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Acompanhando o clima positivo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (10) em alta de 0,68%, a 68.341 pontos. Este foi o primeiro pregão na semana em que o índice fechou no campo positivo. O volume financeiro do dia ficou em R$ 5,54 bilhões. Na semana, o Ibovespa teve baixa de 2,04%.
O clima positivo nas bolsas reflete a divulgação de indicadores econômicos positivos na cena norte-americana. O ânimo dos investidores só não foi maior porque, na China, o banco central do país elevou o compulsório em 0,5 ponto percentual, o terceiro aumento em um mês, ratificando o propósito do governo em controlar o movimento de aceleração da inflação e da geração de crédito na economia chinesa. Ainda por lá, o saldo da balança comercial caiu para US$ 22,9 bilhões em novembro.
No final do pregão, o mercado recebeu a notícia de que, na próxima quinta-feira, será anunciado um pacote de incentivo ao financiamento de longo prazo.
Destaques da bolsa
No cenário corporativo, a Brasil Ecodiesel continuou dando o que falar. Após uma forte queda com o anúncio dos termos da incorporação da Maeda Agroindústria, as ações ficaram entre os destaques de alta do Ibovespa nesta sexta-feira. O que influenciou os papéis foi a perspectiva de que um investidor chinês irá investir R$ 250 milhões na Brasil Ecodiesel , através da compra de 11,35% do capital social da companhia, de acordo com informações do portal de notícias Exame. A InfoMoney não conseguiu fazer contato com a assessoria de imprensa da empresa.
Na ponta negativa do índice, os papéis da Lojas Renner e da Lojas Americanas ficaram entre os destaques de queda do Ibovespa. A aceleração da inflação mostrada pelos últimos índices de preços tem contribuído para um movimento de realização com os papéis, principalmente porque com o aumento do gasto com os alimentos, há menor renda disponível para compra de bens supérfluos, como vestuário.
Agenda
No front doméstico, a taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 4,2% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2009. De acordo com o IBGE, essa é a nona taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação. Os dados divulgados nesta sexta-feira mostram que, frente a setembro, descontados os efeitos sazonais, foi verificada estabilidade no número de empregados na indústria.
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Lá fora, os investidores avaliaram positivamente os indicadores da economia norte-americana. O déficit comercial dos Estados Unidos passou de US$ 44,6 bilhões, nos dados revisados de setembro, para US$ 38,7 bilhões no décimo mês de 2010, frente à previsão dos analistas de saldo negativo de US$ 44,5 bilhões. Este é o menor saldo negativo desde janeiro deste ano.
Já a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan foi maior do que a esperada em dezembro, de acordo com dados divulgados nesta sexta. Os números do Michigan Sentiment apontaram 74,2 pontos, resultado superior às expectativas do mercado, que indicavam 72,5 pontos. Na medição anterior, o indicador havia atingido 71,6 pontos.
Por fim, o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 150,394 bilhões em novembro. As projeções apontavam para um saldo deficitário em US$ 134 bilhões. Este é o vigésimo sexto mês consecutivo de saldo negativo do Treasury Budget. O número mostrou piora na base mensal, comparado aos US$ 140,432 bilhões negativos vistos em outubro.
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Dólar
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira em alta de 0,35%, cotado na venda a R$ 1,715, marcando sua terceira valorização consecutiva. Assim, a moeda acumulou ganho de 1,66% nesta semana. Bons indicadores da agenda norte-americana e aperto monetário chinês agitaram os mercados.
O Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu das 12h13 até as 12h18, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7153. Vale lembrar ainda que, na última quinta-feira, o ministro da Fazenda Guido Mantega sinalizou que novas medidas para conter o ritmo de apreciação do real poderão ser tomadas pelo governo. Na ocasião, o dólar terminou o dia com forte alta de 0,95%.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta sexta-feira sem tendência definida no curto prazo, porém em baixa no longo. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,64%, estável em relação ao fechamento de quinta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 0,11%, 135,60% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 167 pontos.