Resumo Diário

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A Europa voltou a influenciar o desempenho dos principais mercados internacionais nesta quinta-feira (2), só que desta vez o viés foi positivo. Por aqui, o Ibovespa fechou em alta de 0,26%, aos 69.527 pontos, sustentando sua segunda valorização consecutiva depois de uma sequência de quatro pregões em baixa. O volume financeiro do dia ficou em R$ 5,758 bilhões.

No Velho Continente, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou que a autoridade monetária da Zona do Euro postergará a retirada das medidas emergências de liquidez e que continuará comprando títulos do governo. O BCE também oferecerá empréstimos ilimitados aos bancos até o primeiro trimestre de 2011, em períodos de sete dias, um mês e três meses.

Aliado a isso, o FMI deverá dobrar sua capacidade de empréstimo para US$ 450 bilhões nos próximos meses, em função da necessidade de capacidade adicional para lidar com a crise que se arrasta em alguns países europeus, segundo informações do Wall Street Journal. Um novo repasse de US$ 250 bilhões deverá ser realizado pelo G-20 ao Fundo, segundo o WSJ. Somente os EUA participarão com US$ 106 bilhões, cerca de dez vezes o valor inicialmente cedido pelo país. Este novo repasse depende apenas da aprovação de sete países europeus – Áustria, Bélgica, Itália, Suíça, Luxemburgo, Noruega e Suécia -, o que deve ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2011, afirma a matéria.

Destaques da Bolsa
Às vésperas da estreia das ações da PortX no Novo Mercado da BM&F Bovespa, os papéis de sua empresa mãe, a LLX Logística, figuraram entre as principais perdas do Índice Bovespa neste pregão. A nova companhia é fruto da cisão parcial da LLX, compreendendo os seus ativos do Porto Sudeste.

Do outro lado da bolsa, após os dados da Secretaria de Comércio Exterior, que mostraram aumento no preço das exportações de carne bovina, as ações da Marfrig e da BR Foods ocuparam a ponta positiva do Ibovespa. 

Os papéis da Light também auferiram alta na sessão. Segundo o Itaú BBA, a entrada da polícia e das tropas do exercíto brasileiro nas favelas da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, pode representar uma virada no programa de redução das perdas de energia da Light. De acordo com os analistas, a “guerra contra o tráfico” traz oportunidades de incremento no lucro e Ebitda da companhia.

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Confirmando rumores, a Vale anunciou nesta quinta-feira que seus certificados de depósitos de ações estrearão em Hong Kong no dia 8 de dezembro.

Agenda
No front doméstico, indo em direção oposta à de outros índices de inflação, o IPC-Fipe  apontou inflação de 0,72% em novembro, 0,32 ponto percentual abaixo do mês anterior. Os dados foram divulgados pela Fipe.

Ainda por aqui, a produção industrial brasileira avançou 0,4% na passagem de setembro para outubro, segundo a Pesquisa Industrial de Produção Física, divulgada pelo IBGE. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o resultado de outubro representa um avanço de 2,1%.

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Já a cesta básica ficou mais cara para o consumidor em todas as 17 capitais brasileiras analisadas pelo Dieese em novembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica.

Já nos Estados Unidos, a pauta econômica trouxe eventos divergentes. Enquanto o Pending Home Sales superou em muito as estimativas ao apresentar alta de 10,4% no números de contratos de compra e venda de casas em outubro, o Initial Claims reportou 436 mil novos pedidos de auxílio-desemprego, resultado pior do que o esperado na última semana.

Dólar
Em mais um dia em que o noticiário europeu ajudou a manter o otimismo nos mercados, o dólar comercial conheceu nesta quinta-feira seu quarto dia seguido de queda. Com desvalorização de 0,23%, a moeda fechou cotada na venda a R$ 1,703, sua menor cotação desde 9 de novembro. Na semana, as perdas chegam a 1,45%.

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No front doméstico, o Banco Central manteve sua sequência de intervenções no mercado cambial à vista através de leilão de compra de dólares. A operação desta sessão ocorreu entre as 15h49 e as 15h54 (horário de Brasília) e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,7022.

Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta quinta-feira em forte alta no mercado futuro da BM&F, mesmo após dados do IPC-Fipe apontarem para uma redução da inflação. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,84%, 0,07 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,18%, 136,55% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação negativa de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 180 pontos.