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Após ter testado a casa dos 70 mil pontos, o Ibovespa perdeu força no final do pregão e inverteu a tendência positiva vista ao longo da maior parte do dia, fechando em queda de 0,31%, aos 69.337 pontos. Sem muitas referências na agenda, mercado repercutiu o noticiário externo e a expectativa para a decisão de política monetária no Brasil. O giro financeiro do dia ficou em R$ 6,01 bilhões.
Por aqui, as ações da GOL caíram. A companhia divulgou que a demanda doméstica cresceu 2,9% em novembro, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. No entanto, na base de comparação mensal, a companhia registrou uma queda de 8,5% no movimento. Por outro lado, a demanda doméstica sinalizou para um avanço de 27,2% na comparação anual e 13,3% sobre o mês de outubro.
A queda da blue chip Petrobras também influenciou na baixa do índice. Também aparece entre os destaques negativos da bolsa a Copel, após divulgação do plano de investimentos para 2011.
No sentido oposto, a TAM e a Brasil Ecodiesel anunciaram na véspera uma parceria, que conta também com a Curcas, para a produção sustentável do bioquerosene de aviação no Brasil, englobando desde a produção agrícola até a distribuição. Os papéis da Brasil Ecodiesel subiram mais de 1,8% na sessão. Já os da TAM acompanharam a tendência negativa de sua concorrente GOL.
A PortX foi, pelo terceiro pregão seguido, destaque de alta do índice, ainda repercutindo a cisão dos ativos da LLX.
Noticiário internacional ganha destaque
Embora a agenda não tenha trazido nenhum indicador relevante, o noticiário econômico foi suficiente para movimentar os mercados nesta sessão. Nos EUA, o presidente Barack Obama anunciou um acordo com o partido Republicano para estender todos os cortes de impostos implantados na era Bush por mais dois anos. A decisão contará com a extensão dos benefícios federais contra o desemprego, além de uma série de benefícios fiscais para pessoa física e jurídica.
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Já na Europa, o noticiário mostrou-se mais conturbado, com o anúncio da União Europeia de que haverá uma nova rodada de testes de estresse nos bancos do continente em fevereiro. Segundo o comissário econômico da UE, Olli Rehn, os novos testes buscarão aprofundar o monitoramento dessas instituições pela recém criada Autoridade Bancária Europeia.
Ainda por lá, foi aprovado o orçamento da Irlanda para o próximo ano, questão crucial para o país, uma vez que o orçamento já considera o resgate de € 85 bilhões proveniente da União Europeia e do FMI. Por fim, o Banco Central Europeu informou que retirou nesta terça-feira € 147,1 bilhões do mercado para conter o excesso de liquidez provocado pelo final do período de manutenção de reservas mínimas.
Agenda
Por aqui, a agenda fraca contou apenas com dados da atividade industrial. Na passagem de setembro para outubro, a produção da indústria nacional recuou em 10 das 14 regiões pesquisadas, segundo dados da Pesquisa Industrial Produção Física – Regional, divulgada pelo IBGE nesta terça.
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Nesta terça-feira também acontece o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central. A expectativa do mercado é que na próxima sessão a autoridade monetária anuncie a manutenção da Selic em 10,75% ao ano.
Lá fora, os investidores repercutiram nesta sessão a divulgação do Consumer Credit, nos Estados Unidos. O indicador revelou que o volume de crédito ao consumidor norte-americano subiu US$ 3,4 bilhões, ou uma taxa anualizada de 1,7%, para US$ 2,4 trilhões em outubro. Este foi o maior volume já registrado desde julho de 2008, segundo dados do Federal Reserve.
Dólar
Após chegar a cair 0,89% durante a manhã, o dólar comercial conseguiu se recuperar ao longo do dia, impulsionado pela dupla intervenção do Banco Central no mercado cambial. Após alternar entre perdas e ganhos na reta final, a moeda acabou fechando estável, cotada a R$ 1,682 nesta terça-feira, interrompendo uma sequência de seis quedas.
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Com a pauta econômica vazia por aqui, o destaque ficou com o Banco Central, que realizou duas compras de dólares no mercado cambial à vista, fato que não ocorria desde 10 de novembro. A primeira intervenção ocorreu por volta das 12h (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6726. A segunda foi realizada por volta das 16h, com uma taxa de R$ 1,682.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta terça-feira sem tendência definida no curto prazo, porém registraram queda no longo prazo, em dia marcado pelo início da reunião do Copom e da aprovação de Alexandre Tombini para a presidência do Banco Central do próximo governo. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,69%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 0,15%, 137,15% do valor de face. Já o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, permanecendo em 174 pontos.