma demanda internacional ainda pouco aquecida. O indicador de expectativa da demanda para os próximos seis meses marcou 58,1 pontos, contra os 62,9 pontos registrados em janeiro de 2010.

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Em 2010, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País fechou o ano como a menor desde 2002, início da série histórica do IBGE. O nível de desocupação apresentou queda de 1,4 ponto percentual frente a 2009 e ficou em 6,7% na média dos 12 meses.

Por fim, com recuo de 0,1%, a confiança do consumidor brasileiro ficou praticamente estável entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, registrando 121,6 pontos, contra 121,7 apurados um mês antes, de acordo com dados do ICC, medido pela FGV.

Referências Externas
Na agenda norte-americana, o Initial Claims registrou 454 mil novos pedidos de auxílio-desemprego no país ao longo da última semana, pior do que os 410 mil esperados pelo mercado, enquanto o Durable Goods Orders apresentou baixa de 2,5% em dezembro, número pior do que o previsto por analistas, que estimavam uma alta de 1,5%.

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Por lá, o único indicador positivo do dia foi o Pending House Sales, denotando que o número de contratos de compra e venda de casas nos Estados Unidos mostrou avanço de 2% em novembro, ao passo que a projeção do mercado era de alta em torno de 0,5%.

Também na cena externa, o Japão ganhou destaque na quinta-feira após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortar a nota para a dívida soberana de longo prazo do país de “AA” para “AA-“, acreditando que o déficit fiscal japonês deve permanecer alto nos próximos anos.

Dólar
O dólar comercial registrou alta de 0,48%, terminando esta quinta-feira cotado a R$ 1,679 na venda, impulsionado por medidas de intervenções adotadas pelo Banco Central nesta sessão, incluindo um leilão de swap cambial reverso surpresa.

A operação movimentou US$ 503,5 milhões, através da venda de 10,2 mil contratos dos 20 mil ofertados ao mercado. Nos últimos três leilões realizados neste ano, o BC havia anunciado a operação com a antecedência de um dia útil.

Além disso, a autoridade monetária continuou comprando dólares no mercado cambial à vista e realizou duas operações. A primeira ocorreu entre 12h19 e 12h24, com taxa de corte aceita em R$ 1,669. Já a segunda teve início às 15h37 e terminou às 15h42, perante taxa de corte aceita em R$ 1,6770.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência definida. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em fevereiro de 2011, registrou uma taxa de 11,14%, estável em relação ao fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 0,44% em relação ao fechamento anterior, a 135,05% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de 10 pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 172 pontos.