Resumo Diário

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Acompanhando o clima negativo dos principais mercados internacionais, o Ibovespa fechou esta sexta-feira em baixa de 1,99%, aos 66.697 pontos – menor pontuação desde 9 de setembro. O giro financeiro do pregão foi de R$ 7,58 bilhões. Com esta performance, o índice acumulou queda semanal de 3,52%, marcando sua segunda semana consecutiva de perdas.

Afetou a confiança dos investodores nesta sexta-feira o resultado abaixo do esperado do PIB dos Estados Unidos no quarto trimestre de 2010. Depois de grande expectativa, os números prévios anualizados do Departamento de Comércio dos EUA indicaram que a economia norte-americana avançou 3,2% no período. O desempenho ficou abaixo do esperado pelo mercado, que aguardava uma expansão de 3,7%.

Outra notícia desfavorável em pauta nesta sessão veio da agência de classificação de risco Moody´s, que declarou estar analisando atribuir uma perspectiva negativa para o rating dos Estados Unidos mais cedo do que o previsto. 

Além disso, o temor com a inflação e as possíveis medidas para combater a alta dos preços também influenciaram o mercado doméstico. O IGP-M apontou inflação de 0,79% em janeiro, taxa 0,10 ponto percentual superior frente do mês anterior. Segundo o relatório do Focus do Banco Central publicado no último dia 24, a mediana das expectativas para o resultado mensal do índice era de 0,62%.

Destaques do Pregão
As ações ordinárias da Usiminas lideraram os ganhos do Ibovespa na sessão. Cabe destacar que apenas quatro papéis que compõem o índice registraram ganhos neste dia – além da Usiminas, foram as ações ordinárias da MRV Engenharia, Embraer e Eletrobras.

O papel da Usiminas ainda repercutiu o noticiário da última quinta-feira, onde a CSN elevou sua participação no capital da empresa e deu sinais de que está avaliando comprar uma fatia ainda maior. A empresa adquiriu novas ações ordinárias da Usiminas, elevando sua participação direta e indireta de 4,99% para 5,03% dos papéis ON.

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PanAmericano
No noticiário corporativo, os rumores voltam a ganhar destaque. Silvio Santos teria sido informado de que o rombo do banco PanAmericano é de R$ 4 bilhões, ao mesmo tempo em que o BTG Pactual teria realizado uma oferta de compra da instituição, segundo reportagem do jornal Valor Econômico. Em nota, o Banco PanAmericano reconheceu a manutenção de conversas com outras instituições financeiras, mas não confirmou quais instituições estariam interessadas, uma vez que nenhum acordo formal foi fechado. Ainda de acordo com fato relevante, a revisão das inconsistências contábeis ainda não foi concluída, tanto internamente quanto por consultorias externas contratadas.

Embora não haja valores definitivos, o PanAmericano reforçou que divulgará os dados na próxima semana. A assessoria de imprensa do BTG Pactual reforçou à InfoMoney que não comenta rumores de mercado. As ações BPNM4 operaram a maior parte do dia no azul, mas cederam no final e terminaram em queda de 0,23%.

Agenda
Por aqui, além do IGP-M, teve também a divulgação dos resultados do Governo Central, que inclui Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social. O Governo apresentou superávit primário de R$ 78,966 bilhões em 2010, equivalente a 2,16% do PIB – em linha com a meta oficial, de 2,15% do produto nacional. O montante ficou acima do observado em 2009, quando o saldo foi positivo em R$ 39,436 bilhões, o que corresponde a 1,24% do PIB.

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Referência nos EUA
Os investidores também se atentaram para dados norte-americanos. Por lá, além do PIB, o mercado repercutiu a confiança do consumidor dos EUA medida pela Universidade de Michigan, que veio melhor do que o esperado em janeiro. Os números do Michigan Sentiment apontaram 74,2 pontos, resultado superior às expectativas do mercado, que indicavam 73,2 pontos.

Somado a isso, o custo da mão-de-obra nos EUA ficou em linha com o esperado no quarto trimestre de 2010. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Trabalho norte-americano. No período, foi registrada alta de 0,4% no Employment Cost Index, patamar igual ao projetado pelos analistas. 

Fórum Econômico Mundial
Timothy Geithner, secretário do tesouro norte-americano, falou durante o Fórum Econômico Mundial que a economia norte-americana não se encontra em forte expansão, no entanto, sua recuperação está ocorrendo de forma sustentável, uma vez que se busca um consenso político com o objetivo de sanar os problemas da dívida pública.

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Já o presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou em Davos que o Euro tem seu completo apoio e de Ângela Merkel, chanceler alemã, enquanto o primeiro-ministro grego, George Papandreou, afirmou que a Europa deve desenvolver um modelo de governança que seja sustentável, justo e que no fim humanize a economia global.

Ainda em Davos, John Lipsky, diretor do FMI afirmou que outro resgate pode ocorrer na Zona do Euro, caso os países periféricos falhem em se reestruturar. Vale lembrar que a União Europeia e o FMI já aprovaram, no ano passado, pacotes de resgate a Grécia e Irlanda.

Egito
A onda de manifestações continuou no Egito, chegando ao seu terceiro dia seguido, que já resultou em centenas de presos e feridos em confrontos policiais, e ao menos cinco mortos já confirmados. O alto índice do desemprego, a inflação, a corrupção e o autoritarismo do presidente Hosni Mubarak, que já completa 30 anos no poder, são os principais motivos para a ira dos manifestantes. O estopim para essa mobilização, no entanto, veio com a revolta popular que derrubou o governo da Tunísia nesse começo de ano. Além do Egito, a Argélia e o Iêmen também têm enfrentado protestos da população.

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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,36%, cotado a R$ 1,685 na venda, com várias referências nacionais e internacionais. O Banco Central anunciou que na próxima segunda-feira realizará os três primeiros leilões a termo de sua história, com datas de liquidação em 9, 16 e 23 de fevereiro.

O BC também aproveitou para manter suas intervenções diárias, realizando dois leilões de compra à vista.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,85%, 0,08 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 0,26% em relação ao fechamento anterior, a 134,70% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de 12 pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 183 pontos.