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Acompanhando o clima positivo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira em alta de 2,42%, aos 69.345 pontos. A primeira valorização do índice em cinco dias teve a ajuda dos indicadores econômicos favoráveis tanto nos Estados Unidos quanto na China. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,53 bilhões.
Além da agenda positiva, a onda de otimismo nas bolsas externas também teve participação de novos rumores sobre a crise fiscal na Europa, só que desta vez com repercussão positiva. Especulações no Velho Continente apontam que o Banco Central Europeu poderia anunciar novas medidas anticrise após sua reunião na próxima quinta-feira, o que impulsionou os mercados por lá.
Somado a isso, os investidores também respiraram mais aliviados em meio à notícia veiculada pela Reuters de que o governo dos Estados Unidos também colaborará com o FMI com ajuda financeira, na tentativa de amenizar a situação da crise fiscal entre países europeus, como Irlanda, Portugal e Espanha.
Destaques da Bolsa
Impulsionadas pelos dados positivos das indústrias norte-americana e chinesa, as ações das companhias produtoras de commodities registram significativas altas no primeiro pregão de dezembro. Neste sentido, Klabin liderou a ponta compradora do índice nesta quarta.
Outras produtoras de commodities que registraram valorizações foram Gerdau, CSN, Vale e MMX. Cabe ressaltar que o Barclays divulgou relatório elevando o preço-alvo das ações das três últimas companhias citadas. OGX e Petrobras também registraram altas na sessão.
Agenda
Por aqui, o fluxo cambial divulgado pelo Banco Central mostrou que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 1,216 bilhão no acumulado de novembro até o dia 26. Com isso, o saldo acumulado em 2010 subiu para US$ 25,255 bilhões. A autoridade monetária também informou que, nesses 26 dias de novembro, adquiriu US$ 2,101 bilhões no mercado cambial à vista por meio de seus leilões diários de compra.
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Também no front doméstico, apontando a maior taxa desde a segunda semana de fevereiro, o IPC-S marcou inflação de 1,00% na última medição de novembro, aumento de 0,15 ponto percentual na passagem semanal. Mais uma vez, o principal fator de impulsão para o índice foi o grupo Alimentação.
Jé a balança comercial brasileira fechou o mês de novembro com saldo positivo de US$ 312 milhões, com exportações somando US$ 17,688 bilhões e importações da ordem de US$ 17,376 bilhões.
Referências Externas
O Livro Bege do Fed apontou que a economia segue melhorando nos Estados Unidos. O documento, que abrange o período entre meados de outubro e novembro, afirmou que o setor de serviços parece ter uma contribuição chave nessa evolução. Ainda entre os setores, a indústria – especialmente a automobilística – também se destacou positivamente, com expansão em quase todos os distritos do Fed.
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Enquanto aguardavam o Livro Bege, os investidores analisaram os outros eventos, como o ADP Employment, visto como uma prévia do Relatório de Emprego, mostrando a abertura de 93 mil vagas no setor privado do país na passagem entre outubro e novembro, resultado bastante superior às expectativas do mercado. Ainda por lá, o ISM Index e o Construction Spending também supreenderam os analistas.
Na China, dois indicadores de manufatura apontaram avanço em novembro, pelo sétimo mês seguido. Contudo, indicadores que mostram aquecimento da atividade na China têm sido avaliados com prudência, já que o mercado teme novas medidas de restrição monetária para conter a inflação no país.
Dólar
Mantendo-se no campo negativo durante todo o intraday, o dólar comercial conheceu nesta quarta-feira seu terceiro dia seguido de queda, pressionado pelo forte otimismo instaurado nos mercados. Cotado na venda a R$ 1,707, a moeda fechou o dia com desvalorização de 0,41%, já acumulando perdas de 1,22% na semana.
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O Banco Central realizou mais uma intervenção no mercado de câmbio nesta quarta-feira. Ocorrendo entre 15h59 e 16h04 (horário de Brasília), o leilão teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,7062.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta quarta-feira em forte alta no mercado futuro da BM&F, após o IPC-S ter registrado avanço da inflação na última semana de novembro. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,77%, 0,05 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,18%, 136,80% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação negativa de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 187 pontos.