Resumo diário

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O Ibovespa encerrou uma sequência de três altas nesta segunda-feira (19) ao fechar em queda de 0,19%. O ínidce, no entanto, amenizou bastante as perdas vistas no começo do pregão, quando chegou a cair 2,01% na sua mínima do intraday, acompanhando o começo de negócios bastante turbulento em Wall Street e o dia predominantemente negativo na Europa. A sessão teve um forte giro financeiro de R$ 10,208 bilhões. 

O benchmark da bolsa brasileira seguiu o pessimismo do mercado externo acerca de um possível default grego, uma vez que os líderes da Zona do Euro afirmaram, no encontro ocorrido entre os dias 17 e 18 de setembro, que a próxima parcela de ajuda ao governo grego só será liberada após o país adotar medidas de austeridade mais rigorosas. 

Já nesta sessão, os inspetores da Troika realizaram uma teleconferência com o ministro de finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, para discutir se este poderá receber uma parcela do pagamento no próximo mês. Próximo do fechamento do pregão, um oficial do ministério das Finanças da Grécia disse à Reuters que o país está próximo de um acordo com os membros da Troika. 

Ainda nesta sessão, o presidente dos EUA, Barack Obama, do plano de redução do déficit norte-americano, com o montante de US$ 4 trilhões nos próximos 10 anos. Segundo Obama, a proposta que será enviada ao Congresso representa “o maior corte de gastos da história do país”.

Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações da Hypermarcas, que seguraram a lanterna do Ibovespa com queda de 5,51%, cotadas a R$ 11,31.

Já na ponta positiva, o destaque ficou por conta dos papéis da Fibria, que lideraram os ganhos do benchmark da bolsa brasileira com alta de 3,33%, cotados a R$ 17,98.

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Agenda
No Brasil, as estimativas anuais do mercado levantada pelo Boletim Focus manteve a taxa básica de juros Selic em 11,00%, enquanto o PIB segue caindo, passou de 3,56% nesta medição para 3,52%, na projeção para este ano. Já segundo o MDIC, a balança comercial das três primeiras semanas de setembro registrou superávit de US$ 2,532 bilhões.

Ainda por aqui, o IPC-Fipe apontou variação positiva dos preços de 0,25% na segunda leitura de setembro. Enquanto isso, o IGP-M, mensurado pela FGV variou 0,52% também na segunda medição do mês.

No front norte-americano, não houve a divulgação de indicadores relevantes.

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Dólar
O dólar comercial fechou em forte alta de 2,57% nessa segunda-feira, sua maior valorização diária desde 6 maio de 2010, quando subiu 2,95%. Dessa forma, a moeda norte-americana terminou cotada a R$ 1,7765 na venda, maior valor desde 21 de julho do ano passado, quando fechou a R$ 1,784.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, as principais taxas de contratos de juros fecharam instáveis nesta segunda-feira. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,64%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,26% em relação ao fechamento anterior, a 135,21% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País fechou em alta de 16 pontos-base, aos 246 pontos.