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Acompanhando o ânimo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa fechou a sessão desta segunda-feira (13) em alta de 1,14%, a 69.126 pontos. O movimento do índice reflete o otimismo dos investidores frente ao noticiário positivo na China. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 5,6 bilhões.
O mercado receava que, junto a dados de inflação, o governo chinês fosse anunciar neste final de semana uma nova elevação na taxa básica de juro, mas o temor não se confirmou. O adiamento de um aperto monetário mais forte por lá animou os mercados e trouxe um clima positivo à renda variável, que teve um dia mais tranquilo sem a apreensão de que um dos atuais motores do crescimento global perca o ritmo e pressione a demanda por commodities.
Destaques da bolsa
Os papéis do setor imobiliário seguiram no topo das maiores altas do Ibovespa, acompanhados pelas ações de empresas ligadas a commodities e ao setor varejista.
Do outro lado do Ibovespa, as ações da Brasil Ecodiesel apareceram entre os principais destaques de queda na sessão, corrigindo os fortes ganhos vistos na última semana. Na última sexta-feira os papéis da companhia fecharam o dia com forte alta de 4,95% – a performance dos papéis foi a segunda melhor dentre os ativos que compõem o Ibovespa naquele dia.
Na máxima daquele dia, o papel ECOD3 atingiu alta de 13,8%, negociado a R$ 1,15. Segundo notícia publicada no portal Exame, um sócio chinês irá comprar 11,35% do capital social da companhia após o processo de incorporação da Maeda, por R$ 1,80 por ação.
Liderando a ponta vendedora do índice, a MMX aprovou o plano de investimentos para o projeto de expansão da Serra Azul e a estimativa de investimento para o projeto de Bom Sucesso, comunicou nesta segunda-feira. O montante investido será de R$ 5 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões no projeto de Serra Azul e R$ 1,5 bilhões no de Bom Sucesso. Diferindo do movimento observado pelas empresas de commodities, os papéis da MMX recuaram forte no dia.
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Segundo notícia veiculada na Folha de São Paulo no sábado, a Petrobras teria realizado uma oferta de compra de 40% da ETH – empresa pertencente à Odebrecht -, em um negócio avaliado em R$ 3 bilhões. No entanto, a petrolífera declarou em nota à imprensa “que não há nenhuma tratativa com o grupo”.
Por outro lado, em outro comunicado, a companhia anunciou a aprovação da incorporação de suas subsidiárias integrais Comperj Petroquímicos Básicos e Comperj PET, sendo estas operações sujeitas à aprovação dos acionistas, em assembleia geral extraordinária a ser convocada.
Agenda
No front doméstico, a balança comercial registrou um superávit de US$ 866 milhões durante a segunda semana de dezembro, puxando o saldo acumulado em 2010 para US$ 16,536 bilhões. Já o relatório Focus voltou a mostrar maiores projeções tanto para o PIB quanto para a inflação, ambos de 2010.
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Também por aqui, na primeira prévia de dezembro, o IGP-M apontou inflação de 0,83%, taxa 0,04 ponto percentual maior do que a apurada no mesmo período do mês anterior, segundo dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas). A alta foi impulsionada principalmente pelo aumento nos preços ao consumidor, com influência dos alimentos.
Dólar
Acentuando suas perdas na reta final da sessão, o dólar comercial conheceu nesta segunda-feira sua primeira queda após três dias consecutivos de alta, fechando cotado na venda a R$ 1,701 – variação negativa de 0,82%. A manutenção do juro básico chinês contribuiu para o clima positivo visto nos mercados, pressionando as cotações da moeda norte-americana.
Por aqui, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação desta segunda-feira ocorreu entre as 15h46 e as 15h51 (horário de Brasília) e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,7001.
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Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta segunda-feira predominantemente em queda na BM&F, em dia de elevação das projeções para o crescimento da economia brasileira e para a inflação, segundo o relatório Focus. Apesar da tendência majoritária de queda das taxas negociadas, o contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,65%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 0,41%, 135,05% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.