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Apesar de ter oscilado boa parte do dia no campo negativo, refletindo o clima volátil nos mercados externos, o Ibovespa retomou o fôlego nas duas horas antecedentes ao seu fechamento e terminou a quarta-feira em ligeira alta de 0,38%, aos 68.470 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 5,17 bilhões.
Nesta quarta-feira, o mercado passou por um dia volátil em meio às referências externas, como a ata do BoE e o PIB dos Estados Unidos, mas reagiu bem à dados do setor imobiliário norte-americano e a resultados corporativos, recuperando o ânimo no final do dia.
Na ponta compradora do índice, as ações da Fibria fecharam em alta de 4,11%, depois que a companhia anunciou a venda de seus ativos na Conpacel para a Suzano, por R$ 1,45 bilhão. A aquisição está totalmente alinhada à estratégia de crescimento da Suzano, declarou Antônio Maciel Neto, presidente da companhia.
Outros papéis que subiram forte na sessão foram os da TIM. O movimento se deu após a Anatel divulgar dados sobre o setor em novembro.
Referências externas
Nos EUA, tanto o PIB do terceiro trimestre de 2010 quanto o deflator mostraram um crescimento levemente abaixo do esperado pelos analistas. Por outro lado, a venda de casas usadas no país chegou a 4,68 milhões no anualizado em novembro, levemente acima dos 4,65 milhões de vendas esperadas.
Adicionando mais volatilidade aos mercados, a ata do BoE mostrou uma maior preocupação dos membros do comitê britânico, embora eles tenham optado por manter a taxa de juro inalterada. Ademais, pesou ainda a noticia de que a Coreia do Sul está se preparando para novo treinamento militar, marcado para a próxima sessão, perto da fronteira com a Coreia do Norte.
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Agenda interna
O principal evento da agenda doméstica, o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central mostrou que a variação positiva dos preços deverá ficar acima do centro da meta do CMN, de 4,5%, até 2012. O BaCen ainda manteve a expectativa de crescimento de 7,3% do PIB brasileiro em 2010 e de 4,5% em 2011.
Ainda na agenda doméstica, a confiança do consumidor apresentou recuo de 2,1% entre novembro e dezembro deste ano, registrando 122,5 pontos, contra 125,1 apurados um mês antes, de acordo com dados do ICC, medido pela FGV.
Além disso, o consumo de energia elétrica no Brasil segue elevado, com crescimento de 8,1% no acumulado anual, ainda que alguns segmentos tenham sido penalizados pelas temperaturas mais frias. No mês de novembro, a demanda por eletricidade no País avançou 4% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, ao registrar 35.378 GWh, de acordo com a EPE.
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Dólar
Após alternar entre perdas e ganhos durante todo o intraday, o dólar comercial terminou esta quarta-feira no campo negativo, com leve queda de 0,12%, cotado na venda a R$ 1,696. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,05% em dezembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,60%.
A sessão foi marcada pela ausência dos frequentes leilões de compra de dólares do Banco Central no mercado cambial à vista.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta quarta-feira em alta no cenário de curto prazo, porém com viés negativo no longo prazo, após o Relatório de Inflação do Banco Central sinalizar necessidade de aperto monetário ainda em janeiro, com aumento da taxa de juros. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em abril de 2011, registrou uma taxa de 11,11%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,15% em relação ao fechamento anterior, a 134,65% do valor de face. Já o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 181 pontos.