Resumo Diário

...

Publicidade

Sustentado pelo avanço das ações da Petrobras, o Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (28) em alta de 0,35%, nos 68.040 pontos. Em uma semana marcada pelo volume mais fraco, em meio aos feriados de Natal e Ano Novo, ganhou destaque o noticiário corporativo. O giro financeiro da sessão ficou em R$ 4,18 bilhões.

Por aqui, as ações da Petrobras figuraram entre os principais destaques de alta do Ibovespa, após a companhia ter anunciado na véspera que registrou alta em sua produção de petróleo e gás natural no mês de novembro. Além disso, a estatal também comunicou ao mercado que no dia 25 de dezembro iniciou o teste de longa duração da área de Guará, situada no pré-sal da Bacia de Santos. Os dois eventos foram recebidos positivamente pelos analistas.

Ainda na ponta positiva do Ibovespa, destaque aos ativos da Vivo. Na noite passada, os Conselhos de Administração da Vivo Participações e da Telesp aprovaram a proposta de reestruturação societária das companhias. Dessa forma, a Telesp pretende incorporar ao seu patrimônio a totalidade das ações da Vivo, atribuindo-se aos titulares das ações da Vivo que forem incorporadas as novas ações que lhes couberem na incorporadora Telesp. A operação foi bem recebida pelos analistas.

Do outro lado do índice, os papéis da JBS, que se destacaram na sessão de segunda-feira como a maior queda do Ibovespa, voltam a recuar forte nesta terça. Na véspera, a empresa prorrogou o IPO de sua unidade norte-americana. Na avaliação da Ativa Corretora, o pagamento de multa no total de R$ 522 milhões em função da prorrogação do IPO é negativo, pois o volume pago para eliminar a necessidade de fazer a operação de oferta de ações neste ano é expressivo, e deverá ter substancial impacto negativo no resultado da companhia no quarto trimestre de 2010.

As siderúrgicas também ocuparam posições de destaque entre as piores performances do Ibovespa neste pregão.

Noticiário externo pressiona
Um indicador divulgado pela S&P mostrou que os preços dos imóveis norte-americanos recuaram 0,8% em outubro, ficando aquém das estimativas do mercado. Já a confiança do consumidor marcou 52,5 pontos em dezembro, resultado não só abaixo das estimativas dos analistas, como também inferior ao número registrado em novembro.

Continua depois da publicidade

Superávit primário em foco
No front doméstico, o Governo Central apresentou superávit primário de R$ 1,093 bilhão em novembro. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta manhã que há a possibilidade da meta de superávit primário para 2010, de 3,1% do PIB, não ser atingida.

Ainda por aqui, a FGV divulgou o relatório da Sondagem Industrial do mês de dezembro. O ICI, ao contrário da medição anterior, desta vez apontou avanço de 1,6% na passagem mensal, passando de 112,7 para 114,5 pontos – já com ajuste sazonal.

Segundo a FGV, essa elevação do ICI – que alcançou seu maior nível desde no segundo semestre – foi impulsionada principalmente pela recuperação do grau de satisfação com o ambiente atual dos negócios. Ao mesmo tempo, a perspectiva futura do setor mais uma vez melhorou.

Continua depois da publicidade

Dólar
Após chegar a registrar desvalorização de 0,65% durante a manhã, o dólar comercial ganhou forças no decorrer do intraday e conseguiu reverter essa trajetória durante a tarde, fechando esta terça-feira com leve alta de 0,12%, cotado na venda a R$ 1,692. Indicadores da agenda norte-americana pesaram no humor dos investidores, contribuindo para a apreciação da moeda.

Por aqui, o Banco Central manteve o costume de realizar um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h35 e as 15h40 e contou com uma taxa de corte de R$ 1,6921. 

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, contratos mostraram estabilidade das taxas com vencimento mais próximo e tendência de leve queda na ponta longa da curva de juros. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,14%, estável em relação ao fechamento de segunda-feira.

Continua depois da publicidade

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,08% em relação ao fechamento anterior, a 133,75% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 178 pontos.