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Em um dia de forte aversão ao risco no mercado em meio às más notícias vindas da Zona do Euro e da China, o Ibovespa registrou forte baixa de 2,14% nessa segunda-feira, aos 53.033 pontos. O mercado acompanhou os movimentos das bolsas da Europa e dos Estados Unidos. O giro financeiro foi de R$ 5,41 bilhões.
Na Espanha, duas notícias preocuparam os investidores: a retração de 0,4% no PIB do segundo trimestre e o pedido de ajuda financeira da região de Múrcia, a segunda em menos de uma semana. Refletindo esse cenário, os juros dos papéis da dívida espanhola atingiram novo recorde de alta, ultrapassando remuneração de 7,5% e afetando também os títulos italianos, que já se aproximam da margem de 7%.
De modo a minimizar a volatilidade, os órgãos reguladores de ambos os países proibiram a venda de ações a descoberto pelos próximos três meses. Mesmo com esses sinais negativos, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, disse que é muito cedo para convocar uma reunião de cúpula com todos os europeus sobre a crise da Zona do Euro, e descartou a necessidade de uma injeção urgente de fundos pelo BCE.
China também pressiona
Completando o mau humor do mercado, esteve o noticiário vindo da China. O membro do comitê de política monetária do Banco Popular do país, Song Guoqing, afirmou que a expansão econômica do país pode desacelerar pelo sétimo trimestre consecutivo, para 7,4% no trimestre terminado em setembro.
Destaque de ações
Na ponta negativa do Ibovespa, estiveram os papéis da JBS, com queda de 7,18%, aos R$ 5,17, e das imobiliárias, caso da Cyrela , Gafisa e Brookfield, com baixas respectivas de 6,66%, 5,81%, 5,37%, aos R$ 13,31, R$ 2,27 e R$ 2,82.
Além disso, os papéis do Bradesco também registraram forte baixa, com queda de 4,78%, aos R$ 29,07 após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Já entre as maiores altas, estiveram as ações da LLX, que dispararam 12,12%, aos R$ 2,59, em meio aos rumores de que a CCX feche o capital.
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Grécia segue preocupando
Enquanto isso, na Grécia se aproxima a reunião entre o governo e os credores internacionais. A Troika – entidade formada pela União Europeia, FMI e o BCE – irá na próxima terça-feira para Atenas de modo a avaliar a capacidade do país em cumprir com as exigências do resgate financeiro.
O vice-chanceler da Alemanha Philipp Roesler declarou que está “muito cético” de que os líderes europeus sejam capazes de resgatar a Grécia. Já a revista alemã Der Spiegel publicou, na véspera, que o FMI sinalizou que não participará de novos pacotes ao governo grego. Isso quer dizer que o país poderá ficar sem recursos em setembro.
Agenda doméstica
No front doméstico, o relatório Focus voltou a projetar alta maior no IPCA de 2012. A expectativa para o aumento da taxa este ano é de 4,92%, contra 4,87% registrada na pesquisa da semana anterior. Já as estimativas para o PIB se mantiveram inalteradas, quebrando uma sequência de 10 semanas de revisões negativas para o crescimento econômico do País.
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Já na Nota do Mercado Aberto de junho, o Banco Central revelou que realizou operações de swap cambial tradicional no valor de US$ 11,4 bilhões em junho, de modo a conter a valorização da moeda. O superávit da balança comercial brasileira, por sua vez, atingiu US$ 758 milhões na terceira semana de julho e US$ 1,4 bilhão no acumulado do mês, um recuo de 34,4% sobre o mesmo mês de 2011, segundo informações do Mdic.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,92%, terminando a R$ 2,0420 na venda.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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