Publicidade
Invertendo o sinal observado nos mercados externos, o Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira em alta de 0,51%, finalizando 2010 em 69.304 pontos. No mês, a variação foi positiva em 2,35%, o que contribuiu para que o principal índice da bolsa paulista fechasse o ano em alta de 1,04%.
O giro financeiro foi de R$ 9,2 bilhões, com grande impulso nos minutos finais de negociação. Após uma semana de fracos volumes, o fechamento de carteiras no ano contribuiu para que o movimento no mercado fosse bastante superior à média do que tem sido visto nos últimos pregões.
Destaques da bolsa
O Ibovespa foi influenciado ainda pelo desempenho positivo da Petrobras, que subiu pela sétima sessão consecutiva. A estatal prevê alcançar em dezembro três novos recordes de produção de petróleo no Brasil: a média mensal, anual e diária.
Fora do índice, destaque também para os papéis da UOL, que subiram 3,75% neste pregão. A companhia divulgou a transferência de todas as ações detidas pela Portugal Telecom à companhia controlada por João Alves de Queiroz Filho, que também é dono da Hypermarcas. Além disso, foi concretizada a aquisição, pela sua subsidiária DH&C, da Diveo Broadband Networks, dos Estados Unidos, que desenvolve atividades de datacenter e webhosting nos mercados brasileiro e colombiano.
3ª Prévia do Ibovespa
Nesta quinta, foi divulgada a terceira prévia da carteira do Ibovespa para o próximo quadrimestre. Não ocorreram alterações relativas às ações que entraram na composição da prévia anterior, apenas os pesos dos ativos sofreram modificações.
Em relação à carteira vigente, as principais mudanças continuam a ser a entrada dos papéis Hypermarcas e a saída das ações da NET.
Continua depois da publicidade
Dados nos EUA
A agenda carregada surpreendeu pelo lado positivo nesta sessão, com exceção de indicador na China. Nos Estados Unidos, a atividade industrial na região de Chicago ficou bem acima do esperado pelo mercado em dezembro, ao atingir 68,6 pontos.
No mesmo sentido, o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA apresentou alta de 3,5% em novembro, enquanto era esperada queda de 3%. O número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana, por sua vez, ficou melhor do que as expectativas do mercado.
Passando a China, o desempenho industrial referente a dezembro marcou queda de 0,9 ponto percentual na passagem mensal, para 54,4 pontos – o menor patamar nos últimos três meses. Na cena interna, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que a inflação do País começa a apresentar sinais de redução, em decorrência da queda nos preços das commodities e dos alimentos.
Continua depois da publicidade
Dólar
Em um ano marcado por forte volatilidade no mercado cambial, o dólar comercial fechou 2010 com queda de 4,32%. Nesta quinta, a variação negativa de 0,83% levou a moeda norte-americana fechar valendo R$ 1,664 na compra e R$ 1,666 na venda, seu menor patamar desde 18 de outubro, quando registrou o mesmo valor. Com essa desvalorização, a divisa dos EUA fechou dezembro depreciada em 2,8%, interrompendo dois meses seguidos de valorização.
Por aqui, o Banco Central manteve ativa suas intervenções no câmbio, realizando um leilão de compra de dólares entre as 15h47 e as 15h52, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,662. Além disso, repercutiu nesse mercado a formação da Ptax de dezembro, que é a taxa referencial para liquidação de contratos na BM&F.
Renda fixa
Com as declarações de Mantega de que a inflação dá sinais de desaceleração, um dia depois de o resultado de dezembro do IGP-M marcar alta nos preços menor do que a prevista, os contratos de juros futuros negociados na BM&F voltaram a fechar com taxas em queda. O contrato mais negociado no dia foi o com vencimento em janeiro de 2012, marcando taxa de 12,04%, queda de 0,05 ponto percentual frente ao fechamento anterior. Na semana, o contrato marcou queda de 0,08 ponto percentual.
Continua depois da publicidade
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com desvalorização de 0,20%, cotado a 133,58% do valor de face. Na semana, o título fechou também com desvalorização de 0,2%.
Com isso, o indicador de risco Brasil, calculado pelo conglomerado financeiro JP Morgan, registrou queda de 4 pontos base em relação ao fechamento anterior, atingindo 177 pontos base. No ano, a queda foi de 15 pb.