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Revertendo a tendêndia das últimas três sessões, o Ibovespa fechou em queda de 0,31%, atingindo 69.551 pontos. A performance do índice foi em linha com o clima instável nos principis mercados internacionais. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 4,64 bilhões.
O noticiário externo voltou a ser destaque nesta sessão, com foco no fluxo de notícias sobre o continente europeu, que voltou a trazer um clima de apreensão entre os investidores ao redor do globo. As falas de Bernanke e Mantega também repercutiram entre os mercados.
Na sexta, os papéis da LLX e da PortX se destacaram, com forte queda de 40,7% para a primeira e disparada de 807% para a segunda, cujo pregão marcou a estreia dos papéis, resultado da cisão dos ativos da LLX referentes ao porto Sudeste. Nesta segunda-feira, as ações continuaram a mostrar volatilidade: as ações da LLX tiveram a segunda maior alta do Ibovespa, enquanto os papéis da PortX lideraram a ponta positiva do índice.
Refletindo a variação nos preços das commodities, as ações de grandes siderúrgicas também aparecem entre os destaques positivos do pregão.
Do outro lado do pregão, os papéis da Brasil Ecodiesel ficaram com a maior queda do Ibovespa nesta segunda. O movimento dá continuidade ao forte ganho de 8,49% auferido no pregão da última sexta-feira.
Mantega, Bernanke e Europa
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, declarou que o banco central norte-americano poderia estender o valor do atual pacote de ajuda de US$ 600 bilhões frente à manutenção da queda do nível de emprego e do cenário econômico desfavorável.
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Já na Europa, as atenções ficaram por conta da reunião do Eurogrupo, que se define como sendo um fórum informal que reúne os ministros de finanças dos países da Zona do Euro. Espera-se que o encontro deverá trazer novidades em relação ao caminho que será adotado para conter a crise da dívida na Europa, além de informações sobre o tamanho do EFSF, bem como do alívio dos termos em que será aplicado o ESM. Sobre o assunto, a Alemanha se opôs à proposta de elevar o montante do EFSF, atualmente em € 750 bilhões, e à introdução de um programa de emissão conjunta de títulos de dívida.
Por aqui, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a meta da equipe econômica é que o País chegue ao final do próximo governo com uma dívida pública de 30% do PIB, ante os 41% projetados para 2010. Sobre inflação, Mantega defendeu uma visão oposta ao consenso do mercado, afirmando que os analistas deveriam focar mais nos núcleos de inflação, ao invés de analisarem simplesmente a “inflação cheia”.
Agenda
Por aqui, a balança comercial mostrou que as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 580 milhões na primeira semana de dezembro, elevando o superávit de 2010 para US$ 15,513 bilhões. Já o relatório Focus, do Banco Central, voltou a trazer maiores projeções para a inflação e menores perspectivas para o crescimento do PIB, ambos para este ano.
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Além disso, após cinco meses seguidos de redução, a UCI avançou em outubro para 82,2%. Até setembro, o índice marcava cinco meses sucessivos de redução. Depois de três meses seguidos de crescimento, o faturamento real na indústria, descontada a inflação, caiu 0,7% no mês, na comparação com setembro.
De acordo com o Serasa Experian, os pedidos e decretos de falências atingiram o menor patamar em novembro desde 2005, quando entrou em vigor a edição da Nova Lei de Falências. Em novembro ocorreram 148 requerimentos e 56 decretos de falências em todo o País.
Os empresários do setor de serviços estão menos confiantes, de acordo com o ICS de novembro, que registrou redução de 0,3% no mês, na comparação com outubro, passando de 132,2 pontos para 131,8 pontos. Apesar da queda, o índice em outubro superou em 2,7% o resultado do mesmo período do ano passado.
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Dólar
Após operar com leve valorização durante praticamente todo o intraday, o dólar comercial reverteu sua tendência nas últimas horas de negociação, marcando nesta segunda-feira sua sexta desvalorização consecutiva. Com a queda de 0,3%, a moeda fechou cotada na venda a R$ 1,682, renovando sua mínima desde 5 de novembro. No acumulado dessas seis sessões, as perdas já chegam em 2,66%.
Por aqui, o Banco Central manteve seus leilões de compras de dólares no mercado cambial à vista. A operação desta segunda-feira ocorreu entre as 15h46 e as 15h51 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,682.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros de curto prazo fecharam esta segunda-feira (6) em alta, com as atenções voltadas à próxima reunião do Copom que acontece nesta semana. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,70%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,04%, 137,35% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 171 pontos.