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A instabilidade marcou as performances dos principais mercados internacionais nesta sexta-feira (3). Por aqui, o Ibovespa até chegou a reagir negativamente ao anúncio de dados do mercado de trabalho norte-americano, registrando uma baixa de 0,84% pouco antes do meio-dia, mas retomou o fôlego ao longo da tarde e fechou o pregão com ligeira alta de 0,34%, aos 69.766 pontos. O giro financeiro do índice ficou em R$ 5,94 bilhões nesta sexta. Já o desempenho do benchmark na semana atingiu uma alta de 2,26%.
Na ponta negativa do Ibovespa ficaram os ativos da LLX, com uma queda expressiva de 40,70%. O movimento foi no sentido contrário daquele auferido pelos papéis da PortX, sua “empresa-filha”, que dispararam quase 807% em sua estreia no Novo Mercado da BM&F Bovespa nesta sexta.
A pesada variação dos papéis de ambas as empresas pode ser explicada pela estrutura da operação. Com a cisão dos ativos da LLX para a criação da PortX, os ativos LLXL3 perderam, em valor, R$ 0,43 – que foi considerado o preço de estreia dos papéis PRTX3. O mercado, contudo, parece avaliar que esse valor não foi justo. Por isso, os investidores penalizaram as ações da LLX na sessão ao mesmo tempo em que viram as ações da PortX como baratas frente a seu potencial.
Apesar da expressiva performance negativa das ações da LLXL3 no pregão, estes papéis possuem um peso de apenas 0,77% sobre o Índice Bovespa. Neste sentido, a contribuição das perdas auferidas por ele no dia para a performance do índice foi de apenas -0,31 ponto percentual. Já a PortX tem uma participação de 0,043% no índice – assim, sua dispara contribuiu com apenas +0,347 ponto percentual.
Os ativos de grandes bancos, por sua vez, também caíram após anúncios feitos pelo Banco Central sobre a elevação do compulsório nesta sessão.
Do outro lado do Ibovespa, os papéis da Brasil Ecodiesel dispararam minutos antes do fechamento do pregão regular na BM&F Bovespa, encerrando o dia com expressiva alta de 8,49%. Em contato com a InfoMoney, o departamento de Relações com Investidores da companhia disse que desconhece os motivos para o rali nos papéis. O analista Arnold Thau, da Técnica Assessoria, não descarta a chance de divulgação de novas informações sobre a associação da empresa com o grupo Maeda.
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Compulsório e novo governo
O Banco Central elevou nesta sexta-feira o compulsório e aumentou o limite de garantia do FGC, além de também estabelecer um cronograma para extinção do DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial do FGC). O adicional de compulsório sobre depósitos à vista e a prazo será elevado de 8% para 12%, enquanto o compulsório sobre depósitos a prazo aumentará de 15% para 20%. Segundo a autoridade monetária, as mudanças nas regras de recolhimento dos compulsórios causarão um impacto de R$ 61 bilhões.
Para Aldo Mendes, diretor de política monetária do BC, as mudanças foram motivadas pelo aumento da inadimplência decorrente do alongamento dos prazos de crédito. Na realidade, as medidas têm como objetivo aprimorar os instrumentos regulatórios existentes, manter a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e continuar o desenvolvimento sustentável do mercado de crédito, além de prosseguir com a retirada gradual dos incentivos que foram colocados para fazer frente à crise de 2008.
Segundo os analistas, essas medidas diminuem a chance de uma possível alta na taxa Selic durante a próxima reunião do Copom, que ocorrerá na semana que vem.
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Ainda dentro do noticiário doméstico, destaque para a notícia de que a presidente eleita Dilma Rousseff, do PT, anunciou os nomes de Antônio Palocci, Gilberto Carvalho e José Eduardo Cardozo para assumirem, respectivamente, a Casa Civil, a Secretaria Geral da Presidência e o Ministério da Justiça.
Agenda
Outro evento que arrefeceu os ânimos dos investidores veio do Relatório de Emprego de novembro dos EUA. A taxa de desemprego do país subiu para 9,8%, enquanto analistas esperavam que ela se mantivesse em 9,6%. O Nonfarm Payrolls mostrou um avanço bem menor do que se esperava no número de empregos gerados no país (39 mil, frente a expectativas de 130 mil) – excluindo-se o setor agrícola -, enquanto a média de ganho por hora trabalhada apontou estabilidade, apesar de analistas terem previsto alta de 0,1%.
A agenda norte-americana também trouxe dados do setor de serviços, com o ISM Services, e da indústria, com o Factory Orders. Ambos vieram melhores do que as projeções.
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Dólar
Registrando queda em todos os cinco pregões da semana – nesta sexta-feira a desvalorização foi de 0,94% -, o dólar comercial acumula nessa sequência perdas de 2,37%, fechando a semana cotado na venda a R$ 1,687. Com isso, a moeda chega ao seu menor patamar desde 5 de novembro, quando terminou o dia valendo R$ 1,680.
Por aqui, o BaCen realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h54 e as 15h59 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte de R$ 1,685.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta sexta-feira (3) em forte queda no mercado da BM&F, após o Banco Central ter anunciado a elevação do compulsório, em uma medida para enxugar a liquidez da economia, conter a demanda, que segue aquecida, e manter a sustentabilidade do mercado de crédito no Brasil. Com esta medida, o mercado descartou a hipótese de que o Copom suba o juro na reunião da semana que vem.
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O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,69%, 0,14 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,55%, 137,30% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação negativa de 12 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 168 pontos.