Resumo Diário

...

Publicidade

Interrompendo uma sequência de cinco baixas consecutivas, o Ibovespa voltou a fechar com valorização nesta quarta-feira (17), de 0,75%, encerrando o dia aos 69.708 pontos. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 4,92 bilhões.

Após ser constado que as negociações de alguns papéis estavam paradas, a assessoria de imprensa da BM&F Bovespa confirmou que um dos quatro núcleos do Mega Bolsa apresentou problema na tarde desta quarta-feira, ocasionando falhas nas negociações de determinados ativos. “Durante o pregão de hoje, um desses núcleos apresentou problema técnico, causando a interrupção da negociação dos ativos nele processados, das 16h33 às 18h. Em decorrência disso, o call de fechamento destes ativos foi realizado no período das 18h05 às 18h15”.

Por aqui, a questão da forte valorização do real frente ao dólar norte-americano voltou à pauta e mexeu com o ânimo dos investidores. De acordo com o ministro da Fazenda, interferir no câmbio constantemente não é uma atitude muito saudável. Contudo, ele não descarta tomar novas medidas caso sejam necessárias. “Não vejo necessidade de novas medidas neste momento. Mas a qualquer momento mais ações podem ser adotadas”, disse Mantega.

Na Europa, o foco continua na Irlanda. Em meio ao interesse demonstrado pelos ministros de Finanças da Zona do Euro de atenderem a um eventual pedido de resgate do país, foi divulgado que uma equipe formada pela Comissão Europeia, FMI e BCE começará a analisar medidas de ajuda na próxima quinta-feira (18).

Destaques da Bolsa
As ações do setor imobiliário seguem repercutindo os bons resultados trimestrais. Gafisa, MRV, Rossi, PDG, Cyrela e Brookfield tiveram fortes valorizações. Também na esteira dos bons resultados, as ações do setor de varejo dividiram a ponta compradora do índice no pregão.

Agenda
No front doméstico, o Banco Central revelou o resultado do fluxo cambial de novembro, mostrando que, até o dia 12 deste mês, a saída de dólares do Brasil superou a entrada em US$ 14 milhões. No mesmo período do ano passado, a diferença havia sido positiva em US$ 720 milhões. No acumulado de 2010, o saldo continua superavitário em mais de US$ 24 bilhões.

Continua depois da publicidade

Também na agenda interna, ao contrário de outros índices, que nas divulgações mais recentes apontaram para aumento do ritmo da inflação, o IPC-Fipe mostrou alta de 0,87% na segunda quadrissemana de novembro, taxa 0,09 ponto percentual abaixo da registrada no mesmo período do mês anterior.

Ainda no campo inflacionário, mais uma vez apontando pouca variação em relação a última apuração, o IGP-10 registrou leve aceleração em novembro, com taxa de inflação de 1,16%. O resultado se compara à medição de outubro, quando o índice indicou alta nos preços de 1,15%. Os dados foram divulgados pela FGV, e marcam a dinâmica dos preços no período de trinta dias até 10 de novembro.

Nos Estados Unidos, a agenda contou com dados do setor imobiliário e de inflação. De acordo com o indicador Housing Starts, o número de casas em início de construção no país ficou inferior ao total esperado pelo mercado. Por sua vez, o indicador que mensura o número de autorizações para construção de novas casas nos EUA computou 550 mil permissões em outubro, abaixo das expectativas do mercado, que apontavam 570 mil permissões.

Continua depois da publicidade

Já o CPI (Consumer Price Index), que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou um acréscimo menor do que o projetado pelo mercado em outubro.

Dólar
Interrompendo uma sequência de quatro sessões de alta, que o levou à sua maior cotação desde 1 de setembro, o dólar comercial encerrou esta quarta-feira (17) com significativa queda de 0,8%, sendo cotado na venda a R$ 1,726. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 1,35% em novembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,87%.

O Banco Central manteve suas costumeiras compras de dólares via leilão no mercado cambial à vista. A única operação desta quarta-feira ocorreu entre as 15h46 e as 15h51 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte de R$ 1,7248.

Continua depois da publicidade

Sobre essas intervenções, a autoridade monetária brasileira mostrou nesta sessão que já foi adquirido em novembro (até o dia 12) US$ 1,464 bilhão no mercado cambial à vista. Com isso, as reservas internacionais do País contabilizavam US$ 285,901 bilhões até a última sexta-feira.

Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros encerraram a sessão desta quarta-feira em queda no longo prazo. O contrato de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,58%, sem variação em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 1,16%, 139,10% do valor de face. Já o risco-País teve variação negativa de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, marcando 175 pontos-base.