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Acompanhando o clima de forte baixa nos mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (12) em queda de 1,15%, a 70.367 pontos – esta foi a quarta queda consecutiva do índice. O volume diário ficou em R$ 6,14 bilhões. Na semana, o benchmark teve desvalorização de 3,08%.
Neste pregão, os principais índices acionários do mundo repercutiram negativamente dados sobre a inflação na China, as dúvidas em relação à divida da Irlanda e o término do encontro de cúpula do G-20.
Apesar de muito aguardado, o enceramento do encontro dos chefes de estado das 20 maiores economias do mundo, em Seul, acabou sendo ofuscado por outras notícias, mesmo porque não contou com medidas de peso em relação ao câmbio, ficando apenas a ressalva da criação de um grupo de trabalho que buscará criar indicadores auxiliares no combate aos já desgastados “desequilíbrios globais”.
Na China, é a inflação que chama a atenção, uma vez que a aceleração dos preços ao consumidor, que atingiu 4,4% no mês passado, reaviva temores de um forte aperto monetário no país. Na Europa, a Irlanda voltou a ter sua solvência questionada pelo mercado.
Blue chips em queda
Entre as maiores baixas do Ibovespa no pregão, as ações da Petrobras repercutiram os resultados do 3T10. O lucro líquido de R$ 8,566 bilhões acumulado no terceiro trimestre deste ano configura um alta de 7,8% sobre o mesmo período de 2009. No entanto, a média de projeções do Credit Suisse, Santander, Itaú, Fator e Ágora apontavam para ganhos de R$ 9,27 bilhões.
Já o Ebitda da estatal, R$ 14,73 bilhões, foi 6% menor que as expectativas, enquanto a receita operacional líquida superou a média das projeções em 3%, ao apontar para o valor de R$ 54,73 bilhões.
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A interpretação negativa dos investidores em relação aos resultados divulgados prevaleceu nesta sessão. Dentre as construtoras, a Rossi Residencial reportou lucro líquido 54% maior que o do terceiro trimestre de 2009, com R$ 95 milhões, enquanto a Cyrela anunciou ganhos de R$ 176 milhões, retração de 33,3% na mesma base de comparação. Os papéis das companhias fecharam em baixa.
Outra empresa do setor imobiliário que viu suas ações caírem após a divulgação dos números trimestrais é a Brookfield. Os papéis sofreram queda de 2,25% no dia, após a companhia ver seus ganhos aumentarem em 28,9% na passagem anual, ficando em R$ 626,6 milhões.
Pressionadas por temores quanto à demanda na China e pelo recuo das commodities na sessão, as mineradoras e siderúrgicas fecharam em forte baixa no Ibovespa. Na ponta vendedora, destaque para CSN, Usiminas, Gerdau Metalúrgica e Gerdau.
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O Banco PanAmericano voltou a ganhar destaque no noticiário corporativo. Respondendo às declarações de que Eike Batista estaria interessado em comprar o SBT, uma das empresas do Grupo Silvio Santos que foram colocadas como garantia para o resgate efetuado no valor de R$ 2,5 bilhões, o próprio Silvio Santos respondeu que aceitaria o negócio.
Na contramão do mercado
Contrariando o movimento negativo do Ibovespa, as ações PN da GOL registraram alta de 1,64%, entre os principais destaques da ponta compradora do índice. A companhia aérea reportou um lucro líquido de R$ 110 milhões, ou 41,2% melhor que os ganhos do mesmo trimestre de 2009. Seguindo a esteira de ganhos, os papéis preferenciais da TAM apareceram entre as maiores altas do benchmark, com variação positiva de 0,79%.
Agenda
Por aqui, o IGP-M apontou inflação de 0,79% na primeira prévia de novembro, taxa 0,04 ponto percentual maior do que a apurada no mesmo período do mês anterior, segundo dados divulgados nesta manhã pela FGV.
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Também na pauta nacional, as vendas do comércio varejista registraram crescimento no nono mês do ano, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE. Segundo o estudo, o aumento das comercializações foi de 0,4% frente a agosto e de 11,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Com o resultado mensal, o setor completa cinco meses consecutivos de taxas positivas nas vendas.
No front internacional, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan foi maior que a esperada em novembro. Os números do Michigan Sentiment apontaram 69,3 pontos, resultado superior às expectativas do mercado, que indicavam 69,0 pontos. Em outubro, o indicador havia atingido 67,7 pontos.
Dólar
Depois de iniciar o dia no campo positivo e passar para o negativo durante a tarde, o dólar comercial recuperou o ritmo de valorização no final desta sexta-feira, fechando em alta pelo terceiro dia consecutivo, sendo cotado na venda a R$ 1,724 – apreciação de 0,29%. Com isso, a moeda termina a semana com ganhos de 2,74%, seu melhor desempenho desde a semana encerrada em 21 de maio, quando subiu 3,16%.
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No front doméstico, o Banco Central repetiu o movimento realizado na véspera e atuou apenas uma vez na compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre 15h49 e 15h54 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7231.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros encerraram a sessão desta sexta-feira em queda na BM&F Bovespa. O contrato de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,53%, baixa de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 0,07%, 139,15% do valor de face. Já o risco-País teve variação positiva de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, marcando 174 pontos-base.