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Após ter registrado sua quarta alta consecutiva na véspera, os investidores realizaram lucros neste pregão e levaram o Ibovespa a fechar a sexta-feira (5) em queda de 0,53%, a 72.606 pontos. O volume financeiro do dia ficou em R$ 5,91 bilhões. O dia foi marcado por referências norte-americanas e pelo movimentado noticiário corporativo brasileiro, que influenciou a baixa de importantes blue chips. Na semana, o principal índice da BM&F Bovespa subiu 2,74%.
Por aqui, liderando a ponta positiva do índice, ficaram as ações da B2W. A companhia divulgou na última sessão seus resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano, reportando lucro líquido de R$ 2,5 milhões. A avaliação dos analistas é que os números do período, de modo geral, ficaram em linha com as expectativas do mercado. “Dependendo da ação e da suposição das margens é possível ver algum ganho na B2W, mas nós continuamos procurando por um catalisador”, avaliou o analista David Belaunde, do Barclays.
Embora tenham operado parte do dia em queda, as ações da empresa mudaram de tendência ao longo da tarde, com rumores sobre a intensificação de suas operações no exterior. De acordo com a Agência Estado, a B2W, que já opera no México, na Argentina e no Chile, quer acelerar sua expansão internacional, segundo uma fonte ligada à empresa.
Do outro lado do Ibovespa, as ações da Gerdau amargaram a ponta negativa do índice. A empresa divulgou na manhã desta sexta seus resultados do terceiro trimestre, cujo destaque foi o crescimento de 20%, na comparação anual, da receita líquida. Contudo, o lucro líquido e o Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia recuaram na passagem anual e frente ao segundo trimestre deste ano. A margem Ebitda também recuou no trimestre, ficando abaixo das expectativas dos analistas.
Agenda
No front doméstico, o ICV da cidade de São Paulo registrou alta de 0,93% em outubro. Em relação a setembro, quando estava em 0,53%, a taxa ficou 0,40 ponto percentual maior.
Também por aqui, o otimismo do consumidor brasileiro atingiu em outubro o maior índice desde 2001. Segundo o Inec, a confiança do consumidor cresceu 2%, passando de 118,3 pontos em setembro para 120,7 no mês passado. Para a CNI, o crescimento se deve, sobretudo, às perspectivas do consumidor com relação ao desemprego e à inflação.
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Lá fora, destaque para indicadores da cena norte-americana, como foco no Relatório de Emprego. O documento revelou que a economia norte-americana registrou a abertura de 151 mil postos de trabalho em outubro, acima do esperado pelo mercado, que estimava uma alta de 60 mil postos no período.
A taxa de desemprego permaneceu em 9,6%, em linha com as expectativas do mercado. Os ganhos por hora trabalhada subiram 0,2%, contrariando as projeções dos analistas, de alta de 0,1%. Por fim, a média de horas trabalhadas por semana se apresentou em 34,3 horas, resultado em linha com as expectativas.
Ainda na pauta dos EUA, o número de contratos de compra e venda de casas apresentou recuo de 1,8% em setembro. O resultado do período veio pior do que as expectativas, que apontavam alta de 2,5%. Além disso, o resultado ficou abaixo da variação vista em agosto, quando o Pending Home Sales apontara avanço de 4,4%, conforme os números revisados.
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Já o Consumer Credit revelou uma alta ajustada sazonalmente de US$ 2,1 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre agosto e setembro. O resultado veio melhor do que indicavam as projeções, de queda de US$ 3,5 bilhões no período.
Dólar
Depois de duas sessões consecutivas em queda, o dólar comercial encerrou o último dia da semana estável, cotado a R$ 1,678 na venda, influenciado por indicadores econômicos nos EUA, além das recorrentes intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.
O Banco Central anunciou dois novos leilões de compra de dólares nesta sexta-feira. A primeira intervenção, entre 12h26 e 12h31, foi conduzida com taxa de corte em R$ 1,6791. A segunda, por volta das 16h00, contou com taxa de corte em R$ 1,6795.
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Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2013, fechou com taxa de 11,88%, 0,15 ponto percentual acima do fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,17% em 140,35% do valor de face.
O risco-País não registrou variação em relação ao fechamento anterior, ficando em 174 pontos-base.